20/05/2013

# TUITERATURA

#TUITERATURA 


SESC Santo Amaro 

26/05 a 04/08. 
De terça à sexta, das 10h às 21h00. Sábados, Domingos e Feriados, das 10h às 18h00.


Ancorada nos conceitos de cibercultura, interatividade e experiências sensoriais, a Mostra, que traduz o espírito colaborativo das redes sociais, propõe o contato do público com a TUITERATURA, neologismo aportuguesado para este movimento que faz uso do Twitter como plataforma de um fazer literário enxuto, condensado em 140 caracteres. Com curadoria da agitadora cultural e tuiteira Giselle Zamboni, a exposição aborda um movimento que nasce em rede, caracterizado pelo compartilhamento de afinidades literárias, numa troca constante em que sobressai o prazer de ler e escrever. Serão expostas criações autorais de escritores consagrados e novos talentos da literatura contemporânea, através de uma instalação com arquitetura cenográfica, tecnologia e programação próprias para responderem, numa grande tela, à presença física dos visitantes. Marcada por aspectos inclusivos e de acessibilidade, com soluções cenográficas em braille e sonoras, a Mostra convida à interação todos aqueles que quiserem participar também como autores. Para isso, basta enviar sua criação literária, em até 140 caracteres, através do Twitter, marcando cada post com #tuiteratura, a hashtag da Mostra. Assim, uma nova exposição se construirá a cada dia, com a seleção de novos tuites literários produzidos em rede e em tempo real. Estão todos convidados a buscar e fruir do ideal poético da imagem que comove, faz suspirar ou rir, suspendendo o tempo, para além do tom confessional das redes sociais, indo da escritura na tela do computador às possibilidades de imaginação presentes em uma exposição.

15/05/2013

SBC investirá R$96,5 milhões na urabanização de assentamentos ( PINI Web)

Pinçado na PINI Web
São Bernardo do Campo investirá R$ 96,5 milhões na urbanização de assentamentos


Intervenções preveem construção de cinco conjuntos habitacionais para moradores removidos de áreas de risco


Carlos Carvalho, da Infraestrutura Urbana
A cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, investirá R$ 96,5 milhões para qualificar as condições de moradia de 3.265 famílias residentes em cinco assentamentos precários ao Sul do município, próximo à represa Billings. Composta pelos bairros Washington Luís, Gaspar de Souza, Bananal, Jardim Silvina e Silvina Audi - que juntos ocupam área de 332 mil m² - a região é sujeita a deslizamentos e oferece pouca ou nenhuma infraestrutura com redes de serviço público.
Divulgação Boldarini Arquitetura e Urbanismo
Do total de aportes, R$ 64 milhões foram captados junto ao Governo Federal, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o restante virá dos cofres da própria administração municipal.
Assinado pelo arquiteto Marcos Boldarini, titular do escritório Boldarini Arquitetura e Urbanismo, o projeto de urbanização integrada do complexo já está pronto e o edital de licitação para a contratação dos serviços de engenharia deve sair nas próximas semanas. De acordo com a secretária de habitação de São Bernardo do Campo, Tássia Regino, as obras devem começar no segundo semestre, com previsão de conclusão de 36 meses.
Serão construídos cinco conjuntos habitacionais para abrigar 785 famílias que terão de ser removidas - ou por conta das áreas de risco geológico onde estão instaladas suas residências ou pelas condições precárias das habitações, muitas em madeira e outros materiais não recomendados.
Além disso, haverá uma nova demarcação de terrenos para . . .   leia + > http://www.piniweb.com.br/construcao/habitacao/sao-bernardo-do-campo-investira-r-965-milhoes-na-urbanizacao-288558-1.asp

14/05/2013

Lula: mídia passa imagem negativa do Brasil e espanta investidores

Lula: mídia passa imagem negativa do Brasil e espanta investidores


.Lula: mídia passa imagem negativa do Brasil e espanta investidores
Publicado em 14-Mai-2013


Emir Sader e Lula


Muito boa a análise feita ontem pelo ex-presidente Lula sobre o comportamento da mídia e o reflexo para a imagem do Brasil. Em lançamento do livro "10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma", organizado pelo sociólogo Emir Sader, ele afirmou que a mídia acaba afugentando investidores ao passar uma imagem negativa do país.

