22/05/2011

A trincheira de Jean Wyllys

A trincheira de Jean Wyllys trecho que destaco desta matéria do Leandro Fortes sobre o combativo deputado Jean Wyllys: "Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá). Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo. " Jean Wyllys

12/05/2011

Lula vai ao encontro nacional de blogueiros. Alô, alô Dantas, Cerra e Gilmar ! | Conversa Afiada

Lula vai ao encontro nacional de blogueiros. Alô, alô Dantas, Cerra e Gilmar ! | Conversa Afiada

Silvio Tendler: Ana é mulher de fibra e coragem - Portal Vermelho

Postado no Portal VermelhoVermelho no Twitter
Imagino a ministra Ana de Hollanda em uma caminhada solitária. A contemplo na memória da figuraça do pai, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, um dos estudiosos que mais conheceu o Brasil. Ana era seu xodó e, nesse momento de extrema solidão no poder, deve lembrar-se muito dos seus ensinamentos. Ana é mulher de fibra e coragem e vai seguir em frente em sua luta para cumprir a missão que lhe foi designada por outra mulher de fibra e coragem, a presidente Dilma Rousseff.

Por Silvio Tendler*
Ana não é de desistir no meio da caminhada, logo agora que começa a descobrir as primeiras traições e jogos de interesse pessoais. Tão perto de si, do seu gabinete, dentro do ministério que comanda. Ana já deve ter percebido olhares e sorrisos matreiros que conspiram enquanto afagam.

Muita espuma se faz contra Ana de Hollanda, que está fazendo um trabalho realmente sério à frente de um dos ministérios mais complicados de administrar. Já ocupei o cargo de Secretário de Cultura de Brasília durante a administração Cristovam Buarque de Hollanda e sei o quanto é difícil administrar artistas e seus egos. E Ana está apagando incêndios, à frente de uma gestão herdeira de uma dívida de mais de 600 milhões de reais e em face a um contingenciamento de verbas que tolhe as ações do ministério.

A briga em torno do tal do Creative Commons é assunto de lobista. Os Creative Commons não oferecem nada mais que os copyrights e quem ganha com essa briga são advogados e seus contratos milionários. Quando se trata de copyright X copyleft aí a coisa muda de figura,  pois . . . lei a íntegra no : Portal Vermelho


01/05/2011

Casa ou quartel? de Alexandre Haubrich, jornalista e editor do Jornalismo B

Reitoria da UFRGS tenta empurrar goela abaixo regimento que retira direitos dos moradores

Os resíduos bolsonarianos chegaram a Casa do Estudante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEU-UFRGS). Em silêncio, sem ampla divulgação na comunidade acadêmica, a Reitoria da UFRGS caminha para impor um novo regimento na CEU. “Casa” é um conceito que parece um tanto controverso no tal regimento. Ou você, leitor, não pode andar sem camisa dentro de sua casa? E consumir bebidas alcoólicas em casa, você pode? Mesmo que o local onde você mora seja alugado? “Que escândalo!”, urrariam os redatores do novo regimento.

Pois é, os estudantes maiores de idade que moram na Casa do Estudante da UFRGS podem ser impedidos de circular sem camisa ou beber nas dependências. Um moralismo antiquado que chega a ditatorial quando consideramos que nada disso foi – nem a Reitoria tenciona que seja – debatido com os moradores. Se o atual regimento nem existe legalmente – há anos a CEU é organizada através de regras regimentais não formalizadas – a proposta de mudança que a Reitoria tenta emplacar retira direitos até de participação dos estudantes na gestão da Casa. Segundo o blog Megafonadores,

Este novo regimento, além de ter sido elaborado sem a participação dos estudantes, é um retrocesso no que tange a gestão da casa. Se aprovado, a CEU não possuirá um conselho gestor com participação dos moradores. Tirando o direito dos alunos de, de forma representativa, deliberarem sobre questões de sua própria moradia.

Os moradores reclamam também de expulsões arbitrárias e de vigilância excessiva, que, para eles, configura a tentativa de “implementação de uma política de controle e repressão sobre os estudantes que necessitam de políticas de promoção social e não da criminalização e exclusão”. Outra questão prejudicial aos moradores se refere às novas regras para a permanência na Casa após a graduação. Hoje, é permitido que os formados continuem ali por até seis meses, prazo que pode ser reduzido para 60 dias. A política de estímulo à permanência na universidade, defendida pela Reitoria, também seria esvaziada, com o fim da permissão para alunos de pós-graduação morarem na CEU.

Localizada na avenida João Pessoa, uma das principais vias de Porto Alegre, a Casa do Estudante da UFRGS é, atualmente, o lar doce lar de 400 estudantes. Mas a doçura pouco tem a ver com a estrutura oferecida pela universidade. A quantidade de pias e fogões não supre a demanda, há infiltrações no oitavo andar e a segurança contra incêndios é criticada pelos moradores. Além disso, o segundo andar, antes ocupado por moradias, foi transformado em espaço da administração, para departamentos que antes ficavam no prédio da Secretaria de Assistência Estudantil. Essa medida, obviamente, reduz a quantidade de vagas oferecidas para moradia.

Esses e outros problemas estruturais, somados à tentativa de retirada de direitos e de imposição antidemocrática de um novo regimento, levaram os estudantes ao Campus Central da universidade, para protestar e propor um regimento alternativo. Ainda segundo o Megafonadores, “o Secretário de Assistência Estudantil, Edilson Nabarro, resolveu sair para conversar com os estudantes. Recebeu as reivindicações, mas não se comprometeu com nada. Disse não estar impondo esse novo regimento, mas também não quis saber do regimento elaborado e proposto pelos moradores da casa”.

O regimento informalmente em vigor pode ser lido AQUI.
A “proposta” da Reitoria pode ser lida AQUI.
A contra-proposta dos estudantes / moradores pode ser lida AQUI.
Mais informações no blog da CEU.

