01/12/09

Correio da Cidadania - Marina e o Monstro

Escrito por Rodolfo Salm
28-Nov-2009

Recentemente, Marina Silva causou-me novamente grande decepção ao afirmar publicamente que "não há como fugir do aproveitamento energético do rio Xingu", em referência à construção da hidrelétrica de Belo Monte, ou "Belo Monstro", como o projeto também é conhecido em Altamira. Numa versão mais detalhada da notícia divulgada no site Amazônia, ela teria dito que não há como o Brasil fugir da "exploração sustentável" do Xingu, "já que precisa apresentar ao mundo metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa". Sendo preciso, porém, que "a construção de hidrelétricas preveja um programa de desenvolvimento sustentável que dê governança sustentável" ao empreendimento.

É surpreendente que ela siga argumentando nessa linha enquanto o seu programa de desenvolvimento sustentável para o asfaltamento da rodovia Cuiabá-Santarém não tenha sido sequer implementado e que, com o processo de asfaltamento, os desmatamentos já estejam explodindo na região, o que já acontecia quando ela estava no governo. Naquela época, quando, em momentos de desaceleração da economia, eram registradas quedas nas taxas de desmatamento, ela atribuía o fato ao "aumento da fiscalização", mas quando as taxas cresciam culpava o aquecimento da economia. Justamente como segue fazendo o seu sucessor.

A idéia da construção de hidrelétricas na Amazônia como alternativa às termelétricas e como forma de reduzir a emissão de gases do efeito estufa é outro equívoco da ex-ministra. É mais fácil visualizar os gases expelidos pela combustão de carvão ou derivados de petróleo, mas o apodrecimento da matéria orgânica causado pelas grandes inundações das barragens gera gases muito mais danosos para o aquecimento global.

Estudos do professor Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e de outros cientistas respeitados de. . .   

leia na íntegra esse texto:
Correio da Cidadania


27/11/09

Correio da Cidadania - Battisti: ‘se decisão de Tarso Genro foi legal, Supremo não deveria se intrometer’

Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader  27-Nov-2009
Na semana passada, o STF voltou a concentrar as atenções em torno de uma decisão sua, no caso a de deferir pela extradição do ex-militante de esquerda italiano Cesare Battisti. Mesmo com a decisão por parte do ministro da justiça Tarso Genro de conceder o refúgio, as pressões do lado italiano acabaram levando a uma apreciação pela corte brasileira sobre a legalidade da concessão. Agora, a decisão final cabe ao presidente Lula, que possui autonomia para tomar decisão diferente da justiça se assim decidir.

Para comentar o assunto que divide opiniões dentro da própria esquerda, o Correio da Cidadania conversou com o Promotor de Justiça aposentado Antonio Visconti, membro também do Movimento Ministério Público Democrático. Buscando se desacoplar de certa partidarização de opiniões, Visconti se apóia nas questões jurídicas para formar uma opinião.

Sobre os pontos mais polêmicos, acredita que a decisão do STF deveria ter caráter vinculante, ou seja, de obrigar o presidente Lula a extraditar Battisti após a decisão dos magistrados. Por outro lado, acredita que o ato do ministro em conceder refúgio só deveria ser apreciado pela corte em caso de flagrante ilegalidade ou falta de ‘razoabilidade’.

Correio da Cidadania: Afora a polêmica insuficiência de provas, há um debate ferrenho, à esquerda e à direita, sobre o caráter político ou não dos crimes que foram cometidos por Battisti. Destacam-se, dentre outros, os argumentos de que, à época dos crimes, a Itália era uma democracia, o que desconfiguraria o caráter político dos crimes. O que pensa?

Antonio Visconti: Primeiramente, digo que tenho acompanhado o assunto mais por intermédio dos jornais, de maneira que não estudei profundamente a questão legal da extradição. Vejo que há uma divergência enorme, haja vista a apertada margem da votação no Supremo. Mas a argumentação que mais me impressionou foi a do ministro Rubens Ricupero, em que ele lança a seguinte pergunta: "o Brasil daria a condição de refugiado aos assassinos de Gandhi, Kennedy, Martin Luther King?". Assim, a simples classificação do crime político não basta para que se dê refúgio a alguém.