"Se um investidor estrangeiro chegar de Londres ao Brasil e ler o Estadão, O Globo, a Veja, a Época, ele vai embora correndo. Parece que o país acabou."

Lula também se referiu às reportagens da Folha de S.Paulo que criticaram as viagens ao exterior que ele faz para promover o Brasil e suas empresas: “Tem um jornal que está tentando agora me transformar num lobista. Não é fantástico? Não sou lobista, não sou conferencista, não sou consultor. A única coisa que eu sou é um divulgador das coisas que fiz neste governo".

O ex-presidente também confirmou que será “cabo eleitoral 24 horas por dia na rua" nas eleições de 2014.

Legado

No debate em São Paulo, Lula afirmou que o maior legado que deixou em sua passagem pela Presidência foi ter mostrado que é possível “governar de forma republicana sem aqueles que me odiavam”.

“O Palácio [do Planalto], que até então era para reis e rainhas, banqueiros e grandes empresários, continuou sendo. Mas com uma diferença: é que lá entravam também os índios, os hansenianos, os moradores de rua, os favelados, fazendo com que, pela primeira vez, aquela fosse uma casa de todos e não apenas de uma parcela da população brasileira”.

O ex-presidente lembrou as 74 conferências nacionais que fez, “sobre todos os temas que vocês possam imaginar. E eu ia lá para ouvir mais do que falar”.

Lula também falou sobre as críticas que recebeu durante o governo: “Eu tinha consciência que meu problema com parte da elite política desse país e da elite da imprensa brasileira era meu sucesso. Se eu fracassasse, eles falariam bem de mim: ‘coitadinho do operário; coitadinho chegou lá, mas não tem culpa, não estava preparado, não fez nossa escola’.”

Chauí

Presente no evento, a filósofa Marilena Chauí afirmou que o Bolsa Família, o Prouni e a criação de uma nova classe trabalhadora no Brasil são exemplos da transformação pela qual o Brasil passou.

“O efeito do Bolsa Família para as mulheres conseguiu alterar o conceito e o modo de operação da família de um jeito que seis décadas de feminismo não conseguiram”, afirmou.

(Foto: Ricardo Stuckert/IL)

11/05/2013

Dia das Mães




Dia das Mães merece celebração sempre !!! Mas desta vez estou especialmente contente com o resultado da minha busca pra esta celebração.
Encontrei uma coisa muito nordestina, que é a cara da minha mãe.
É um texto lindo, misto de crônica e carta, do meu quase-conterrâneo Xico Sá, que se chama “Bença, Mãe” (que em nordestinês é como o nordestino pede que a mãe lhe abençoe). Lá ele conta para a mãe como foi sua viagem / migração de Juazeiro para Recife. E tem aquele monte de pequenas ternuras e sabedorias nordestinas, como o conselho que a mãe lhe dava sempre que ele dizia que queria voltar, por saudade: “Saudade não cozinha feijão. Coragem, filho, coragem".
A Mãe do Xico, aliás, é tema de muitas crônicas dele. E em homenagem a todas as mães, além do “Bença, Mãe”, trouxe também uma postagem dele no seu blog (muito legal: Modos de Macho e Modinhas de Fêmea), onde ele defende que “todo homem que é homem tem direito a criar um feriado na vida” (adorei esta idéia, e acho que vale prá toda mulher também !) . E ele, que se assume como um edipiano radical, diz que o único feriado que se justifica no mundo é o aniversário da mãe. Ele diz que criou este feriado para si e que trabalha “até nos dias de nascimento e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, menos no dia em que Ela veio ao mundo para me fazer carne e pecado”. Diga-se de passagem que se eu entendi bem, a mãe dele aniversaria no mesmo 19 de setembro que eu !
Então, por meio do Xico, homenageio aqui todas as mães, nordestinas ou não; as que têm os filhos por perto e as que já tiveram que se acostumar com a idéia que  os filhos são do mundo e já colocaram “a rede no fundo da mala" deles.
Sei que os nordestinos do mundo todo vão se identificar mais, mas espero que todos gostem, homenageiem suas mães, as que estão por aqui e as que se encantaram, e lembrem do conselho do Xico que vale prá tudo “A vida é pão de queijo: é comer quente e pronto.”
E Boa Semana para todos e todas
Tássia Regino


