25/03/2013

Toda Poesia - Paulo Leminski


A colaboradora desse blog Tássia Regino, comenta o livro Toda Poesia – Paulo Leminski:

 Vocês sabiam que um livro de poesia, de um poeta brasileiro, desbancou a looonga supremacia de Cinquenta Tons de Cinza, pelo menos na rede de Livrarias Cultura ?
Pois é ! O Livro Toda Poesia – Paulo Leminski, antologia da obra do poeta curitibano que foi lançada mês passado assumiu nesta semana o primeiro lugar no ranking dos livros mais vendidos na Cultura. Não é demais ? Tudo bem que não foi em todas as livrarias brasileiras, mas já é um começo !
E melhor ainda é que um amigo meu viu o livro, lembrou das muitas alegrias e algumas tristezas compartilhadas, em que os poemas do Leminski inspiravam a nossa tropa, e me deu o livro de presente !
Amei ! O livro foi produzido pela viúva de Leminski, a também poeta Alice Ruiz, e Sofia Mariutti, a editora da Companhia das Letras e reúne pela primeira vez, e em um só volume (424 páginas), 600 poemas do Leminski, que prá mim é um dos maiores poetas brasileiros.
Ficou lindo ! Claro que eu ainda não li tudo, mas já resolvi dividir com vocês o presente ! Como já mandei Leminski várias vezes, desta vez, escolhi os menos conhecidos, incluindo engraçados. Alguns deles têm especialmente a ver comigo como Cesta Feira (assim com c), que homenageia Oxalá (como eu, que sempre uso branco às 6ª) e Desmontando o frevo (que homenageia o querido frevo da minha terra). E um deles tem muito a ver com esta rede de Boa Semana: “vão é tudo/ que não for prazer /repartido prazer /entre parceiros”
Paulo Leminki (1944-1989)
Mas além das inéditas, juntei duas que já devo ter mandado e que estão aqui em homenagem ao meu amigo arquiteto que me presenteou, como a que diz: “Quem dera eu achasse um jeito/ de fazer tudo perfeito,/feito a coisa fosse o projeto /e tudo já nascesse satisfeito”. Tem coisa mais a cara de arquiteto ???
Espero que vocês gostem e se inspirem no Leminski para ter uma ótima semana. E lembrem do meu mantra que ele fez poema: “prá que cara feira ? Na vida, ninguém paga   meia !
      Tássia Regino

POEMAS E HAI KAIS DO LEMINSKI
HEXAGRAMA 65
Nenhuma dor pelo dano.
Todo dano é bendito.
Do ano mais maligno,
nasce o dia mais bonito.
1 dia,
1 mês, 1
ano

a vida é as vacas
que você põe no rio
para atrair as piranhas
enquanto a boiada passa

a vida varia
o que valia menos
passa a valer mais
quando desvaria

Viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície

Das coisas 
que fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros
são
Aqueles em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos não

Nada tão comum
que não possa chamá-lo
meu
nada tão meu
que não possa dizê-lo
nosso
nada tão mole
que não possa dizê-lo
osso
nada tão duro
que não possa dizer
posso

Nada foi
feito o sonhado
mas foi bem vindo
feito tudo fosse lindo

existe um planeta 
perdido numa dobra
do sistema solar

aí é fácil confundir
sorrir com chorar

difícil é distinguir
esse planeta de sonhar


Quem nasce com coração?
Coração tem que ser feito.
Já tenho uma porção
Me infernizando o peito.

Com isso ninguém nasça.
Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha.
E é melhor encher a cara.