Leia na íntegra esse texto no CORREIO DA CIDADANIA




25/11/09

Aliado da Globo é o campeão das vaias na Confecom - Escrevinhador

Rodrigo Vianna, é jornalista. Em seu blog : ESCREVINHADOR , comenta sobre política, mídias, etc... Traz essa matéria sobre a Confecom, que para quem como eu, não é grande conhecedor do assunto, consegue enxergar quão importante é, e quantos interesses estão e jogos. (MA)

Passei o fim-de-semana na Assembléia Legislativa de São Paulo, a acompanhar a etapa paulista da Conferência de Comunicação (Confecom)*. Foi um processo ríquissimo. Lá não estavam só jornalistas e empresários de comunicação. Não. Parece que a sociedade brasileira (ou, ao menos, seus setores mais organizados) despertaram para um fato: a comunicação é assunto importante demais para ser deixado nas mãos (apenas) dos jornalistas. Ainda bem.

Como em todos os Estados, houve escolha de delegados pelos três setores: sociedade civil, setor governamental e setor empresarial (hipocritamente chamado de "sociedade civil empresarial").

Na semana passada, escrevi aqui que os grandes empresários (ligados às "teles" e ao grupo Bandeirantes) tentaram dar um golpe: queriam excluir pequenos e micro empresários da delegação que vai a Brasilia - http://www.rodrigovianna.com.br/forca-da-grana/tim-oi-e-telefonica-querem-dar-golpe-na-confecom-elas-ja-entraram-para-o-pig-vamos-reagir.

Serra atirou contra a Confecom: colheu a vaia em São Paulo

Só que os pequenos fizeram barulho, bateram o pé, ameaçaram ir pra Justiça... E aí as "teles" recuaram. Na última hora (pressionadas pelo governo Lula, é bom dizer), aceitaram que os pequenos tivessem 20 representantes. As"teles" e a Band ficaram com 64 representantes.

Interessante notar: São Paulo foi o único Estado (até agora) que elegeu representantes empresariais não-alinhados com o grande capital. Uma vitória estratégica. Por que?

Pelo regimento da Confecom, qualquer proposição, para ser aprovada na etapa nacional, em Brasília, precisará cumprir dois requisitos: votos de metade mais um do total de delegados e (atenção!) pelo menos um voto em cada setor representado (empresarial, sociedade civil e govenamental).

Os 20 micro e pequenos empresáriso eleitos por São Paulo, portanto, poderão ter um papel decisivo. Certamente


Os dilemas da comunicação no Brasil - Carta Maior




Os proprietários dos grandes meios de comunicação no Brasil defendem, entre seus ideais, a liberdade de expressão, a pluralidade, a competição e o livre mercado. No entanto, o poder midiático no Brasil está concentrado nas mãos de um pequeno grupo de famílias e suas respectivas empresas, que dominam o sistema de produção e difusão de informações e detém a imensa maioria dos recursos de publicidade. Se fossem coerentes deveriam defender uma revolução capitalista na comunicação brasileira, com mais proprietários, mais veículos, mais produtores de comunicação, produtos de melhor qualidade, consumidores mais exigentes e descentralização dos centros produtores. O artigo é de Joaquim Ernesto Palhares.
Joaquim Ernesto Palhares

Discurso feito pelo diretor da Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares, na mesa que debateu "Princípios da Comunicação", no segundo dia da Conferência Estadual de Comunicação de São Paulo:

“O setor da comunicação no Brasil não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade . . . 

Leia mais Carta Maior


20/11/09

Cacique Cobra Coral no Senado - Escrito por Raphael Garcia - @Tsavkko

Não tenho como objetivo discutir a seriedade ou não da Fundação Cobra Coral (ver  no blog abaixo indicado, a notícia no final da postagem).

De família espírita que sou - mas ateu - devo, no mínimo, respeitar a instituição, mas o que não posso é aceitar a falta de noção, de decência, respeito e de tino político da DemoTucanalhada ao convocar para depor ou dar explicações sobre o blecaute da semana passada tal instituição.

Em primeiro lugar salta aos olhos a indecência de convocar uma entidade religiosa para qualquer coisa que seja dentro de uma casa pública, do Senado Federal. O Brasil é laico, as explicações e análises de entidades religiosas não valem de nada - ou não deveriam valer - enquanto para que alguma explicação seja dada ou análise seja feita, estas instituições se valham de artifícios não científicos ou de cunho religioso, se valendo da fé.