16/04/2011

1º Encontro dos Blogueiros Progressistas de São Paulo

Posted by Picasa

APROPRIAÇÃO DA LUZ






Ontem no 1º Encontro dos Blogueiros de São Paulo, na Assembléia Legislativa, conheci Paula Ribas, responsável pelo Blog Apropriação da Luz.

Entusiasmo, garra, fome de brigar por seus direitos e de seus vizinhos não faltam a Paula, indignada como nós, pelas artimanhas do poder público para se colocar acima dos interesses da coletividade.
Sugiro a permanente leitura desse blog, e sua divulgação.

@Limarco

Prefácio do Blog APROPRIAÇÃO da LUZ por Paula Ribas
APROPRIAÇÃO DA LUZ Esse blog se destina a dar VOZ e VEZ aos Moradores do perímetro de renascimento da LUZ. Moro há 36 anos aqui e quero me apropriar da LUZ. Bem como, aproximar os interessados a ver de perto esse processo. Vamos restaurar a moral, o amor próprio e o auto respeito dos moradores. Olhar de perto é ver por dentro. foto: Paula Ribas


14/04/2011

Desobediência na virada - Artigo do Xico Sá, publicado no UOL

Kassab e sua equipe precisam aprender a fazer festa de rua com cidades vocacionadas para este ramo, como o Recife e Salvador, por exemplo, sob pena de estragar a boa fuzarca, a coisa pública.  

A polícia paulista idem, carece de aprendizado, para não provocar tumultos à toa, como ocorreu no show dos Racionais MC´s em 2007 e, em menor escala, em todas as edições seguintes.

Celebrar a vida nas ruas é uma arte milenar de gregos & baianos. A Parada Gay e a Virada são bons e novíssimos exemplos de SP, apesar do kassabismo e suas digníssimas senhoras de Santana.

Por uma São Paulo romana, babilônica, rosselliniana, felliniana e reaberta, proclamo, desobediência civil por completo durante a Virada. Que cada um seja dono do seu fígado, do seu rumo e da sua ideia de festa e existência.

Escrito por Xico Sá

 

Leia + Xico Sá

Dilma faz o que Clinton mandou FHC fazer: defender o Brasil



. . . É estarrecedor como FHC, seguidor da cartilha neoliberal, depois de fazer o “dever de casa” do Consenso de Washington, através do entreguismo privatista da Vale, das Teles, das distribuidoras de energia elétrica, dos bancos públicos, e dos pedágios abusivos, não conseguia emplacar uma vitória política nos fóruns multilaterais, e saía derrotado com a cabeça abaixada. . .

Leia o artigo na íntegra: Conversa Afiada

07/04/2011

"A posição do Brasil frente ao Irã: A mudança da Política Externa" de Raphael Garcia



Postado no
: Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian: A posição do Brasil frente ao Irã: A mudança da Política Externa
. . .
Quantos acordos (incluindo a libertação de prisioneiros e etc) conseguiu o Brasil SEM condenações, mas com NEGOCIAÇÃO e respeito? Nem preciso responder. Vejam o acordo Brasil-Irã-Turquia, a libertação da inglesa e etc.

Nos últimos meses e anos, o Brasil participou de várias ações ou empreendeu gestões que resultaram na libertação de pessoas detidas pelo governo iraniano, tanto estrangeiros quanto nacionais daquele país. É difícil determinar qual o peso exato que nossas démarches tiveram em situações como a da norte-americana Sarah Shroud ou do cineasta Abbas Kiarostami. No primeiro caso, a jovem alpinista veio nos agradecer em pessoa. Em outros casos, como a da francesa Clotilde Reiss, não hesito em afirmar que a ação brasileira foi absolutamente determinante. Mesmo no triste caso da mulher ameaçada de apedrejamento, Sakineh Ashtiani, os apelos do nosso presidente, seguidos de várias gestões no meu nível junto ao ministro do Exterior iraniano e ao próprio presidente Ahmadinejad, certamente contribuíram para que aquela pena bárbara não tenha se concretizado.

Leia na íntegra : Tsavkko

A Escola deve ser espaço mais sagrado do que qualquer templo

de Conceição de Oliveira - Blog Maria Frô

. . . Gostaria imensamente que aprendêssemos como tragédias como estas. As escolas não devem virar prisões (algumas já têm este aspecto) elas devem ser espaços valorizados pelas comunidades, devem ser fortalecidas, queridas, abraçadas, nossas crianças efetivamente protegidas, tratadas com dignidade para que cresçam amando o conhecimento e diminuindo o grau de intolerância. Nossos profissionais da educação devem ser valorizados, porque é uma imensa responsabilidade e exige uma tremenda formação profissional formar futuros cidadãos. . . . Leia + A Escola deve ser espaço mais sagrado do que qualquer templo