BENÇA, MÃE
Xico Sá - Sex, 06 de Maio de 2011
- Mãe, ainda me lembro quando tu colocaste a rede no fundo da mala, mala de couro, forrada com brim cáqui, e perguntaste, tentando sorrir no prumo da estrada: "Filho, será que na capital tem armador nas paredes?"
Naquela noite eu partiria para o Recife, que conhecia apenas de fotos e do mar de histórias trazidos pelos amigos. Lembro de uma penca de fotografias em especial, que ilustrava uma bolsa de plástico que usava para carregar meus livros e cadernos. Lá estavam as pontes do centro, casario da Aurora ao fundo, lá estava a sede da Sudene, símbolo de grandeza naquele apagar dos anos 1970, lá estava o Colosso do Arruda, o estádio do Santa...
Quando o ônibus gemeu as dores da partida, aquela zoada inesquecível que carregamos para todo o sempre, tu me olhaste firme, e eu segurei as lágrimas tão-somente para dizer que já era um homem, que era chegada a hora de ganhar o mundo, o mundo que conhecia somente pelo rádio, meu vício desde pequeno, no rádio em que ouvia os Beatles, as resenhas e as transmissões esportivas das rádios Nacional, além de todo um sortimento de novidades daqui e do estrangeiro.
Lembro que naquele dia, mãe, ouvimos juntos o horóscopo de Omar Cardoso, na rádio Educadora (ou teria sido na Progresso de Juazeiro?). Que falava dos novos rumos do signo de Libra. Você disse: "Tá vendo, meu filho, você será muito feliz bem longe".
A voz de Omar Cardoso e o seu mantra ecoava no juízo: "Todos os dias, sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!"
Foi o dia mais curto de toda a existência. O almoço chegou correndo, a merenda da tarde passou voando... e quando dei fé estava diante da placa Crato/Recife, Viação Princesa do Agreste.
Todo choro que segurei na tua frente, mãe, foi derramado em todas as léguas seguintes. Mal chegou em Barbalha eu já estava com os dois lenços de pano –outro cuidado seu com o rebento- molhados. Em Missão Velha, uma moça bonita, uma estudante que voltava de férias, me confortou: "É para o seu bem, foi assim também comigo".
Quando chegou em Salgueiro, além dos lenços e da camisa nova – xadrezinho da marca Guararapes –, o livro Angústia, de Graciliano Ramos, um dos motivos da minha vontade de conhecer a vida, também já estava encharcado.
E assim foi a viagem toda. Com direito a soluços, que acordaram a velhinha que ia ao meu lado, quando o ônibus chegou ao amanhecer no Recife.
Arrastei a mala pelo bairro de São José e procurei a pensão mais econômica.
Sim, mãe, tem armador de rede, escrevi na primeira carta. Naquele tempo não usava-se, em famílias sem muito dinheiro, o telefone. Era tudo na base do "espero que esta te encontre com saúde", como a gente escrevia na formalidade das missivas.
É mãe, neste teu dia, que está quase chegando a hora, quero lembrar que a coisa que mais me comoveu foi tua coragem, que eu até achava, cá entre nós, que fosse dureza além da conta d'alma. Até falei, um dia no divã, sobre o assunto, como se eu quisesse que naquela despedida o sertão virasse o teu mar de pranto.
Eis que recentemente me contaste como foi duro, que tudo não passava de um jeito para não fazer que eu desistisse de ganhar a rodagem. Aí me lembrei de uma sabedoria que citava nas cartas e bilhetes, quando eu esmorecia um pouco na sobrevivência da cidade grande: "Saudade não bota panela no fogo". E ainda reforçava: "Saudade não cozinha feijão. Coragem, filho, coragem".
Em nome das mães de todos os meninos e meninas que partiram, dona Maria do Socorro, quero te deixar beijos e flores.
Sim, mãe, agora já sabes que somos de uma família de homens chorões, são 04h06 de uma quarta-feira e eu choro um pouco, como fazia no fundo daquela rede colorida que puseste no fundo da mala. Chorava tanto nos sótãos das pensões do Recife que os chinelos amanheciam boiando no quarto, como se quisessem tomar o caminho de volta para casa.
"Mãe, palavra pobre em letras e rica em significado", agora lembrei também da homenagem, em cartolina rosa, que desenhei no grupo escolar Virgílio Távora, ainda no primário, verdes anos.
E com esse proustianismo materno, outra hora inesquecível, ainda no Sítio das Cobras, Santana do Cariri, sob a batuta da professora Heroína, eu todo tremelicas cantando Jerry Adriani para a minha mãezinha querida, numa festa para celebrar o dia delas, claro.
Feliz Dia das Mães a todos!
(*) Blog Modos de Macho & Modinhas de Fêmea, do jornalista Xico Sá,