Tudo me foi dado.
Nada me foi tirado.
O que um dia foi meu
nunca vai ser passado.


vão é tudo
que não for prazer
repartido prazer
entre parceiros
vãs
todas as coisas
que vão


um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

Cesta feira
 cesta feira:
cesta feira
oxalá estejam limpas
as roupas brancas de sexta
as roupas brancas da cesta
oxalá teu dia de festa
 cesta cheia
feito uma lua
toda feita de lua cheia
no branco
lindo
teu amor
teu ódio
tremeluzindo
se manifesta
 tua pompa
tanta festa
tanta roupa
na cesta
cheia
de sexta
oxalá estejam limpas
as roupas brancas de sexta
oxalá teu dia de festa


Desmontando o frevo - Paulo Leminski
 desmontando
o brinquedo
eu descobri
que o frevo
tem muito a ver
com certo
jeito mestiço de ser
um jeito misto
de querer
isto e aquilo
sem nunca estar tranqüilo
com aquilo
nem com isto

de ser meio
e meio ser
sem deixar
de ser inteiro
e nem por isso
desistir
de ser completo
mistério

eu quero
ser o janeiro
a chegar
em fevereiro
fazendo o frevo
que eu quero
chegar na frente
em primeiro

en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

Quem dera eu achasse um jeito
de fazer tudo perfeito,
feito a coisa fosse o projeto
e tudo já nascesse satisfeito.
Quem dera eu visse o outro lado,
o lado de lá, lado meio,
onde o triângulo é quadrado
e o torto parece direito.
Quem dera um ângulo reto.
Já começo a ficar cheio
de não saber quando eu falto,
de ser, mim, indireto sujeito.

Meu pitaco> A Tássia, como toda boa pernambucana, é um agitadora e instigadora cultural. Tão logo li seu e-mail, fui pesquisar Paulo Leminski, morto por uma cirrose aos 44 anos.  

Aqui jaz um poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito, 
São suas obras completas.


 Genial !

24/03/2013

"A estranha morte de Jango" por Mauro Santayana


21/03/2013

A ESTRANHA MORTE DE JANGO


(HD) - A família de João Goulart autorizou a exumação de seus ossos, a fim de que se averigúe a causa de sua morte – atribuída a um ataque cardíaco. O presidente deposto era, desde jovem, cardiopata, e isso facilitou a versão oficial para o óbito prematuro. Jango morreu aos 57 anos. Sobre o assunto tenho depoimentos a dar. O primeiro deles é sobre a personalidade serena de Jango. Conheci-o em seus primeiros meses como Ministro do Trabalho, em visita a Belo Horizonte.
         Como repórter, acompanhei-o em seus encontros com os líderes sindicais de Minas. Eu o veria várias vezes nos anos seguintes, antes de com ele conviver no exílio em Montevidéu. Jango foi fiel à memória de Vargas, a quem dedicava afeto de filho. Suas idéias eram as de Getúlio. A ele devo manifestações fortes de solidariedade naqueles anos sombrios.
         Quando Lacerda morreu, Tancredo Neves comentou comigo suas suspeitas. Era curioso que as três personalidades mais fortes da oposição ao regime militar, e que haviam estabelecido uma aliança para a recuperação republicana do Brasil, morressem uma depois da outra: Juscelino em agosto e Jango em dezembro de 1976, e Lacerda em maio do ano seguinte. “Se todos morreram por acaso, isso só pode ser proteção de Deus ou do Diabo aos militares”.  Como já estivéssemos no processo conspiratório para a redemocratização do país, Tancredo abriu a camisa, mostrou a medalha que trazia no peito, e disse contar com seus santos protetores, entre eles São Francisco de Assis.
         Os inúmeros depoimentos conhecidos mostram que os Estados Unidos não hesitam em livrar-se de seus inimigos, reais ou imaginários, por todos os meios. Quando lhes convêm, contratam sicários para a tarefa sórdida, como fizeram, ainda no festejado governo Roosevelt, ao recrutar o sargento Somoza para matar Sandino e, em seguida, entregar-lhe o governo da Nicarágua. Da mesma forma atuaram, ao apoiar, ostensivamente, o general Pinochet a fim de dar o golpe, bombardear o Palácio de La Moneda e dar fim a Salvador Allende, presidente do Chile. Quando isso não é recomendável, ou não dispõem de assassinos confiáveis, usam seus próprios agentes. Eles o fazem no “interesse da pátria”.
         Conhecer a verdade sobre a morte de Jango, se  ainda é possível descobrir as provas de possível assassinato, 36 anos depois, é um direito de seus familiares, e, mais do que seu direito, direito da nação. Se isso ocorreu, provavelmente os responsáveis pelo assassinato ainda poderão  ser localizados – e pagar pelo seu crime. Se forem agentes estrangeiros, só um vazamento nos revelará a agressão.
         Mas o conhecimento do crime será advertência severa contra aqueles que, em nome da “ordem”, ou de qualquer outra idéia, pregam a supressão da liberdade e submissão dos povos ao terror do Estado ditatorial.