04/04/2011

Balanço da blogagem coletiva pela abertura dos arquivos da ditadura militar


por Niara de Oliveira*
para o Acerto de Contas
A iniciativa de fazer uma campanha na internet pela abertura dos arquivos da ditadura militar surgiu logo após entrevistar Criméia Almeida e Suzana Lisbôa, da Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos – elas vieram a Pelotas em novembro de 2009 para participar do ato de lançamento do livro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) promovido pelo Instituto Mário Alves – IMA.
Antes da entrevista eu havia lido algumas matérias do jornalista Mário Magalhães na Folha de São Paulo, sobre o “trâmite” dos arquivos secretos a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a Lei da Anistia completou vinte anos e os arquivos poderiam ser disponibilizados ao público. Ao invés de abrir os arquivos, FHC criou uma lei que instituía o “sigilo eterno” para os arquivos com o carimbo “ultrassecreto”.
Essa lei foi mantida por Luis Inácio Lula da Silva e na época da visita de Criméia e Suzana a Pelotas, o governo federal estava veiculando na mídia a campanha Memórias Reveladas, onde cinicamente pedia ajuda à população para encontrar informações sobre cidadãos – relegados ao esquecimento através da prática cruel do desaparecimento político – que desapareceram sob a tutela do Estado. Fui para a entrevista munida dessa indignação e querendo saber como os familiares dos mortos e desaparecidos se sentiam com esse verdadeiro deboche do Estado brasileiro com sua dor. O resultado pode ser visto na entrevista que gerou a primeira blogagem coletiva em janeiro de 2010.
Com medo de publicar a entrevista num blog tão pouco visitado – nessa época o Pimenta com Limão tinha algo em torno de 50 visitas diárias – e ser hackeada por uma brigada de direita e defensora do golpe de 64 que atua na internet, escrevi a dezoito blogueiros com quem tinha contato diário via twitter e ofereci a entrevista, que seria assinada por um heterônimo meu – Pedro Luiz Maia – e seria publicada simultaneamente por todos no mesmo dia e horário, em 12 de janeiro às 14h. Apenas catorze blogs aderiram à proposta sendo que dois publicaram com atraso. Mais tarde, outros três blogueiros ao ver a campanha na rede também aderiram.
Nessa campanha pedíamos a abertura dos arquivos e a punição dos torturadores – a ADPF 153 ainda não tinha sido julgada pelo STF – e muitos desses blogueiros que apoiavam a candidatura de Dilma Rousseff à presidência não quiseram mais se envolver com medo que isso repercutisse mal para a candidata da situação por ter sido ela presa, torturada e “beneficiada” pela Lei da Anistia.
Recolhi as armas e esperei o julgamento do STF, mesmo que sempre manifestasse minha opinião nas redes. O STF estendeu a anistia aos torturadores – institucionalizando a tortura no país – e veio a campanha presidencial e a baixaria que todos fomos testemunhas. Depois veio a posse e qualquer movimento que pudesse tumultuar ou questionar a postura de Dilma – ministra da Casa Civil e, portanto, chefe maior do Arquivo Nacional – antes da posse era mal visto.
Chegou janeiro de 2011 e a primeira blogagem ia completar um ano e achei que não poderia passar em branco. Rascunhei uma proposta de blogagem coletiva e repassei ao Raphael Tsavkko que complementou o texto, procurei e encontrei um chargista para fazer um desenho da presidenta Dilma carimbando os arquivos como públicos e colocamos a segunda blogagem coletiva no ar. A proposta era que cada blogueiro produzisse um texto inédito (estilo artigo) e divulgasse nas redes junto com a hastag durante dez dias no final de janeiro deste ano.
Dessa vez tivemos a adesão de quase vinte blogs, renovando em mais de 90% o grupo que aderiu à primeira. Mudamos a hastag para #desarquivandoBR, criamos um twibbon (assinatura para incluir junto a foto no avatar das redes sociais) e os participantes sugeriram que retomássemos a campanha nos dias do aniversário do golpe.
Então, no dia 28 de março iniciamos a terceira blogagem coletiva pelo desarquivamento do Brasil que se estendeu até ontem, 03 de abril. A proposta agora era entrevistar pessoas que viveram o regime de exceção, familiares de mortos e desaparecidos, ex-torturados, jornalista que tenham trabalhado na época, biógrafos de guerrilheiros e, principalmente, lembrar os desaparecidos para que de alguma forma não deixar esse crime (desaparecimento) impune.
Para minha surpresa, boa parte dos vinte blogs que aderiram na segunda edição da campanha em janeiro sequer se manifestaram nas redes ajudando a divulgar os textos participantes da terceira edição. Tivemos em torno de 25 blogs participantes (dos que divulgaram a adesão) e pelas minhas contas a renovação dos blogs participantes ficou em torno de 70% com relação a segunda. O Raphael Tsavkko colocou o #desarquivandoBR em vários blogs mundo afora através do Global Voices, onde seu texto publicado em português no dia 31 de março foi traduzido para o inglês, grego, russo, chinês e espanhol.
Preciso registrar e agradecer em especial a participação intensa de dois blogueiros que além de produzirem textos inéditos dentro das propostas apresentadas para essa edição, reproduziram textos que saíram na imprensa em seus blogs e nas redes sociais. São eles o Pádua Fernandes do blog O Palco e o Mundo (cinco posts) e o Mário Lapolli do blog Ousar Lutar, Ousar Vencer! (em torno de seis post com a hashtag) que foram incansáveis durante essa semana e junto comigo e o Tiago Aguiar, floodamos (tweetamos demais sobre o mesmo assunto) nossos twitters.
Buenas, neste balanço geral das três primeiras blogagens coletivas pela abertura dos arquivos da ditadura militar brasileira ficaram algumas lições.
1) Mesmo entre ativistas de esquerda o assunto não parece tão importante quanto deveria ser e o fato de sermos o único país do cone sul que viveu ditadura militar patrocinada pelos EUA e ainda não passou sua história a limpo, incomoda, mas não o suficiente para desacomodar e mobilizar;
2) Apesar da campanha estar crescendo e o número de blogs participando aumentar a cada edição, os blogs participantes alteram muito de uma edição para outra – os três únicos blogs participantes das três blogagens foram o Pimenta com Limão, o Blog do Limarco e o Blog do Tsavkko;
3) O componente político partidário eleitoral momentâneo influencia demais na participação dos blogs numa campanha que deveria ser princípio e questão de honra para todo ativista de esquerda brasileiro em memória dos que morreram combatendo a ditadura;
4) O fato da ditadura brasileira ter desencadeado todas as outras no cone sul e ter ligações comprovadas com os EUA pode explicar o “desinteresse” em abrir os arquivos secretos;
5) Quanto mais difícil fica essa luta mais me mobilizo para continuá-la.
A partir das lições que ficam dessa experiência, proponho desde já realizarmos a quarta, quinta, sexta… blogagem coletiva até que os arquivos secretos da ditadura sejam públicos e não exista mais nenhum desaparecido político do período 1964-1985. Além disso estou propondo que desde já organizemos atos públicos (que não precisam exatamente reunir grande números de pessoas, podem ser instalações nos pontos de maior movimento das cidades) no dia 13 de dezembro – aniversário do AI-5 que originou a ampla maioria das mortes e desaparecimentos da ditadura militar.
Por fim deixo a lista dos blogs que participaram dessa terceira blogagem coletiva:
Cão Uivador
,
Ruminando Ideias
,
Dêiticos,
Dispersões Delírios e Divagações,
Blog do Prof. Julio Sosa,
Jornalismo B,
Blog do Mello,
Cheque Sustado,
Na Roda Viva,
As agruras e as delícias de ser,
Blog do Velho Comunista,
Mobilização BR,
Sem Juízo
,
Olho de Corvo,
Estado Anarquista
,
Um lugar de mato verde…,
Rocirda Demencock,
Sociologia do Absurdo,
Juntos Somos Fortes,
Blog do Chico,
Comunica Tudo,
A Navalha de Dali
,
O Inferno de Dandi
,
Acerto de Contas,
Borboleta nos Olhos.
Além dos já citados Blog do Tsavkko, Ousar Lutar Ousar Vencer!, O Palco e o Mundo e do Pimenta com Limão e do Bidê Brasil, Coisas da Tamonca e Imprensa Nanica que colocaram os banners. O blog Cinema e Outras Artes escreveu um excelente texto dentro do período mas não colocou banner e nem se referiu à campanha, mas como o Maurício Caleiro participou da primeira blogagem lá em 2010, o estou citando também. (Se esqueci algum blog é só dar um grito que incluímos na lista, ok?)
Nunca seremos uma nação verdadeiramente soberana e democrática enquanto não passarmos nossa história a limpo e os torturadores da ditadura militar permanecerem impunes. Precisamos abrir os arquivos da ditadura com urgência, para que nenhum pai ou mãe morra sem encerrar seu luto, saber em que circunstância o Estado brasileiro assassinou seu filho e sem enterrar seus restos mortais.
Não há dignidade nessa falsa paz que a Lei da Anistia promoveu e onde apenas um lado daquela guerra suja foi punido – o mais fraco. Para que possamos hoje punir com rigor os crimes de tortura praticados Brasil afora, teremos que limpar esse lodo jogado na nossa história por um bando de militares fascistas, descompensados e fanáticos que se acharam acima do bem e do mal, dispondo sobre a vida de quem queriam e como queriam. Eles continuam soltos por aí, posando de cidadãos de bem e ainda se sentem no direito de comemorar o golpe de 64, ocupando a lacuna deixada pelo governo que não cumpre o seu papel e faz questão de “esquecer” as atrocidades cometidas.
É preciso ainda lembrar que o poder de abrir os arquivos da ditadura, de classificar os ditos arquivos secretos como públicos compete única e exclusivamente à presidenta Dilma Rousseff, que além de tornar esses arquivos públicos deve, enquanto governo, um pedido formal de desculpas ao país e às famílias dos mortos e desaparecidos. Espero sinceramente que Dilma faça o que FHC e Lula não tiveram coragem de fazer.
Esse é o sentido dessa luta.
____________________
* Niara de Oliveira é jornalista.
http://twitter.com/nideoliveira71
http://pimentacomlimao.wordpress.com/
http://pipocacomentada.wordpress.com/