PERDÃO, LEITORES, MAS PRECISO FALAR DE MINHA MÃE
Xico Sa  (20/09/12 )
Mamãe fez 71 anos ontem. Por isso, em um respeito sem fim e silencioso, nunca escrevo nada nesta virginiana data. Já fui demitido uma vez em uma firma por me recusar a trabalhar no único feriado que se justifica no mundo.
Todo homem que é homem tem direito a criar um feriado na vida. Certo é que me dei a este direito. Se bem que no aniversário de Maria também nada fazia. Tudo era dela no meu imaginário calendário ad infinitum.
Se eu tiver uma filha, uma menina, juro, nunca mais trabalharei na vida. Viverei a cuidá-la.
Ninguém entende o radical encanto edipiano. Também nunca fui de me explicar decentemente. Algumas coisas não carecem de muita prosódia. A vida é pão de queijo: é comer quente e pronto.
Trabalho até nos dias de nascimento e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, menos no dia em que Ela veio ao mundo para me fazer carne e pecado.
Dona Maria do Socorro nem sabe disso direito, nunca leu nada do que escrevo, graças a Deus pertence a outro mundo, mas aqui, caladinho, mantenho o respeito.
Psiu. Mamãe está prosa. Que linda. Sorriso iluminado, quase 50 anos depois de me botar no mundo.

01/05/2013

1º de Maio e os Paralamas do Sucesso



Escolhi este 1º de Maio para compartilhar com vocês, uma grande celebração ao bom trabalho e à boa música: O Show dos 30 anos de carreira do Paralamas do Sucesso , que aconteceu, no Espaço das Américas (zona oeste de São Paulo).

Os 30 anos de carreira dos Paralamas do Sucesso foram passados a limpo em grande estilo, em um show maravilhoso de quase duas horas de duração e cerca de 30 músicas daquelas que eu já dancei muito na vida (Alagados, Romance Ideal, Óculos, Meu Erro, O Beco, Lanterna dos Afogados, Ela Disse Adeus, Quase um Segundo)
O Espaço das Américas (que eu não conhecia e é muito bom) estava lotado, com um público que sabia todas as músicas (exceto uma que eu também não sabia) e não parava de cantar e dançar.
A banda estava visivelmente emocionada e nós, os fãs também.  Enquanto Herbert cantava, dizia do enorme prazer de estar em São Paulo, elogiava a platéia e rapidamente engatava um "vamos deixar de blá-blá-blá" e voltava ao show.
Um telão no fundo no palco mostrava os nomes e as datas de lançamento de cada música tocada, e muitas fotos das fases da banda, que invariavelmente remete a gente às nossas próprias fases. As  imagens reforçaram a sensação prazerosa de ter acompanhado uma banda que chegou à maturidade fazendo a melhor música e que reconstrói o passado em perfeita sintonia com seu público, inclusive pelas renovações que promoveu duarnte esta trajetória. Um showzaço que eu recomendo para quem tiver a oportunidade de ver !