21/03/2013




Carta ao Sr Lara escrita pelo eminente advogado Dr Valter Uzzo:

Sent: Tuesday, February 05, 2013 3:42 PM

Caro Lara:
Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e  propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”,  já que você se abastecia  de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua  mão direita e que lhe permitia  -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito  diante de você. Nesse particular, você era imbatível.
Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país,  melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de  lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha,  embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se  enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver,  que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum  como  “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para  mim, no entanto, você é um  “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você.
Existe  no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república,  todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso.    Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma  legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil),  e criou dois partidos políticos  – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais  que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950  e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de  ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre  foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família  de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda  dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se  os governos militares, Sarney,  Collor, Itamar e  Fernando  Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que  nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80  a U$ 120 dólares,  lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na alfabetização  grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde pública catastrófico, destruição da escola  pública,  gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona,  previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia,  e muita roubalheira.
Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte,  eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava.  No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou)  e o Brasil conseguiu crescer,   ao meio de uma grande crise internacional .Caro Lara, esses são fatos . Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego ( é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países,  fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga  de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é conversa para boi dormir:  muitos outros países não progrediram, muitos  entraram em crise, o sistema financeiro internacional  em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de  modo diverso é revolver a mentalidade colonialista.
Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma ? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra,  poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal  ideologia ? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais.    Porque não se diz  neoliberal, e faz um programa neoliberal ?. E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquilo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, , tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos ? Se você fizer as contas, aqui como lá,  o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados  (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria  etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa.  Estimule a criação de um  verdadeiro partido conservador, que defenda  as teses conservadoras e o modo de governar  conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas,    de vestir um manto progressista quando não o é,  é a pior  forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios.  Em suma,já é tempo de  sair do armário e vir corajosamente para o  debate de ideias.
O outro ponto que gostaria de conversar com você  é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos  criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter  no erro, ou, então,  se por  alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança.  Fora disso, a  “propaganda” pejorativa  contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoralmente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado  preferia  o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave,  sofrendo agressões de todo os  lados. O Berluscomi e Sarkosi, na  Itália e França,  perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes.     Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva,  enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais  extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers  e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições.
Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e  honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal   como você fazia com as colas  e era invejado por toda  classe.
Abraços  e saudades.
Valter Uzzo
PS:   Se você não é a pessoa que eu penso, peço desculpas.

PS2: os negritos são por conta deste blogueiro.

23/02/2013

Dica: Como exportar seus arquivos de contato .vcf de uma só vez !





Ao adquirir seu novo celular, a primeira ação a ser feita é refazer sua agenda de telefones.

Não há nada mais entediante do que, de um e um, digitar seus registros.

Inconformado com tal situação e após muita pesquisa, me socorri aos velhos comandos do DOS (acredito que alguns nunca ouviram falar desse sistema operacional, plataforma de nossos antigos PCs antes do advento do Windows). 

O primeiro passo, e descarregar a agenda do velho telefone no seu PC, para tanto utilize os programas compatíveis, ex. o Nokia Suíte para os Nokias evidente, o Kies para os Samsungs e o Motorola Phone Tools. 

Encontre o comando de exportação de arquivos e faça os procedimentos. Esses arquivos após a exportação ficarão contidos na pasta Contatos em seus Documentos.

