04/05/2015

As sete mentiras da Globo sobre Lula

    NOTA À IMPRENSA

AS SETE MENTIRAS DA CAPA DE ÉPOCA SOBRE LULA



São Paulo, 4 de maio de 2015,

A revista Época, em nota assinada pelo seu editor-chefe, Diego Escosteguy, na sexta-feira (1), reafirmou o que está escrito na matéria “Lula, o operador”, como sendo correto e verdadeiro. Como a nota do seu editor é uma reiteração de erros cometidos pela revista, apontamos aqui as 7 principais dentre as muitas mentiras da matéria de Época.



Primeira mentira -  dizer que Lula está sendo investigado pelo Ministério Público.

A Época afirma que o Ministério Público abriu “uma investigação” na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria “formalmente suspeito” de dois crimes. Época não cita fontes nem o nome do procurador responsável pelo procedimento.

O Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República do Distrito Federal não abriu qualquer tipo de investigação sobre as atividades do ex-presidente Lula. O jornal O Globo, do mesmo grupo editorial, ouviu a propósito a procuradora Mirella Aguiar sobre o feito em curso e ela esclareceu: há um “procedimento preliminar”, decorrente de representação de um único procurador, uma “notícia de fato”, que poderá ou não desdobrar-se em investigação ou inquérito, ou simplesmente ser arquivada.

A mesma diferenciação foi observada pelo jornal The New York Times e pela agência Bloomberg. O The New York Times chamou de “preliminary step” (um passo preliminar) e não de investigação.

Isso não é um detalhe, e para quem preza a correção dos fatos, faz diferença do ponto de vista jurídico e jornalístico.

Ao publicar apenas parcialmente o cabeçalho de um documento do MP, sem citar os nomes do procurador Anselmo Lopes, que provocou a iniciativa, e da procuradora Mirella, que deu prosseguimento de ofício, e sem mostrar do que realmente se trata o procedimento, Época tenta enganar deliberadamente seus leitores.



Segunda mentira- Lula seria lobista

No início da matéria a revista lembra um fato: Lula deixou o poder em janeiro de 2011 com grande popularidade e desde então, não ocupa mais cargo público. Segundo a revista, Lula faria lobby para privilegiar seus “clientes”. Que fique bem claro, como respondemos à revista: o ex-presidente faz palestras e não lobby ou consultoria.

A revista Época colocou todas as respostas das pessoas e entidades citadas nas suas ilações no fim da matéria, que não está disponível na internet. Por isso vale ressaltar trecho da resposta enviada pelo Instituto Lula:

“No caso de atividades profissionais, palestras promovidas por empresas nacionais ou estrangeiras, o ex-presidente é remunerado, como outros ex-presidentes que fazem palestras. O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem. O ex-presidente faz palestras, e não presta serviço de consultoria ou de qualquer outro tipo.”

Os jornalistas Thiago Bronzatto e Felipe Coutinho, que assinam o texto, chamam Lula de “lobista em chefe”.  A expressão, além de caluniosa, não condiz com a verdade, e revela o preconceito e a ignorância dos jornalistas de Época em relação ao papel de um ex-presidente na defesa dos interesses de seu país.

O que Lula fez, na Presidência e fora dela, foi promover o Brasil e suas empresas. Nenhum presidente da história do país liderou tantas missões de empresários ao exterior, no esforço de internacionalizar nossas empresas e aumentar nossas exportações.



Terceira mentira – sobre as viagens de Lula

A “reportagem” de Época não tem sustentação factual. A revista afirma que nos últimos quatro anos Lula teria viajado constantemente para “cuidar dos seus negócios”. E continua: “Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana.” 

Vamos deixar bem claro: o ex-presidente não tem nenhum negócio no exterior. E, ao dizer “a maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht”, mente novamente a revista. Não é verdade que a maioria das viagens do ex-presidente foi paga pela Odebrecht. Repetimos trecho da nota enviada para a revista: “O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem.”

Mesmo sem ter obrigação nenhuma de fazê-lo, as viagens do ex-presidente estão documentadas no site do Instituto Lula e as suas viagens ao exterior foram informadas à imprensa.

De novo, diferente do que diz a revista, depois que deixou a Presidência, Lula viajou para muitos países, e o mais visitado foi os Estados Unidos da América (6 viagens), onde entre outras atividades recebeu o prêmio da World Food Prize (http://www.institutolula.org/lula-recebe-nos-eua-premio-por-trabalho-de-combate-a-fome), pelos seus esforços de combate à fome, em outubro de 2011, e do International Crisis Group, em abril de 2013,  por ter impulsionado o Brasil em uma nova era econômica e política (http://www.institutolula.org/lula-recebe-premio-em-nova-york-por-impulsionar-o-pais-a-nova-era-economica-e-politica). 