sim, O Mundo Precisa de Poesia - por Tássia Regino

Tássia Regino, colaboradora deste blog, se manifesta sobre a polêmica levantada  ao site de Maria Bethânia. O título desta postagem pincei dentro do seu texto : sim, O mundo precisa de poesia.
Não consegui mandar email na semana passada, então este conta como o fechamento do mês de março que, como combinado, só mulher fala por aqui !
Para este fechamento, eu trouxe um assunto que tem levantado polêmica: O Site proposto pela Maria Bethânia, O Mundo Precisa de Poesia.
 Eu não sou do ramo, mas como dizia a Clarice Lispector: “eu vim ao mundo incumbida ! ” e resolvi me inscrever entre os que defendem que sim, O Mundo Precisa de Poesia. E mais do que isto, precisa também da poesia lida por uma das maiores artistas do Brasil acessível a todos e todas em qualquer computador do mundo !
O Conceito do site/blog, pouco falado no meio da polêmica, é ser um espaço dedicado à poesia, no qual todos os dias, durante 365 dias de um ano, a Bethânia grava um vídeo novo recitando uma poesia e isto fica disponível na rede mundial de computadores, com direitos de imagem cedidos pela eternidade.
Viabilizar o site significa levar para todos, todos os dias, algo como o que a Bethânia vem fazendo no Espetáculo “Bethânia e as Palavras", quando ela declama poesias entremeadas por canções, e sobre o qual ela diz: "A cada dia que faço essa leitura, sinto vontade de agradecer. (...) Sinto que é um privilégio aos 64 anos, 46 deles dedicados ao meu ofício, poder realizar essa leitura. É um sonho. E eu não quero mais da vida do que os meus sonhos. (...) Agradeço sempre comovida aos mestres, professores e seus alunos, artistas e a cada um dos senhores que comigo vêm compartilhar esse exercício de delicadeza. Obrigada por me ajudarem a crer na beleza de ser sempre um eterno aprendiz." Foi após ver este espetáculo que o Hermano Vianna propôs a ela fazer o Site e ela topou.
Imagina isto acessível a todos na rede mundial ! Que instrumento maravilhoso terão as professorinhas dos fins de mundo do Brasil (como minha querida Tia Nesta, que virou encantada nesta semana), que tentam incutir o valor da literatura e da poesia aos seus alunos: Uma poesia diferente a cada dia lida por Maria Bethânia ! E nós outros, os que gostamos de poesia, chegar em casa no final de um dia difícil e ir lá ver e ouvir a poesia do dia !!! Sim, isto é uma coisa que deve receber incentivo público nos termos da Legislação que nós temos.
Como não mandei o email no final de semana passada, já deu tempo outra pessoa mais qualificada do que eu defender o Site: a atriz Fernanda Torres escreveu um artigo ontem (02/04/2011) na Folha, no qual ela faz a conta do que Bethânia cobrou pelo seu trabalho de concepção, elaboração, ação diária e doação "ad eternum" de seus direitos de imagem para veiculação gratuita: R$ 1.643 por vídeo, valor menor  do que muitos outros projetos aprovados, mas não falados. Esta conta mostra que, como diz a Fernanda Torres: “a manchete na primeira página afirmando que Bethânia receberia R$ 1,3 milhão para fazer um blog, apesar de verdadeira, sugere falcatrua e má-fé.”. E não é verdade que há falcatrua, e nem que a pessoa de Maria Bethânia vai receber R$ 1,3 milhão. A conta toda envolve o trabalho dela (que deve sim ser bem pago), mas também a produção dos vídeos, a moderação do Site, a disponibilização e a manutenção na rede e toda a parte operacional que isto envolve ao longo de um ano.
Bom, colocado o assunto, para mostrar que “O Mundo Precisa de Poesia”, eu selecionei três blocos de coisas: Um bloco com o texto da Coluna da Mônica Bergamo do dia 31/03/11, em que ela reproduz algumas falas da Bethânia  no Espetáculo "Bethânia e as Palavras", feito no teatro Faap na semana passada; Outro bloco de poesia de mulheres; e, por fim, o artigo da Fernanda Torres, Demônios, prá quem quiser saber mais sobre porque “o site "O Brasil Precisa de Poesia" se transformou no bode expiatório da encruzilhada da política cultural brasileira.”
Espero que vocês gostem e tenham uma ótima semana com a inspiração da poesia da Flora Figueiredo: “Na dúvida, faça./ O risco faz parte./ A graça está em tentar!
 Tássia