Bom, comecemos a operação de mesclagem.

1 - Na pasta contatos, selecione todos os seus arquivos ".vcf " e os copie no diretório "C"

2- Vá  para o comando prompt do windows (Em acessórios vc encontrará o comando Prompt de Comando) e dê enter. o W abrirá uma janela preta com o comando, normalmente será:

C:\Users\seu login>

No C estão istalados todos os seus arquivos .vcf que são seus contatos;

então digite o seguinte comando:

copy *.vcf all_in_one.vcf 

Todos os arquivos serão listados na tela e será criado um arquivo denominado,

 all_in_one.vcf

Pronto, esse único arquivo estão contidos dos os seus contatos.

Agora vá na sua página Google Contatos,  e na coluna da esquerda em baixo,  click em  "Importar Contatos" >

Selecione um arquivo CSV que será o   all_in_one.vcf que se encontra no "C" e faça o upload

Ah! Agora vc não mais precisa deixar no diretório "C" os arquivos que vc colou. Então novamente vá ao prompt de comando, dê enter. Aparecerá  novamente:

C:\Users\seu login>

digite : del *.vcf   (aparecerá assim no "quadro negro"  C:\Users\seu login>del *.vcf )  pronto, todos os arquivos de contatos foram apagados do diretório "C".


Não requer prática mas um pouco de atenção e de habilidade. (Limarco)


24/01/2013

Jornalista é condenado a pagar quantia exorbitante | Conversa Afiada

Jornalista é condenado a pagar quantia exorbitante | Conversa Afiada

. . . Os mais de 30 processos judiciais movidos contra Lúcio Flávio Pinto desde os anos 1990 representam uma tentativa de inviabilizar a produção do jornal alternativo que denuncia fraudes e desmandos de empresários e grupos de poder locais. ...


Leia mais no link acima.

21/01/2013


Conheça o joguinho da mídia
Publicado em 21-Jan-2013
Não é novidade, mas é sempre bom alertar e mostrar como a grande mídia age contra o governo. Temos um exemplo hoje na capa do Estadão: “Dilma cobra metas para viabilizar reeleição”.

Para começar, o que Dilma faz é o que vem fazendo desde o início do governo: cobrar e garantir que as ações e obras do governo estejam sendo realizadas. Ou seja, o que Dilma faz é governar.  

Mas não é só no título enviesado que o noticiário faz seu joguinho. Notem que certa imprensa promove uma campanha sem dó nem piedade contra atraso em obras do governo. Só faltam dizer que a Copa vai ser adiada.

Aí, o governo toma providências sobre essas e outras obras. E o que essa mídia faz? Acusa o governo de fazer pré-campanha visando 2014. Ou seja, é pura oposição política. Ou a imprensa diz que o governo não faz nada ou diz que só faz pensando em 2014. É muito descarado.

Outro exemplo é o reajuste no preço da gasolina. A mídia anuncia, mesmo sem nenhuma confirmação, que o governo vai aumentar o preço da gasolina. Não só anuncia como faz campanha aberta para que o aumento aconteça logo.

E o que acontece? Sob essa campanha da imprensa, o preço da gasolina sobre ilegalmente nas bombas. Aí a mídia critica o governo pela falta de fiscalização.

É por essas e outras que devemos sempre ficar atentos ao ler o noticiário, que era muito diferente nos tempos do governo tucano no Brasil. A grande mídia mais uma vez mostra explicitamente de que lado está.