O jornalista Arthur Dapieve, comentando esta celebração, diz que “de todos os aniversários redondos, o de 30 anos é o mais cheio de significados. Ele marca – ou deveria marcar – o adeus à juventude e o olá à maturidade”. No artigo do Dapieve o Herbert Vianna, recusa esta lógica e diz que “em vez de celebrar esses primeiros 30 anos estamos é festejando a abertura do segundo ciclo de 30 anos” e completa com aquilo que é a verdadeira homenagem ao 1º de Maio neste email: “Os Paralamas vão festejar fazendo aquilo que mais gostam de fazer: a alegria de estar no palco com amigos que compreendem com exatidão o que querem fazer”.
Para esta celebração do trabalho e destes grandes trabalhadores da música, escolhi um vídeo muito legal de Mormaço  (neste vídeo que se passa no nordeste e tem participação do Zé Ramalho, o Herbert está igualzinho ao Guimarães Rosa, podem ver). Em Mormaço o Herbert diz: “sempre sonhei/ Viver de amor e palavra”. Acho que re alizou o sonho. Além do vídeo trouxe alguns trechos das minhas músicas / letras preferidas. Agrupei em temas de amor e outros temas. Nas de amor, o Herbert, que é um dos grandes letristas brasileiros, já fez frases maravilhosas como a que fala de um momento do amor pelo qual todos passamos: “às vezes te odeio por quase um segundo. Depois te amo mais.” Tem coisa mais tradutora ?
Espero que vocês aproveitem, que tenham muitas razoes para celebrar o seu trabalho porque como dizem os Paralamas o bom de viver é estar vivo/ Ter amor, ter abrigo /Ter sonhos, ter motivos pra cantar”!

Tássia Regino
(colaboradora deste blog)

06/04/2013

Solidariedade necessária.


25/03/2013

Toda Poesia - Paulo Leminski


A colaboradora desse blog Tássia Regino, comenta o livro Toda Poesia – Paulo Leminski:

 Vocês sabiam que um livro de poesia, de um poeta brasileiro, desbancou a looonga supremacia de Cinquenta Tons de Cinza, pelo menos na rede de Livrarias Cultura ?
Pois é ! O Livro Toda Poesia – Paulo Leminski, antologia da obra do poeta curitibano que foi lançada mês passado assumiu nesta semana o primeiro lugar no ranking dos livros mais vendidos na Cultura. Não é demais ? Tudo bem que não foi em todas as livrarias brasileiras, mas já é um começo !
E melhor ainda é que um amigo meu viu o livro, lembrou das muitas alegrias e algumas tristezas compartilhadas, em que os poemas do Leminski inspiravam a nossa tropa, e me deu o livro de presente !
Amei ! O livro foi produzido pela viúva de Leminski, a também poeta Alice Ruiz, e Sofia Mariutti, a editora da Companhia das Letras e reúne pela primeira vez, e em um só volume (424 páginas), 600 poemas do Leminski, que prá mim é um dos maiores poetas brasileiros.
Ficou lindo ! Claro que eu ainda não li tudo, mas já resolvi dividir com vocês o presente ! Como já mandei Leminski várias vezes, desta vez, escolhi os menos conhecidos, incluindo engraçados. Alguns deles têm especialmente a ver comigo como Cesta Feira (assim com c), que homenageia Oxalá (como eu, que sempre uso branco às 6ª) e Desmontando o frevo (que homenageia o querido frevo da minha terra). E um deles tem muito a ver com esta rede de Boa Semana: “vão é tudo/ que não for prazer /repartido prazer /entre parceiros”
Paulo Leminki (1944-1989)
Mas além das inéditas, juntei duas que já devo ter mandado e que estão aqui em homenagem ao meu amigo arquiteto que me presenteou, como a que diz: “Quem dera eu achasse um jeito/ de fazer tudo perfeito,/feito a coisa fosse o projeto /e tudo já nascesse satisfeito”. Tem coisa mais a cara de arquiteto ???
Espero que vocês gostem e se inspirem no Leminski para ter uma ótima semana. E lembrem do meu mantra que ele fez poema: “prá que cara feira ? Na vida, ninguém paga   meia !
      Tássia Regino

POEMAS E HAI KAIS DO LEMINSKI
HEXAGRAMA 65
Nenhuma dor pelo dano.
Todo dano é bendito.
Do ano mais maligno,
nasce o dia mais bonito.
1 dia,
1 mês, 1
ano

a vida é as vacas
que você põe no rio
para atrair as piranhas
enquanto a boiada passa

a vida varia
o que valia menos
passa a valer mais
quando desvaria

Viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície

Das coisas 
que fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros
são
Aqueles em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos não