Com todo respeito que . . . Leia + Blog do Tsavkko ,

o texto mostra o rídiculo papel da oposição, que quer confundir o "blecaute" com o denominado apagão (racionamento) que viveu o Brasil há dez anos.

03/11/09

Tássia Regino escreve sobre CORA CORALINA

Este ano se comemora os 120 anos de nascimento da escritora Cora Coralina, que nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, na Cidade de Goiás em 1889 e faleceu em Goiânia em 1985. Em sua homenagem o Museu da Língua Portuguesa está exibindo a mostra " Cora Coralina: coração do Brasil",  que ficará em exibição até o dia 13 de dezembro e eu fui ver. A mostra é pequena para a obra de Cora Coralina, pseudônimo que adotou a Aninha, mas traz muito do universo de Mulher simples, doceira de profissão, que teve uma vida bem mais agitada do que a média das mulheres do seu tempo, e que apesar de ter vivido longe dos grandes centros urbanos, e mesmo da educação formal, produziu uma obra poética muito rica. Falando sobre quem é Cora Coralina, ela dizia de si: "Sou mulher como outra qualquer. / Venho do século passado / e trago comigo todas as idades. (...) Sou mais doceira e cozinheira / do que escritora, sendo a culinária / a mais nobre de todas as Artes: / objetiva, concreta, jamais abstrata / a que está ligada a vida e a saúde humana."

A exposição ocupa o 2º andar do museu e é composto por lindas imagens do universo pessoal de Cora (fotos de fachadas de casas de Goiás Velho, paredes de adobe, o mítico casarão da ponte e os doces feitos por ela) e trechos de suas poesias. Tem um vídeo com declarações da própria Cora Coralina e documentos inéditos, como os manuscritos dos seus diários, originais de seus livros e correspondências trocadas com grandes escritores brasileiros, como Jorge Amado e Drummond.

É de Drummond, aliás, um dos textos mais bonitos sobre Cora, publicado no "Caderno B" do "Jornal do Brasil" de 27de dezembro de 1980, e que está na mostra, onde ele diz que "Cora Coralina, para mim, é a pessoa mais importante de Goiás, mais do que o governador, as excelências, os homens ricos e influentes do Estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção, e identificada com a vida como é, por exemplo, uma estrada."

Eu trago ela a vocês hoje, por meio dos seus versos.  Abraços, Tássia Regino

 
 

Alguns versos soltos da exposição:

 
 

"Entre pedras que me esmagam

Montei a pedra rude dos meus versos"

 
 

"Eu sou estas casas encostadas

Cochichando umas com as outras"

 
 

"Eu sou a velha mais bonita de Goiás"

 
 

"No acervo do perdido,
no tanto do ganhado
está escriturado:
- Perdas e danos, meus acertos.
Lucros, meus erros"

 
 

ASSIM EU VEJO A VIDA


A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

  

31/10/09

É Tempo de Saci


Mais do que nunca, é tempo de Saci. É preciso falar de Saci, ver Saci, entender Saci. Afinal, hoje as pessoas estão se esquecendo, não só do Saci, mas da Mula-sem-cabeça, assombrações, Curupiras, Mães d´água, Boitatás e outros bichos .
Nas escolas (trabalho numa APAE), as professoras conseguem acabar com a magia desses seres encantados, colocando-os como matéria de prova. Imagina, fazer prova de Saci, palavra cruzada de Saci, exercícios de português de Saci, dever de casa de Saci, que horrível.
Isso é coisa de gente doida da cabeça, que nunca viu Saci, não acredita em assombração e acha que Mula-sem-cabeça é mentira. Outro dia, fui falar de folclore para uma sala de 4ª série do ensino fundamental e pedi uma definição do que seria uma lenda, eles responderam: lenda é um monte de história mentirosa que o povo conta p'ra gente, p'ra pôr medo. Grande engano, eu disse, pois, eu provo que não é mentira. Tenho até foto da Mula-sem-cabeça e quem quiser, digo e provo.

Ismael P. Siqueira
Pouso Alegre - MG


30/10/09

Cutrale devolve terras griladas

Escrito por Roberto Malvezzi
29-Out-2009

Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, "mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas". O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.

Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, "num país de 8,5 milhões de km², haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar".

Com esse gesto, continuou, "contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades".

Para concluir, afirmou que "espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país.

Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favores governamentais. Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras".

O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais por que buscar culpados onde eles não existem.

Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral.

Correio da Cidadania






25/10/09

Da Agência Carta Maior


O ponto de saturação

Ataques ao governo Lula fazem parte da paisagem jornalística brasileira. Tornaram-se previsíveis como os acidentes geográficos; irremediáveis como o dia e a noite. Naturalizaram-se, a tal ponto que já se lê os jornais pulando essas ocorrências, como os olhos ignoram trechos vulgares de caminhos rotineiros. O que mais espanta, porém – e a cobertura da viagem do São Francisco reforça esse desconcerto - não é a crítica , mas o tom desrespeitoso desse jornalismo. Com a aproximação das eleições de 2010, ansiedade pelo fracasso recrudesceu. A tal ponto ela se tornou caricatural que já aparecem os primeiros sintomas de saturação. O artigo é de Saul Leblon.

Saul Leblon

“Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada.” Sob esse título auto-explicativo, a Folha [edição de 16-10] resumiu em uma retranca o espírito da cobertura oferecida aos . . .

Leia o artigo: Ponto de Saturação


10/10/09

A cruzada covarde de Demétrio Magnoli

por Eduardo Guimarães

 No domingo, foi no programa "Canal Livre", da TV Bandeirantes; no dia 29 de agosto, no programa do Jô Soares. Em cerca de uma semana, o sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli apareceu nos dois programas fazendo sua cruzada inglória contra o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.Magnoli, na verdade, concentra-se nas cotas para negros e indígenas nas universidades. É o "golden boy" da mídia nessa questão.  . . .
Leia na íntegra Cidadania.com - UOL Blog

Este blogueiro deixou de ver o programa Canal Livre, depois da surra que os "sabichões do Saad" tomaram do Stédile (MST).

A política por trás da escolha de Obama [Como agem os Neocons]

Comentário do leitor Sr. Gerhard Erich Boehme - (moderado)

O Brasil teve homens ilustres como o Engº
andré Pinto rebouças, que tinha como meta
um país desenvolvido, hoje temos pessoas que
querem um páis dividido, dividindo os
brasileiros pela etnia da qual descendemos.
Vivemos atualmente, por conta do atual
ocupante do Palácio do Planalto o capitalismo
de xxxxxxx e o socialismo de privilegiados.

Agradeço o comentário do leitor Gerhard, que aqui manifestou sua posição em relação ao post acima: A cruzada covarde ...

07/10/09

MST acusa Cutrale de grilagem de terras da União


Image via Wikipedia
Após imagens divulgadas pelos principais jornais televisivos do país mostrando um trator dirigido por integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) derrubando plantações de laranja da empresa Cutrale, a justiça concedeu liminar de reintegração de posse à empresa da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. O MST lançou nota dizendo que o terreno na verdade pertence à União.

Leia + Contraditório

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03/10/09

Lula bate a Madrid



Em seu derrotismo, a Folha de S.Paulo perdeu

Por Zé Dirceu
A cobertura da Folha de S.Paulo em todo...

A cobertura da Folha de S.Paulo em todo o decorrer da disputa relacionada à escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 (disputada por Chicago, Madrid, Rio de Janeiro e Tóquio) destoou flagrantemente dos demais veículos da mídia.

A do Folhão sempre foi na linha de criticar gastos, e de nunca acreditar que era possível a realização dessa Olimpíada no Brasil, ao contrário do presidente Lula (leia nota acima), das nossas autoridades esportivas e dos governantes e lideranças do Rio que se jogaram na disputa e sempre acreditaram que era possível a vitória.

Essa, Folha, você perdeu!

Leia : Um espaço para discussão do Brasil



29/09/09

CRISE EM HONDURAS Por Luciano Martins Costa

As liberdades seletivas
Comentário para o programa radiofônico do OI, 29/9/2009

A crise política em Honduras começa a deixar claras algumas diferenças entre os jornais brasileiros. O uso de expressões como "governo golpista" ou "governo de facto" esclarece o que cada veículo considera como a normalidade democrática ou o desvio institucional. Mas o noticiário deixa muito a desejar no que se refere à necessária orientação do leitor no meio da enxurrada de acontecimentos e declarações.