Publicado no Blog do Z D

17/01/2013

Instituto Lula reúne intelectuais para debater desenvolvimento e integração da América Latina

Instituto Lula reúne intelectuais para debater desenvolvimento e integração da América Latina

Dia 21/01 
Participantes Brasileiros
Celso Amorim - Ministro da Defesa
Luciano Coutinho – Presidente do BNDES
Marco Aurélio Garcia – Assessor especial da Presidência da República
Ricardo Carneiro – Diretor-executivo do Banco Interamericano do Desenvolvimento
Antônio Prado – Secretário-executivo Adjunto da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe)
Márcio Pochmann – Presidente da Fundação Perseu Abramo
José Gomes Temporão – Coordenador-executivo do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde da UNASUL
Marilena Chauí – Professora da Universidade de São Paulo
Wanderley Guilherme dos Santos – professor Universidade Cândido Mendes
Theotonio dos Santos – Professor da UFRJ
Samuel Pinheiro Guimarães
Emir Sader – professor da UERJ
Ingrid Sarti – Professora da UFRJ e presidente do Fórum das Universidades do Mercosul
Marcos Costa Lima – Professor da UFPE
Participantes Internacionais
Argentina
Aldo Ferrer - Embaixador na França
Horácio Gonzales - Diretor Geral da Biblioteca Nacional
Bernardo Kosaccoff – economista
Pablo Gentili – Clacso( Conselho Latino Americano de Ciências Sociais)
Uruguai
Alberto Curiel – Senador
Álvaro Padron -  Fundação Friedrich Ebert
Christian Mirza - Diretor Geral do Instituto Social do Mercosul
Paraguai
Jorge Lara Castro - Ex-chanceler
Gustavo Codas - Ex-presidente da Itaipu Binacional
Venezuela
Ana Maria Sanjuan – Universidad Central de Venezuela
Chile
Carlos Ominami – Ex-ministro da Economia
Luis Maira – Ex-ministro do Planejamento
Equador
Enrique Ayla Mora - Reitor da Universidade Simon Bolívar
Peru
Salomón Lerner - Ex- primeiro-ministro
Bolívia
Ivonne Farah – Universidad Mayor de San Andrés
Moira Paz Estenssoro – Corporação Andina de Fomento
(Instituto Lula)


15/01/2013

Sobre Rosa Luxemburg | Fundação Rosa Luxemburg

Sobre Rosa Luxemburg | Fundação Rosa Luxemburg


Rosa Luxemburg (1871-1919) foi uma eminente representante do pensamento e da ação social-democratas na Europa.


Rosa Luxemburg
Com todas as suas forças ela tentou impedir a 1ª Guerra Mundial, que explodiu em 1914 e terminou em 1918. Ao lado de Karl Liebknecht, foi a representante mais importante das posições antimilitaristas e internacionalistas dentro do Partido Social-Democrata Alemão (SPD). Ela era uma crítica apaixonada e convincente do capitalismo, e deste ponto de vista crítico retirava forças para a ação revolucionária. Cheia de esperança, deu as boas vindas à revolução russa. Entretanto, como revolucionária e democrata, permaneceu numa posição crítica e vigilante, combatendo com lucidez a política ditatorial dos bolcheviques.
Durante toda a vida Rosa Luxemburg pertenceu às minorias discriminadas, freqüentemente perseguidas. Por um lado isto se devia ao seu nascimento e destino. Sendo judia – embora não tivesse nenhuma ligação com a religião – não escapou ao anti-semitismo. Por outro lado, esta situação também foi gerada por seu desejo de viver a vida de forma auto-determinada, contra os preconceitos estreitos do seu tempo.
Rosa Luxemburg doutorou-se numa época em que raríssimas mulheres iam para a universidade. Ela foi uma das poucas mulheres politicamente ativas – o preconceito contra as mulheres que desempenhavam algum papel em público era largamente disseminado nos partidos de esquerda.
Rosa Luxemburg era uma exilada. Apesar de sua cidadania alemã, permaneceu estrangeira aos olhos de seus inimigos políticos por ser polonesa e judia.
Rosa Luxemburg foi uma revolucionária de esquerda – em sua pátria de origem, a Polônia ocupada pelos russos, isso era um crime punível com a morte, e no país que adotou como seu, a Alemanha, uma razão para perseguição permanente.
Rosa Luxemburg foi uma mártir da revolução de novembro na Alemanha. Ela foi assassinada em 15 de novembro de 1919 por assassinos de uniforme – pessoas que pertenciam aos círculos que posteriormente apoiaram abertamente a entrega do poder a Hitler.
O destino de Rosa Luxemburg está ligado de forma inseparável ao desenvolvimento do movimento dos trabalhadores alemães, às lutas entre suas várias tendências e, finalmente, à sua cisão. Ela foi co-fundadora do grupo Spartacus e, a seguir, do Partido Comunista Alemão (KPD).
leia + no site da Fundação Rosa Luxemburg