MATÉRIA SOBRE BETHÂNIA NA COLUNA DA MÔNICA BERGAMO
(FSP, 31/03/2011)

"EU NÃO QUERO MAIS NA VIDA QUE OS MEUS SONHOS"
A cantora surge no palco, vazio e mal iluminado, descalça, camisa vermelha, blazer branco, papeis e óculos à mão. Diz que o projeto surgiu há dois anos, quando foi convidada para um ciclo de leituras na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
"Essa leitura foi criada para casas de ensino, porque acho a idéia de levar expressões artísticas para dentro de uma sala de aula preciosa e linda.
Fiz em vários lugares, sempre recebendo escolas com seus professores e alunos ou indo até eles, o que para mim é uma honra. Recentemente, fiz na casa de Fernando Pessoa em Portugal. Eu li poesia na casa do meu pai, fonte para minha sede, poeta que sustenta minha respiração, o ritmo desassossegado do meu coração."
 *
Canta Caetano Veloso, cita Guimarães Rosa: "Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". Engata Villa-Lobos, Carlos Drummond, Gil, Luiz Gonzaga, Amália Rodrigues, Chico Buarque, Fernando Pessoa: "Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade/ Meu coração não aprendeu nada/ Meu coração não é nada/ Meu coração está perdido". Declama poesia de Bruna Lombardi: "Eu gosto dos venenos mais lentos/ dos cafés mais amargos/ das bebidas mais fortes/ e tenho/ apetites vorazes (...) você pode me empurrar pro precipício/ não me importo com isso/ eu adoro voar".
 *
Foi uma hora e dez minutos de canções e poesias. Bethânia leu quase todos os textos e passou ao largo da polêmica do blog que pretende criar, e para o qual foi autorizada a captar R$ 1,3 milhão pela Lei Rouanet (a turnê das leituras é um outro projeto, com orçamento de R$ 500 mil financiados pela Icatu Seguros por meio da mesma lei de incentivo). A cada pausa, a plateia aplaudia.
 *
"A cada dia que faço essa leitura, sinto vontade de agradecer", disse a cantora no final. "Agradeço quieta com meu coração apaziguado. Obrigada, minha mãe, minha fonte de força e luz. Sinto que é um privilégio aos 64 anos, 46 deles dedicados ao meu ofício, poder realizar essa leitura. É um sonho. E eu não quero mais da vida do que os meus sonhos. Eu que me sonhei, que eterno dura. É um luxo tudo isso. Mas um luxo útil [risos da plateia]. Agradeço sempre comovida aos mestres, professores e seus alunos, artistas e a cada um dos senhores que comigo vêm compartilhar esse exercício de delicadeza. Obrigada por me ajudarem a crer na beleza de ser sempre um eterno aprendiz."

01/04/2011

Retomando a campanha pelo desarquivamento do Brasil

Retomando a campanha pelo desarquivamento do Brasil « Pimenta com Limão
por Niara de Oliveira

Terceira edição da blogagem coletiva pela abertura dos arquivos secretos da ditadura militar.
Ao final da segunda edição da blogagem coletiva pela abertura dos arquivos da ditadura militar ficou a sugestão de retomarmos a campanha no final do mês de março e aqui estamos. Já me revoltei sabendo das iniciativas costumeiras de generais saldosistas do tempo da repressão realizando eventos e seminários para “comemorarem” a “revolução de 64″, e já me animei sabendo da possibilidade da Comissão da Verdade ser lançada/oficializada justo no dia do 47º aniversário do golpe. É a proximidade com o dia 31 de março/1º de abril que está motivando a terceira edição da BLOGAGEM COLETIVA PELA ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA.

Leia + no Pimenta com Limão

Nota deste blogueiro: O Brasil precisa secar essa ferida de uma vez. Importante lembrar, que inúmeros integrantes das Forças Armadas foram contrários a esse famigerado golpe da direita em 1964, e da ditadura que se instalou, pagando muito caro por essa posição.


31/03/2011

Para não esquecer o famigerado golpe da direita de 01/04/1964


Image by Fotos Gov/Ba via Flickr





 Clara Charf | Fundação Perseu Abramo - FPA

publicado em 18/04/2006 por *Clara Charf

Dizer que o AI-5 implantou a ditadura, permitiu as cassações e perseguições políticas não é exatamente a verdade.

O AI-5 institucionalizou covardemente o que o golpe militar de 1964 fez desde o início – suprimiu as liberdades públicas, implantou o terror político e ideológico e desencadeou a perseguição em massa.

O poder militar instituído pela força subverteu a ordem constitucional, prendeu, espancou, torturou milhares de cidadãos em todo o país que exigiam uma sociedade mais justa do ponto de vista econômico, político e social.