Uma questão que foge às discussões gerais: se Manuel Zelaya é o presidente de direito, deposto por um ato de força, sua presença na embaixada brasileira em Tegucigalpa não seria um fato favorável à volta da normalidade?

Observando-se os três jornais brasileiros de circulação nacional, que tratam de assuntos gerais, nota-se maior predisposição do Globo em apoiar a posição do governo golpista – ou interino, conforme a tendência de quem vê.

Os títulos das reportagens, o vocabulário empregado e as escolhas dos declarantes mais destacados revelam que o jornal carioca só não a . . .

Leia o texto na íntegra: As liberdades seletivas


18/09/09

A lógica perversa do racismo15/09/2009

Tomei conhecimento desse texto de FLÁVIA CERA através de um tweet de @maria-fro. Leia na íntegra (link abaixo).

No blog do PSDB do Rio Grande do Sul se pode ler esse post intitulado “Arreios à mão, para domar Stela”. O texto aponta o tratamento que deve ser dado a deputada Stela Farias que está a frente da CPI que investiga o governo de Yeda Crusius. A revista Rolling Stone desse mês traz uma entrevista cuidadosa e bem feita com Marina Silva, entretanto acompanhada de uma charge absolutamente ofensiva: Marina Silva está pendurada em um cipó com o rosto de macaco. Ambos os casos são sexistas, evidentemente. O último, além disso, expõe fortemente uma marca racista. Não vejo razão de Marina Silva ser transfigurada em um macaco. Se a intenção era explicitar sua defesa da Floresta Amazônica, ou era ilustrar o codinome dado a ela por Ziraldo de “doce senadora da floresta”, ou qualquer outro motivo que a vincule a defesa do meio ambiente, a ilustração é muito infeliz. Marina Silva é, evidentemente, negra. Ela se declara assim. Não bastou a palhaçada que envolveu Danilo Gentili ao comparar negro com macaco para parar com essas “piadinhas”. E, é claro, que se pode alegar dezenas de desculpas, dizer que não se pensou nisso, que. . .

Leia na íntegra:A lógica perversa do racismo « Sexismo na política


11/09/09

Golpe Militar no Chile - 11-09-1973



Para lembrar o golpe militar no Chile, em 11 de setembro de 1973, este poema de Mario Benedetti
 

"ALLENDE"
 
Para matar al hombre de la paz                                             
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz                                                         
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.
 
Mario Benedetti




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09/09/09

O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo




Em março de 1964, Anselmo foi preso quando tentava penetrar - e falar - na reunião do Automóvel Clube. Esse episódio tem sido ignorado até hoje, pois nunca interessou à mídia, cúmplice do processo golpista desde o início. Quem me reviveu o episódio agora, com detalhes preciosos que expõem o repúdio de Jango à indisiciplina que enfraquecia o governo na área militar e encantava os golpistas e a mídia, foi o coronel Juarez Mota - à época capitão e ajudante de ordens do presidente, hoje aposentado, 75 anos de idade, e vivendo em Porto Alegre. O artigo é de Argemiro Ferreira.

A veemência com que, na entrevista ao Canal Livre da Rede Bandeirantes, o notório cabo Anselmo (José Anselmo dos Santos), de olho numa indenização como "perseguido político", tentou negar que já era agente infiltrado (e provocador) da direita ANTES do golpe de 1964, não consegue contestar o depoimento enfático do delegado Cecil Borer em 2001 - conforme o excelente texto (talvez definitivo) assinado por Mário Magalhães na “Folha de S.Paulo”, a 31 de agosto de 2009.

Estou me metendo nessa discussão por ser assunto que me apaixona desde que participei, há pouco mais de três décadas, de uma reportagem de investigação da revista “Playboy”, conduzida pelo jornalista Marco Aurélio Borba, meu amigo (e editor nacional de “Opinião” no período em que dirigi a redação), que morreria poucos anos depois, num acidente em Brasília. Ouvi depoimentos para a revista no Rio, enquanto mais jornalistas faziam o mesmo em outros estados (não tenho aquele número da revista, mas seria bom se alguém pudesse informar ao menos o mês e o ano, entre 1977 e 1979, pois ainda acho que existem ali dados relevantes).