13/01/2013

Desmontar a HP Scanjet G2710 Photo Scanner

Dias desses percebi que o lado interno do meu escaner HP G2710 esta embaçado, acumulando sujeira. Resolvi limpá-lo, para tanto me socorri com o Dr Google para visualizar os procedimentos. No site da HP nada encontrei, além da sugestão (correta) de procurar a assistência técnica autorizada. Entretanto, já que a garantia do meu scanner havia vencido, depois de infrutíferas buscas do "como fazer" e vendo que outros pessoas procuravam pelos mesmos procedimentos, resolvi abrir a "bagaça" . Desmontei, limpei a parte interna do vidro e pasmem, consegui remontá-lo com sucesso. Funcionou !

Desculpem as fotos, poderiam ser melhores.











 Não esqueça, o recomendável e que você leve seu escaner (scanner) à uma Autorizada HP. Caso pense ao contrário, "boa sorte"

10/01/2013

Nota de esclarecimento sobre a entrevista do procurador-geral da República à Folha de S.Paulo


Publicado em 10-Jan-2013
As declarações do procurador-geral da República na edição de hoje da Folha de S.Paulo deixam claro, mais uma vez, que nunca houve provas contra mim na Ação Penal 470, julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

O procurador-geral confessa que não tinha provas e que se apoiou na farsa de supostos telefonemas e reuniões-relâmpago. No entanto, meus sigilos fiscal, bancário e telefônico foram quebrados – e nada foi encontrado. O procurador-geral não apresentou nem sequer uma testemunha ou prova de qualquer reunião.

Na entrevista, o procurador-geral ainda tenta, sem sucesso, manter algum resquício de coerência em suas declarações ao justificar minha condenação com base no uso equivocado da teoria do domínio do fato. Tal uso equivocado já foi exaustivamente apontado por juristas e acadêmicos ao longo do julgamento.

Indício e provas o procurador-geral tinha contra Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. E ele se recusou a investigá-los.

São graves as declarações do procurador-geral porque também lançam a suspeita da existência de outros crimes que ele não denunciou. E pior: coloca sobre as costas do Supremo Tribunal Federal minha condenação sem provas como um avanço, quando na verdade é um retrocesso e uma violação de meus direitos constitucionais e das garantias individuais de todos os cidadãos.

Sou inocente porque não cometi crime algum. Não há crime. E por isso não há provas.