Nada tão comum
que não possa chamá-lo
meu
nada tão meu
que não possa dizê-lo
nosso
nada tão mole
que não possa dizê-lo
osso
nada tão duro
que não possa dizer
posso

Nada foi
feito o sonhado
mas foi bem vindo
feito tudo fosse lindo

existe um planeta 
perdido numa dobra
do sistema solar

aí é fácil confundir
sorrir com chorar

difícil é distinguir
esse planeta de sonhar


Quem nasce com coração?
Coração tem que ser feito.
Já tenho uma porção
Me infernizando o peito.

Com isso ninguém nasça.
Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha.
E é melhor encher a cara.

Tudo me foi dado.
Nada me foi tirado.
O que um dia foi meu
nunca vai ser passado.


vão é tudo
que não for prazer
repartido prazer
entre parceiros
vãs
todas as coisas
que vão


um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

Cesta feira
 cesta feira:
cesta feira
oxalá estejam limpas
as roupas brancas de sexta
as roupas brancas da cesta
oxalá teu dia de festa
 cesta cheia
feito uma lua
toda feita de lua cheia
no branco
lindo
teu amor
teu ódio
tremeluzindo
se manifesta
 tua pompa
tanta festa
tanta roupa
na cesta
cheia
de sexta
oxalá estejam limpas
as roupas brancas de sexta
oxalá teu dia de festa


Desmontando o frevo - Paulo Leminski
 desmontando
o brinquedo
eu descobri
que o frevo
tem muito a ver
com certo
jeito mestiço de ser
um jeito misto
de querer
isto e aquilo
sem nunca estar tranqüilo
com aquilo
nem com isto

de ser meio
e meio ser
sem deixar
de ser inteiro
e nem por isso
desistir
de ser completo
mistério

eu quero
ser o janeiro
a chegar
em fevereiro
fazendo o frevo
que eu quero
chegar na frente
em primeiro

en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

Quem dera eu achasse um jeito
de fazer tudo perfeito,
feito a coisa fosse o projeto
e tudo já nascesse satisfeito.
Quem dera eu visse o outro lado,
o lado de lá, lado meio,
onde o triângulo é quadrado
e o torto parece direito.
Quem dera um ângulo reto.
Já começo a ficar cheio
de não saber quando eu falto,
de ser, mim, indireto sujeito.

Meu pitaco> A Tássia, como toda boa pernambucana, é um agitadora e instigadora cultural. Tão logo li seu e-mail, fui pesquisar Paulo Leminski, morto por uma cirrose aos 44 anos.  

Aqui jaz um poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito, 
São suas obras completas.


 Genial !