Os métodos de tortura como o pau-de-arara, os choques elétricos nos órgãos genitais, queimaduras, mergulhos forçados, espuma nos olhos, espancamento nos rins e abdômen eram processos rotineiros para obter confissões dos presos, utilizados pela polícia e os encarregados dos inquéritos policiais militares.

Operários, camponeses, líderes sindicais de todas as categorias, líderes políticos, artistas, jornalistas, músicos, militares que se opuseram ao golpe, intelectuais, cientistas, advogados, magistrados, mulheres presas e ultrajadas, religiosos de todos os credos considerados subversivos – contra todos a ditadura voltou seu ódio, atingindo também os familiares dos perseguidos. Além da cassação de direitos políticos de pessoas que exerceram a presidência da República, passando por pessoas em todo e qualquer cargo público.

Segundo os relatórios dos IPMs (Inquéritos Policiais Militares) foram atingidas só entre 1964 e 1965 mais de 5.000 pessoas.

Com o terror implantado, as forças populares recuaram, mas não capitularam. Foi se formando uma frente de resistência. Pouco a pouco sindicatos lutavam por eleições livres, camponeses levantavam as suas reivindicações e defendiam suas lideranças da perseguição policial, estudantes defendiam as organizações estudantis e o direito de participar da vida política do país, os intelectuais enfrentavam os inquéritos defendendo a liberdade cultural, mulheres se solidarizavam com os presos, perseguidos políticos e exilados, presos reagiam nos porões dos órgãos de repressão, setores da imprensa desmascaravam a ditadura.

Dizer que o AI-5 era uma resposta à violência das forças populares é esconder que a primeira grande violência foi o golpe militar de 1964 que atingiu a nação e procurava manter as aparências legais.

Diante do inconformismo do povo o AI-5 tirou a máscara definitivamente. Fez ruir por terra todos os resquícios da legalidade. Implantou o terror aberto. Não se podia falar, cantar, participar. Tentaram acorrentar até os pensamentos. Virou país de uma nota só.

Meus direitos políticos foram cassados logo no início do golpe militar, por dez anos. Nunca me disseram por quê. Logo depois do golpe, nossa casa foi invadida pela polícia. Escapamos a tempo. Mas o Marighella foi baleado no dia 9 de maio de 1964, dentro de uma sala cinema cheia de crianças, onde ele havia entrado para escapar da perseguição policial. Foi solto então graças à solidariedade e às denúncias da imprensa.

Com o AI-5 nossa vida ficou terrível. Como enfrentar o dia-a-dia, trabalhar, ver a família, locomover-se? Muito difícil. A clandestinidade foi total. Fotos de Marighella por toda parte, apresentado como inimigo público nº 1. A angústia de ver e saber das torturas e perseguições por todo o país. E o povo resistindo. Em 4 de novembro de 1969 Marighella foi assassinado mas se rebelou até o último dia do seu assassinato, contra o golpe militar de 1964 e todas as conseqüências que se abateram contra o povo brasileiro.

Foram anos de terror e de valor, de dor e sofrimentos, de vocações interrompidas, de vidas ceifadas, de medo e coragem. A luta e a solidariedade salvaram vidas e foram abrindo as veredas da liberdade.

Tributo a todos e em especial às mães, aos familiares dos perseguidos, pela dedicação e perseverança que muito contribuíram para o fim do regime militar, para a anistia e a reconquista da sociedade de direito e as liberdades democráticas.

*Profissão: cidadã militante, companheira de Carlos Marighella.
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Blog do Chico: O GOLPE, OS DESAPARECIDOS E O DIREITO À VERDADE

Blog do Chico: O GOLPE, OS DESAPARECIDOS E O DIREITO À VERDADE: "As lembranças inocentes da primeira infância me dizem que eram tempos estranhos. Não entendia muito bem a movimentação e a correria na praça..."

28/03/2011

Sacerdote que benzia os voos da morte, denunciado quando oficiava uma missa.





(O capelão com o ditador Videla, hoje pre
so)

 Para quem não sabe, a feroz ditadura argentina, tinha  entre os anos de 1975 e 1976, um metodo para se livrar de seus oponentes. Os colocavam em uma avião, jogando-os à noite em mar aberto. Para mim uma só novidade nessa crueldade; a presença de um capelão que benzia esses voos. O professor Emir Sader, em um comunicado a mim enviado pelo tuiter sobre o fato escreve: @Limarco Alegava a Igreja argentina que os terroristas estavam possuidos pelo demonio. O capelão acompanhava os voos. Parece mentira, mas infelizmente foi verdade.

Notícia original em :
Jóvenes ubicaron a Ángel Zanchetta cuando oficiaba una misa

26/03/2011

O PT e sua democracia interna - publicado na A Tribuna de Piracicaba (link abaixo)



Publicado por admin em 26/03/2011na A Tribuna
Como tantas vezes tantos petistas – inclusive nós – já lembraram, o PT nasceu da resistência e da luta dos trabalhadores contra a ditadura militar e da consciência de que para garantir mudanças reais e vida digna era necessário disputar o poder e governar com projeto alternativo e popular. A ele se integraram milhões de brasileiros oriundos dos mais variados movimentos, com variadas posições quanto ao caminho a ser seguido para atingir esse objetivo. E é essa a origem do surgimento e organização de inúmeras tendências internas, que divergiam quanto aos meios para se atingir os objetivos estratégicos, mas que, ao longo do tempo, foram construindo e aperfeiçoando a convivência democrática e o respeito mútuo.

No PT, assim como em outros partidos e organizações da sociedade civil, uma coisa é o reconhecimento da existência sadia de correntes internas, o respeito às mesmas e o esforço para, sendo maioria, construir sábia e democraticamente a unidade na diversidade para garantir o sucesso do projeto estratégico. Sem essa prática, como apresentar-se nas disputas pelo comando da nação, dos estados e municípios, sem desrespeitar a principal característica da sociedade, que é a pluralidade e a garantia de direitos iguais para todos?