José Dirceu

03/01/2013

Na posse, Marinho lembra de moradores dos alojamentos


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Da Redação
O prefeito de São Bernardo Luiz Marinho foi empossado, na manhã desta terça-feira (01/12), no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), para mais quatro anos à frente do Executivo da cidade, de 2013 a 2016. O vice-prefeito Frank Aguiar e os 28 vereadores eleitos também receberam posse durante a cerimônia, conduzida pelo vereador Tião Mateus.
Em discurso, o chefe do Executivo ressaltou os avanços e o processo de transformação pela qual São Bernardo passou nos últimos quatro anos. Segundo ele, ‘Governo da Inclusão’ foi, no primeiro mandato, mais do um slogan. “Materializamos esse discurso quando, de forma pioneira, colocamos e realizamos o Plano Plurianual (PPA) Participativo, já no primeiro ano do nosso governo, e o orçamento participativo, nos anos seguintes. Isso é marca e método da nossa administração”, lembrou Luiz Marinho.
Ainda de acordo com Marinho, essa inclusão também se traduziu com inúmeros obras e projetos que foram realizadas nos quatro anos: construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), do Hospital de Clínicas, que será inaugurado este ano, de novas Escolas de Educação Básica (Emebs), de Centros Educacionais Unificados (CEUs), de capacitação dos profissionais da Educação e cursos de pós-graduação.
Também foram citados a construção da Nova Lions, a conclusão do viaduto do KM 22,5 após mais de 36 anos inacabado, a criação do Cartão Legal (bilhete único), os investimentos para chegada do metrô na cidade, além de investimentos na área social, esporte, segurança urbana, cultura e desenvolvimento econômico.
Habitação
Em seu discurso, o chefe do Executivo lembrou de uma família que encontrou, em 2008, e que morava de forma extremamente precária e inadequada, convivendo com ratos e esgoto a céu aberto, em um dos vários alojamentos provisórios herdados da gestão anterior. “Hoje não temos nenhum alojamento na cidade. Eliminamos todos eles no meu primeiro mandato e essa família, assim como outras 3,2 mil, estão em moradias dignas. Conseguimos isso com recursos da Prefeitura e graças às parcerias com o Governo Federal”, destacou.
Luiz Marino também anunciou em seu discurso de posse que seu segundo governo não será “mais do mesmo” e antecipou mais investimentos para a cidade, principalmente nas áreas de mobilidade urbana e de combate às enchentes. “A cidade continuará a ser governada com a participação da população. Realizaremos mais PPA Participativo e continuaremos com as plenárias do orçamento participativo em São Bernardo. Vamos continuar com fortes investimentos, principalmente na mobilidade urbana, por exemplo construindo 12 corredores exclusivos de ônibus
De acordo com ele, outra prioridade será o combate às enchentes. Será construído um piscinão na região do Paço Municipal, uma galeria na Rua Jurubatuba e terão continuidade obras em vários córregos da cidade.
O senador Eduardo Suplicy, o deputado federal Vicentinho e a deputado Estadual Ana do Carmo também estiveram presente na posse. 
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10/12/2012

Ataques à Argentina não escondem sentimento conservador com governos progressistas
Publicado em 10-Dez-2012
Os ataques à Lei de Mídia na Argentina vêm repetindo um argumento falacioso: o de que a legislação foi feita para perseguir politicamente grupos da imprensa, principalmente o Clarín. É besteira. A lei não tem nada a ver com a posição política do grupo Clarín, e sim com o monopólio. 

O Clarín tem TV, rádio, internet e jornal na Argentina, sendo de longe o maior grupo de comunicação no país. O que a Lei de Mídia prevê é um mercado mais competitivo, dificultando a presença de grupos largamente hegemônicos. 
Medidas para impedir monopólio existem em vários países do mundo, todos democráticos. 

Isso quase nunca é dito pelos grupos da mídia brasileira que não escondem a oposição ao governo argentino e até mesmo o sentimento conservador em relação aos demais governos progressistas da América do Sul. 

Essa oposição expressa muito mais seus interesses comerciais e políticos do que a defesa da liberdade de imprensa. 

Não é à toa que, em editorial no fim de semana, a Folha ataca a Lei de Mídia.  A SIP fez a mesma coisa.  E muitos outros colunistas vêm repetindo a mesma conversa fiada. 

A Lei de Mídia – cuja entrada em vigor foi suspensa por uma decisão judicial bastante conveniente ao Clarín – prevê a venda do excesso de plataformas de mídia, estimulando a competitividade. 

Não há nada de autoritário na lei. Repito: essa medida existe em diversos países. É uma lei até mesmo mais branda que a proposta recentemente no Reino Unido, que já tem um órgão regulador para a TV e agora está prestes a criar um independente para os impressos.

O relatório do juiz britânico Lord Brian Levenson, no âmbito de inquérito aberto por conta dos crimes cometidos pelo grupo midiático do magnata Rupert Murdoch, propõe endurecer ainda mais uma regulação que já é bem mais dura do que aquelas que se propõem em países latinos.
 
Originalmente publicado no Blog do Zé