27/04/2010

Dia 19 - O dia em que um boato, resultou no pedido dos EUA para que seus cidadãos evitem o Guarujá


Dia 19, segunda-feira, encerro o expediente às 19h e rumo para minha casa. Após o jantar, recebo o telefonema de um amigo jornalista, perguntando o que estava acontecendo no Guarujá.  Perguntei-lhe  por quê?  – é que chegou a redação a notícia que foi decretado “toque de recolher” no Guarujá. Como nada sabia e como sempre fui indisciplinado, não obedecendo a vários toques, de recolher, de acordar, etc..., falei a ele que sairia para constatar tal fato.

Entrei na principal avenida da Praia da Enseada,a D. Pedro I, e vi os o trânsito normal com ônibus circulando, o supermercado Carrefour aberto, assim como o Supermercado Compre Bem, Pizzaria Da Vinci, o Restaurante Alcides, as farmácias e os postos de gasolina. Passei pelo Posto da Polícia Militar e vi os policiais em trabalho normal.  Pelo celular contatei o jornalista perguntador e relatei os fatos: Tudo normal, estou indo em direção a Praia das Pitangueiras.

O jornalista me diz -  a UNAERP fechou ! Logo retruquei; isso não diz nada, pois em certa ocasião para não ter aulas, espalharam o boato que tinha uma bomba na faculdade. Ainda mais, soube no dia seguinte que naquele dia começava a semana de provas na UNAERP.

Chegando à Pitangueiras, constatei  os postos de gasolina abertos, Delegacia de Policia com o movimento de sempre, farmácias, restaurantes idem. Na orla da praia alguns corredores e andantes, Shopping La Plage em funcionamento. Diacho, que toque de recolher era este.

No dia seguinte, terça-feira, a mídia em polvorosa decretava o caos,  e eu humildemente pelo Twitter, passei essas informações aos meus amigos, contestando a magnitude que se dava ao fato.

Em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, com forte comércio e onde as grandes empresas portuárias estão instaladas, tal como acontece, em São Paulo, Rio de Janeiro e grandes cidades, houve o assassinato de um PM com indícios que induzem a uma execução, logo seguido pelo assassinato de dois rapazes. Havia 15 dias, em um embate com a polícia, foi morta uma pessoa que supostamente ligada ao crime. Esses fatos indicam uma possível ação de revide.

O que mais me espantou, foi a grandeza que esses boatos tomaram, prejudicando em vários aspectos as cidades citadas. Todos sabem  que diariamente ocorrem essas brigas entre quadrilhas culminando com a morte de alguns de seus integrantes, mas isso não é exclusivo do litoral. Em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, por exemplo, são fatos são comuns.

Dizer que a população está temerosa, ora, a mídia escrita, falada e televisiva coloca a manchete  e não quer essa reação?  A do medo?

Meu amigo Arnobio, me cobrou ontem um relato dos fatos, o que não me foi possível em razão dos afazeres acumulados. Hoje ao lê-lo pelo Twitter, tomei um susto com a manchete: “EUA pedem que cidadãos evitem viajar ao Guarujá devido à violência” veiculada pela Folha On Line.

Pelas barbas do profeta, como? A vida no Guarujá prossegue normal, até porque os roubos não são uma exclusividade nossa, ocorrendo em todas as cidades, e é duro eu dizer que até já não me causam perplexidade, os assimilando como um boxer que leva um direto no queixo.

A cidade está com todos os serviços e comércio em pleno funcionamento. O Fórum que normalmente em situação crítica toma medidas especiais de segurança, fechando a rua, não o fez dessa vez.

Atendendo o pedido do @arnobiorocha fiz esse texto, ao qual junto algumas fotos (peço desculpas pela má qualidade) em “tempo real”, pena que com chuva.

P. S.   A quem interessa este tipo de situação?

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Um comentário:

Claudio disse...

Boa pergunta essa. Já não é de hoje que parece ter alguém interessado em causar algum tipo de prejuízo ao Guarujá. Fica difícil descobrir uma coisa dessas, até porque não faz o menor sentido, não é mesmo? Non sense total. Só acho que alguém, alguma entidade, alguma secretaria, alguma sei lá o que deveria se mexer para começar a neutralizar estes constantes comentários negativos sobre o Guarujá que volta e meia aparecem na mídia. Acho que cabe também a nós – que adoramos a nossa Guarujá – juntar esforços e dar um basta nisso. Afinal, nós mesmos seremos os mais beneficiados.
Saudações!
Claudio Yida