Lei o texto na íntegra : Carta Maior


08/09/09

Incapaz de gerenciar a saúde, governo paulista inicia seu desmonte definitivo. Escrito por Gabriel Brito

Escrito por Gabriel Brito
05-Set-2009

No início desta semana foi aprovado na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 62/2008, que permite a entrada das chamadas Organizações Sociais na assunção de diversos serviços da área de saúde. A nova legislação vai de encontro à tendência de entrega dos hospitais públicos à iniciativa privada, como já mostrado pelo Correio, política que tem marcado a gestão tucana no Estado desde os anos 90.

Repelido por entidades da sociedade civil, trabalhadores e sindicatos do setor, o projeto contou com todo o apoio da base governista, sendo aprovado por 55 votos a 17 contrários, que foram contabilizados pelas bancadas do PSOL, PC do B e PT. Na visão, ao menos declarada, dos entusiastas do projeto, a entrada de ditas entidades aumentará a eficiência dos atendimentos, o acesso e até mesmo o rendimento dos funcionários, mesmo diante do fato de que estes passarão a gozar de estabilidade zero e terão seus direitos trabalhistas reduzidos.

Em suma, discurso idêntico ao de todas as demais privatizações e terceirizações em estradas, telefonia, energia, ainda que com a plena constatação do público acerca da precarização nas condições de trabalho, da queda de qualidade no serviço e do aumento exorbitante de tarifas, a exemplo da explosão das tarifas de pedágios em estradas construídas pelo Estado.

"A aprovação do projeto preocupa, pois se fala em ampliar a atuação das OS no estado, mas antes esse sistema precisava ser repensado, melhorado e principalmente ser mais fiscalizado e transparente", disse ao Correio a promotora pública Ana Trotta Yarid, que entrará com Ação de Inconstitucionalidade contra o projeto. "A lei não visa aprimorar nada, apenas abrir caminho para a entrada das organizações", completa.

Leia + no
Correio da Cidadania


31/08/09

Candidata a santa - Por Luciano Martins Costa - Observatório de Imprensa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 31/8/2009


A imprensa cobriu com intensidade a filiação da senadora Marina Silva ao Partido Verde. E já deixa sinais de como pretende apresentar a ex-ministra do Meio Ambiente aos leitores e eleitores: tanto nos jornais como nas revistas publicadas no fim de semana, ela aparece como uma coadjuvante na disputa eleitoral, capaz de tirar votos principalmente da provável candidata da aliança governista, a ministra Dilma Rousseff.

Claramente, a imprensa quer mostrar Marina Silva como a senadora honesta, defensora da floresta e dos animais – a "Marina imaculada", como a apresenta a revista Veja na entrevista das páginas amarelas. Mas a senadora deixa claro, na própria entrevista, que não é apenas a portadora de "uma visão simplista, messiânica até", das coisas da política, como afirma Veja.

Marina Silva tem muitas outras qualificações além de sua experiência como militante dos "empates" comandados pelo líder seringueiro Chico Mendes no Acre.

Leia a íntegra : Marina


29/08/09

Marina Silva Presidente - Texto de Aninha Arantes

O twuitter é sintético. Você em 140 caracteres tem que passar a idéia. Não é fácil, ainda mais para mim, que critico o expediente de: "óia aqui o link", lhe obrigando uma fugida ao blog do tuiteiro. Nas minhas pesquisas de perfis, vou selecionando as pessoas que realmente conseguem nos 140, passar ou intuir algo intelígível. Na tuitosfera a minha tendência é: sigo aqueles que falam aquilo que quero ouvir (falam = escrevem), caso contrário, meu caráter democrático me impõe o "unfollow" expresso. Entre as pessoas que sigo, Aninha Arantes é uma tuiteira com a técnica dos 140 caracteres e até com menos, consegue expressar seu estado de espírito. Ela se intitula uma blogueira iniciante e uma tuiteira viciada. Eu, um blogueiro mediocre, que ao ler textos bem escritos, os divulgo para que o maior número de pessoas os leiam e conheçam seus autores. Nessa semana que a mídia está "Marinando" encontrei no blog Twitterrorismo esse texto, que aqui repico só um trechinho, é nesse caso vale o " óia o link lá embaixo" 

Ver imagem em tamanho grande







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