07/03/2016

Tolerância e Diversidade por Tassia Regino

Nossa colaboradora Tassia Regino , nos envia esse e-mail comentando sobre a Tolerância e Diversidade, em um momento conturbado que passamos.

Polêmicas com um texto da Fernanda Torres na semana passada, os episódios da política nesta semana, a virulência na internet, se somam num contexto em que é evidente que o mundo e o Brasil vivem um momento em que cada vez a tolerância e a capacidade de conviver com a diferença são necessárias.

Por isso, hoje o meu email de Boa Semana se utiliza de texto e vídeo de algumas pessoas que escrevem, falam e cantam a diversidade e a tolerância prá compartilhar com este meu grupo de amigos e pessoas queridas, que é tão diverso, a minha preocupação e a renovação da minha disposição de ser cada vez mais uma militante da tolerância ativa e do respeito às diferenças e da valorização diversidade.

A inspiração positiva para tratar deste assunto veio inicialmente de um vídeo muito legal que recebi esta semana de um amigo, em que o Leandro Karnal, fala do conceito Tolerância Ativa. Segundo o Dicionário Houaiss, tolerância é a “tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas”. A tolerância ativa vai além disso e na definição do Karnal significa que se compreenda que a diversidade é fundamental. No vídeo ele reflete que a não aceitação das diferenças faz do mundo um lugar horrível” e lembra a frase falsamente atribuída a Voltaire, que tem tudo a ver com o momento que passamos:"Eu discordo totalmente do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de o continuar dizendo".

E falando do assunto tolerância e diversidade, claro que eu não podia deixar de lado a música linda que o meu conterrâneo Lenine fez, celebrando a diversidade, que já começa lembrando que "foi pra diferenciar Que Deus criou a diferença".

Eu já tinha decidido fazer este email, mas ele foi reforçado por uma Peça maravilhosa que está em cartaz aqui em São Paulo e fomos ver ontem. A peça é “O Topo da Montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araújo e nela o último dia de vida do ativista Martin Luther King, que morreu assassinado lutando pelos direitos civis dos negros, é reinventado de um jeito muito criativo, e apesar de denso, a peça termina sendo também divertida.Vendo a peça e o que a intolerância já fez no passado, meu assunto se reforçou. E ouvindo Luther King também: “aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”.

Então prá celebrar a diversidade e a tolerância, trago de início uma definição da UNESCO sobre Tolerância, que gosto muito; depois a letra do Lenine e o link dele cantando a Diversidade; e, por fim, o inspirador vídeo do Leandro Karnal. Procurei muito um texto do Karnal com o mesmo conteúdo, mas não encontrei. Então, abaixo do link para o vídeo, reproduzo um texto de um Portal que fez uma compilação da fala do Karnal (mas sem o mesmo brilhantismo do vídeo)

Espero que gostem, e que o apanhado inspire uma semana com a celebração desta vida, que, como diz Lenine é repleta e que tem “o toque de Deus, a vela no breu e a chama da diferença”

Um Abraço e boa semana

Tássia

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TEXTO DA UNESCO (A ONU institui o dia 16 de Novembro como O Dia Internacional para a Tolerância )

A tolerância, nem concessão nem indulgência, se fundamenta no respeito e na apreciação da riqueza e da diversidade das nossas culturas, dos nossos modos de expressão e das nossas maneiras de exprimir a condição humana”.
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DIVERSIDADE

Lenine


Se foi pra diferenciar
Que Deus criou a diferença
Que irá nos aproximar
Intuir o que Ele pensa
Se cada ser é só um
E cada um com sua crença
Tudo é raro, nada é comum
Diversidade é a sentença

Que seria do adeus
Sem o retorno
Que seria do nu
Sem o adorno
Que seria do sim
Sem o talvez e o não
Que seria de mim
Sem a compreensão

(...)
A humanidade caminha
Atropelando os sinais
A história vai repetindo
Os erros que o homem traz
O mundo segue girando
Carente de amor e paz
Se cada cabeça é um mundo
Cada um é muito mais

Que seria do caos
Sem a paz
Que seria da dor
Sem o que lhe apraz
Que seria do não
Sem o talvez e o sim
Que seria de mim...
O que seria de nós

Que a vida é repleta
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de Deus
A vela no breu
A chama da diferença

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