Outra coisa é, nesses 31 anos, o princípio democrático eventualmente ser desvirtuado por alguns integrantes de correntes, cujo entendimento de hegemonia é o de que se pode fazer o que melhor lhes convier, desrespeitar princípios partidários, ignorar as diretrizes que nortearam disputas pela direção, ficar com os melhores instrumentos de garantia de poder e atribuir o “resto” ao restante das correntes, até mesmo para as que obtiverem maioria de votos em processo eleitoral. É deslumbrar-se com a fugaz condição de maioria, renegar a possibilidade de unidade e dividir. Outra coisa também é a predisposição para, sem garantir direito de defesa, julgar à revelia e afastar da direção companheiros pelo fato de exercerem o sagrado direito da liberdade de opção por propostas conciliadoras. Quem, em seus espaços de atuação, já não se defrontou com posturas semelhantes?

Portanto, uma coisa é a existência sadia de correntes internas ... continue lendo, O PT e sua democracia Interna
Denize Lima é presidente do “Núcleo PT Comunidade”. Esther Rocha é secretária.


E se a Vale comprasse aqui, como compra a Petrobras?

E se a Vale comprasse aqui, como compra a Petrobras? Um dos questionamentos do Presidente Lula à Vale era, por que não se dá preferência à industria nacional ? Leia o texto do Brizola Neto

18/03/2011

Para romper o cerco midiático a Cuba



Matéria de Adriana Delorenzo, publicada no sítio da Revista Fórum:

“A melhor maneira de enfrentar o bloqueio midiático contra Cuba é a verdade”, disse Fernando Morais, autor de “A Ilha”, publicado em 1976. O livro, segundo ele, foi uma tentativa de furar o bloqueio, quando não existia nenhuma informação sobre o país que não fosse manipulada. Passados quase 40 anos, Morais acredita que o cerco midiático permanece, tentando apagar a Revolução Cubana de 1959 e desinformando sobre a situação real do país.

Esse foi o tema do debate que ocorreu na terça-feira, 15, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, promovido pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, em parceira com o site Opera Mundi, o Comitê dos Cinco Patriotas Cubanos e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). Na ocasião, foi lançado o livro “Cuba, apesar do bloqueio”, do jornalista Mario Augusto Jakobskind.

Leia mais : Jakobsind

16/03/2011

O MST para além de estereótipos e deturpações - Por Magali Moser

jornalistamagalimoser
Conheça a CooperDotchi, a cooperativa agrícola do norte catarinense que tem a cooperação como resistência para as famílias rurais
Na entrada do assentamento, a placa dá as boas-vindas ao visitante: “O futuro está na produção orgânica”. Ao lado da frase, o símbolo do Movimento Sem Terra (MST) identifica a área de 51 hectares, em Araquari, na região norte catarinense, a 20 quilômetros de Joinville. O local que abriga dez famílias é um dos 18 assentamentos produtores de alimentos para a Cooperdotchi, a cooperativa do MST que leva frutas e verduras sem agrotóxicos para a mesa de escolas públicas e entidades sociais da região. Criada em 2006, a entidade envolve 500 famílias e se consolida a cada ano a partir dos ideais de solidariedade e cooperação, contrariando a lógica capitalista. Não só garante a subsistência dos indivíduos, como possibilita investimentos para ampliar a própria cooperativa. As metas para este ano são audaciosas: aumentar a produção, que no ano passado chegou a 600 toneladas in natura, e partir aos poucos para a industrialização dos alimentos, a fim de evitar o desperdício. Ao todo, o MST conta com dez cooperativas em Santa Catarina.
Assentamento do MST em Araquari, no Norte de SC, é um dos produtores para Cooperativa Cooperdotchi

O principal movimento social de luta pela reforma agrária desde a década de 1980 tem nas cooperativas uma estratégia coletiva de organização da produção nos assentamentos. Um dos desafios da Cooperdotchi é a conquista do selo de certificação na linha agroecológica, partilhado do método de


Conheça a CooperDotchi, a cooperativa agrícola do norte catarinense que tem a cooperação como resistência para as famílias rurais

Na entrada do assentamento, a placa dá as boas-vindas ao visitante: “O futuro está na produção orgânica”. Ao lado da frase, o símbolo do Movimento Sem Terra (MST) identifica a área de 51 hectares, em Araquari, na região norte catarinense, a 20 quilômetros de Joinville. O local que abriga dez famílias é um dos 18 assentamentos produtores de alimentos para a Cooperdotchi, a cooperativa do MST que leva frutas e verduras sem agrotóxicos para a mesa de escolas públicas e entidades sociais da região. Criada em 2006, a entidade envolve 500 famílias e se consolida a cada ano a partir dos ideais de solidariedade e cooperação, contrariando a lógica capitalista. Não só garante a subsistência dos indivíduos, como possibilita investimentos para ampliar a própria cooperativa. As metas para este ano são audaciosas: aumentar a produção, que no ano passado chegou a 600 toneladas in natura, e partir aos poucos para a industrialização dos alimentos, a fim de evitar o desperdício. Ao todo, o MST conta com dez cooperativas em Santa Catarina.

Assentamento do MST em Araquari, no Norte de SC, é um dos produtores para Cooperativa Cooperdotchi

O principal movimento social de luta pela reforma agrária desde a década de 1980 tem nas cooperativas uma estratégia coletiva de organização da produção nos assentamentos. Um dos desafios da Cooperdotchi é a conquista do selo de certificação na linha agroecológica, partilhado do método de...
continue lendo Magali Moser

14/03/2011

Lula defende a democracia. Imprensa ignora


zé dirceu - um espaço para discussão no brasil

Se o Brasil venceu preconceito, outros países vencerão...
"Orgulho-me de ter sido o primeiro operário eleito presidente no Brasil, e de passar o poder para a primeira mulher. Se o Brasil conseguiu vencer o preconceito duas vezes na hora de escolher seus líderes, os outros países também conseguem".

A declaração, como vocês já concluíram, é do ex-presidente Lula ao participar no Qatar (Oriente Médio) de um fórum de discussões promovido pela emissora de TV Al Jazeera com foco central nas questões e tensões vividas pelo Oriente Médio, em particular os conflitos na Líbia e no Egito.