24/03/2013

"A estranha morte de Jango" por Mauro Santayana


21/03/2013

A ESTRANHA MORTE DE JANGO


(HD) - A família de João Goulart autorizou a exumação de seus ossos, a fim de que se averigúe a causa de sua morte – atribuída a um ataque cardíaco. O presidente deposto era, desde jovem, cardiopata, e isso facilitou a versão oficial para o óbito prematuro. Jango morreu aos 57 anos. Sobre o assunto tenho depoimentos a dar. O primeiro deles é sobre a personalidade serena de Jango. Conheci-o em seus primeiros meses como Ministro do Trabalho, em visita a Belo Horizonte.
         Como repórter, acompanhei-o em seus encontros com os líderes sindicais de Minas. Eu o veria várias vezes nos anos seguintes, antes de com ele conviver no exílio em Montevidéu. Jango foi fiel à memória de Vargas, a quem dedicava afeto de filho. Suas idéias eram as de Getúlio. A ele devo manifestações fortes de solidariedade naqueles anos sombrios.
         Quando Lacerda morreu, Tancredo Neves comentou comigo suas suspeitas. Era curioso que as três personalidades mais fortes da oposição ao regime militar, e que haviam estabelecido uma aliança para a recuperação republicana do Brasil, morressem uma depois da outra: Juscelino em agosto e Jango em dezembro de 1976, e Lacerda em maio do ano seguinte. “Se todos morreram por acaso, isso só pode ser proteção de Deus ou do Diabo aos militares”.  Como já estivéssemos no processo conspiratório para a redemocratização do país, Tancredo abriu a camisa, mostrou a medalha que trazia no peito, e disse contar com seus santos protetores, entre eles São Francisco de Assis.
         Os inúmeros depoimentos conhecidos mostram que os Estados Unidos não hesitam em livrar-se de seus inimigos, reais ou imaginários, por todos os meios. Quando lhes convêm, contratam sicários para a tarefa sórdida, como fizeram, ainda no festejado governo Roosevelt, ao recrutar o sargento Somoza para matar Sandino e, em seguida, entregar-lhe o governo da Nicarágua. Da mesma forma atuaram, ao apoiar, ostensivamente, o general Pinochet a fim de dar o golpe, bombardear o Palácio de La Moneda e dar fim a Salvador Allende, presidente do Chile. Quando isso não é recomendável, ou não dispõem de assassinos confiáveis, usam seus próprios agentes. Eles o fazem no “interesse da pátria”.
         Conhecer a verdade sobre a morte de Jango, se  ainda é possível descobrir as provas de possível assassinato, 36 anos depois, é um direito de seus familiares, e, mais do que seu direito, direito da nação. Se isso ocorreu, provavelmente os responsáveis pelo assassinato ainda poderão  ser localizados – e pagar pelo seu crime. Se forem agentes estrangeiros, só um vazamento nos revelará a agressão.
         Mas o conhecimento do crime será advertência severa contra aqueles que, em nome da “ordem”, ou de qualquer outra idéia, pregam a supressão da liberdade e submissão dos povos ao terror do Estado ditatorial.

21/03/2013




Carta ao Sr Lara escrita pelo eminente advogado Dr Valter Uzzo:

Sent: Tuesday, February 05, 2013 3:42 PM

Caro Lara:
Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e  propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”,  já que você se abastecia  de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua  mão direita e que lhe permitia  -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito  diante de você. Nesse particular, você era imbatível.
Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país,  melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de  lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha,  embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se  enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver,  que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum  como  “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para  mim, no entanto, você é um  “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você.
Existe  no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república,  todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso.    Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma  legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil),  e criou dois partidos políticos  – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais  que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950  e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de  ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre  foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família  de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda  dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se  os governos militares, Sarney,  Collor, Itamar e  Fernando  Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que  nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80  a U$ 120 dólares,  lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na alfabetização  grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde pública catastrófico, destruição da escola  pública,  gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona,  previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia,  e muita roubalheira.
Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte,  eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava.  No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou)  e o Brasil conseguiu crescer,   ao meio de uma grande crise internacional .Caro Lara, esses são fatos . Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego ( é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países,  fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga  de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é conversa para boi dormir:  muitos outros países não progrediram, muitos  entraram em crise, o sistema financeiro internacional  em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de  modo diverso é revolver a mentalidade colonialista.
Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma ? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra,  poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal  ideologia ? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais.    Porque não se diz  neoliberal, e faz um programa neoliberal ?. E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquilo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, , tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos ? Se você fizer as contas, aqui como lá,  o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados  (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria  etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa.  Estimule a criação de um  verdadeiro partido conservador, que defenda  as teses conservadoras e o modo de governar  conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas,    de vestir um manto progressista quando não o é,  é a pior  forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios.  Em suma,já é tempo de  sair do armário e vir corajosamente para o  debate de ideias.
O outro ponto que gostaria de conversar com você  é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos  criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter  no erro, ou, então,  se por  alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança.  Fora disso, a  “propaganda” pejorativa  contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoralmente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado  preferia  o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave,  sofrendo agressões de todo os  lados. O Berluscomi e Sarkosi, na  Itália e França,  perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes.     Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva,  enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais  extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers  e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições.
Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e  honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal   como você fazia com as colas  e era invejado por toda  classe.
Abraços  e saudades.
Valter Uzzo
PS:   Se você não é a pessoa que eu penso, peço desculpas.

PS2: os negritos são por conta deste blogueiro.