Na palestra em que falou sobre seus oito anos de governo no Brasil e como o exemplo brasileiro poderia influenciar outros países - especialmente os do mundo árabe - o ex-presidente assinalou ser "mais fácil entender o Oriente Médio quando entendemos que esses países precisam de mais democracia, mais igualdade e mais liberdade."

Ditaduras e direitos humanos

Para o ex-presidente é indiscutível que as economias dos países daquela região ficarão mais fortes, e não mais fracas, com essas mudanças. Lula também criticou a falta de "vontade política" de alguns governantes em encorajar ou até mesmo só encarar as mudanças.

Pois é, a fala do ex-presidente Lula em defesa da democracia passou em brancas nuvens na imprensa brasileira, salvo duas pequenas notas publicadas na Folha de S.Paulo de hoje - uma pequena notícia e uma nota-comentário na coluna Toda Mídia, do Nelson de Sá.

Já para criticá-lo em aspectos da política externa de seu governo e acusá-lo de defender, de ditaduras a desrespeito aos direitos humanos, a mídia brasileira não se cansava de dedicar páginas e páginas.

publicado no site do Zé Dirceu - leia + Discutindo o Brasil


12/03/2011

A imprensa começa a abrir a “caixa preta” das redações Postado por Carlos Castilho em 8/3/2011 às 23:06:59

           
Postado originalmente no: Observatóriio da Imprensa (link abaixo)
Os leitores que não são jornalistas me perdoem, mas este post é sobre um tema que tem tudo a ver com quem trabalha em redações. A revista dominical do jornal americano The New York Times passou a publicar na edição desta semana uma ficha no final de cada texto, onde além do nome do repórter ou comentarista, autor da matéria, é incluído também o nome do redator que editou o material e o email de ambos.Ficha de autores no final do texto na revista do NYT

É uma pequena inovação que, no entanto, sinaliza uma grande mudança no comportamento dos profissionais dentro de uma redação jornalística. Além de acabar com o anonimato dos editores, a alteração introduzida pela revista do NYT aprofunda o debate sobre a diferença entre autoria e transparência na publicação de uma reportagem jornalística.

A bem da verdade, ... leia +   Observatório

11/03/2011

Governo Dilma nem começou e já tem epitáfio?

Postado em 10 Mar 2011 - 2:09 no Portal  Teia Livre (link acima)
Governo Dilma nem começou e já tem epitáfio?
Postado por: Arnobio Rocha

Polêmica boa entre companheiros que preservam o respeito e buscam construir um diálogo saudável no seio da esquerda é fundamental para entendermos o momento atual, a conjuntura política e econômica. A dinâmica da luta de classes e a posição daqueles que se advogam de esquerda e revolucionária.

leia na íntegra: Epitáfio


08/03/2011

Chão de Estrelas - Composição: Sílvio Caldas / Letra: Orestes Barbosa

Orestes Barbosa

(Jornalista - Escritor - Gênio) 1893 / 1966
Foto postada no http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/orestes-barbosa.html

Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam estranho festival!
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas nos astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão


06/03/2011

Ф Еskеrдоpата: Folha conta o milagre, mas não diz o nome do santo

Neste domingo de Momo, o jornal da família Frias brindou os leitores com uma detalhada reportagem de duas páginas sobre a revolução econômica em marcha no Nordeste brasileiro, mais especificamente em Pernambuco. Um ciclo de redenção econômica e social, atesta a matéria, acontece nesse momento na região mais pobre do Brasil puxado por uma "injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014... (o conjunto está fazendo de ) "...Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste(e)... tem mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor (...)", continua ....

27/02/2011

LUCRO PRIVADO E INTERESSE PÚBLICO

Defensores da privatização sempre argumentaram que, uma vez vendidas, as estatais prestariam contas aos mercados, o que por definição as tornaria mais eficientes, honestas, antiácidas e belas, propiciando ganhos a acionistas, empregados e consumidores. A troca parecia barata e bacana. No Brasil, o exemplo arrematado das virtudes privadas seria a Vale do Rio Doce, que esta semana lustrou prognósticos dourados ao informar o maior lucro da história das mineradoras em todo o mundo: R$ 30 bilhões, limpinhos, em 2010. A euforia durou menos de 24 horas. Antes que as manchetes comemorativas envelhecessem, a Petrobrás -- que também tem ações no mercado, mas é controlada pelo Estado brasileiro-- veio divulgar que o seu lucro em 2010 foi um pouco maior: de R$ 35 bilhões. Com algumas notáveis diferenças. O plano de investimentos da petroleira, em processo de revisão, o que poderá ampliá-lo-- prevê. . .  leia +  Carta Maior - O portal da esquerda


10/02/2011

Campanha Nacional pela Memória e pela Verdade

By Niara de Oliveira


Pela abertura dos arquivos, atores interpretam vítimas da ditadura
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A OAB-RJ lançou a campanha Campanha Nacional pela Memória e pela Verdade, que pede a abertura dos arquivos da ditadura militar no Brasil, que inclui um abaixo-assinado e uma série de seis vídeos com atores interpretando desaparecidos políticos.
Sônia Angel (Fernanda Montenegro), Heleni Guariba (Glória Pires), Maurício Grabois (Osmar Prado), David Capistrano (José Mayer), Ana Rosa Kucinski(Eliane Giardini) e Fernando Santa Cruz (Mauro Mendonça) inspiraram os depoimentos. Os atores não cobraram cachê para participar da campanha.
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Assista também os depoimentos gravados por Glória PiresEliane Giardini,Osmar Prado e Mauro Mendonça. Entre as emissoras que aceitaram veicular os anúncios gratuitamente estão a TV Brasil, TV Senado, TV Comunitária, Rede Globo e MTV.
Participe da campanha através do ABAIXO-ASSINADO e reproduzindo essa notícia e os vídeos com seus amigos, colegas e familiares. Essa tortura tem que acabar!
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#desarquivandoBR