Nos EUA encontrou-se ainda, por duas vezes, com o ex-presidente Bill Clinton –que também tem o seu instituto e também faz palestras. 

Dois países empatam no segundo lugar de mais visitados por Lula após a presidência: o México e a Espanha (5 visitas cada um). No México, além de proferir palestras para empresas do país, Lula recebeu o prêmio Amalia Solórzano, em outubro de 2011 (http://www.institutolula.org/lula-recebe-no-mexico-o-premio-amalia-solorzano) e lançou, junto com o presidente Peña Nieto, a convite do governo mexicano, um programa contra a fome inspirado na experiência brasileira:http://www.institutolula.org/lula-no-mexico-eu-vim-aqui-dar-um-testemunho-e-possivel-acabar-com-a-fome-do-mundo . 

Na Espanha, Lula recebeu os prêmios da cidade de Cádiz (http://www.institutolula.org/cidade-espanhola-de-cadiz-premia-lula-por-combate-a-pobreza),  o prêmio internacional da Catalunha (http://www.institutolula.org/lula-recebe-24o-premio-internacional-Catalunha), e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Salamanca (http://www.institutolula.org/lula-recebe-titulo-de-doutor-honoris-causa-da-universidade-de-salamanca-na-espanha).

Os leitores que eventualmente confiem na Época como sua única fonte de informação, não só não foram informados desses prêmios, como foram mal informados sobre as atividades do ex-presidente  no exterior.

Sobre os países citados pela revista, Lula esteve, desde que saiu da presidência, três vezes em Cuba, duas em Angola, e somente uma vez em Gana e na República Dominicana, os dois países mais citados na matéria. 

A revista diz serem “questionáveis” moralmente as atividades de Lula como ex-presidente. Em primeiro lugar, como demonstrado acima, a revista está mal informada ou informando mal sobre tais atividades (provavelmente os dois). Por exemplo, a revista acha moralmente questionável organizar, na Etiópia, um Fórum pela Erradicação da Fome na África, junto com a FAO e a União Africana (http://www.institutolula.org/e-preciso-investir-nos-pobres-para-acabar-com-a-fome-disse-lula-a-uma-plateia-de-15-chefes-de-estado-africanos)? Esse evento não foi noticiado pela Época, nem pela Veja. Mas foi noticiado pelo jornal britânico The Guardian (em inglês –http://www.theguardian.com/global-development/2013/jul/01/africa-brazil-hunger-lula). 

Ou em Angola, país citado pela Época, a revista acha moralmente questionável fazer uma grande conferência, (http://www.institutolula.org/lula-em-angola-e-possivel-para-qualquer-pais-acabar-com-a-fome) para mais de mil representantes do governo, do congresso, de partidos políticos e de ONGs, além de acadêmicos e jornalistas angolanos, reunidos para ouvir sobre as políticas públicas de Angola e do Brasil para reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento econômico?

Ou em Gana participar de um evento organizado pela ONU, lotado e acompanhado pela mídia local, novamente sobre combate à fome (http://www.institutolula.org/e-plenamente-possivel-garantir-que-todo-ser-humano-possa-comer-tres-vezes-ao-dia-diz-lula-em-gana)? 

Parafraseando a revista, moralmente, o jornalismo de Época, que mente para seus leitores desde a capa da revista, é questionável. Mas será que à luz das leis brasileiras, há possibilidade de ser objeto de ação judicial?


Quarta mentira – sobre a visita de Luiz Dulci à República Dominicana

A revista Época constrói teorias malucas não só sobre as viagens do ex-presidente, mas questiona e faz ilações também sobre a visita do ex-ministro e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci, à República Dominicana em novembro de 2014. A revista foi informada, e publicou que o ex-ministro viajou ao país para fazer uma conferência, mas não que era sobre as políticas sociais brasileiras. Deu entrevistas à imprensa local e foi convidado pelo presidente Medina para uma conversa sobre as políticas sociais brasileiras, das quais o presidente dominicano é um admirador. A revista registrou apenas como “versão” que Dulci foi convidado pelo Senado do país. Todos os documentos do convite e da viagem estão disponíveis para quem quiser consultá-los.  O que a revista não fez antes de se espantar com o interesse no exterior sobre os  êxitos do governo Lula.

Quinta mentira – a criminalização da atividade diplomática do Brasil em Gana

Época relaciona como denúncia “dentro de um padrão”, um comunicado diplomático feito pela embaixada brasileira no país um ano antes de Lula visitar Gana, enviado em 30 de março de 2012. Lula esteve em Gana apenas um ano depois de tal comunicado, em março de 2013. É importante lembrar aos jornalistas “investigativos” da Época, que em março de 2012, Lula estava se recuperando do tratamento feito contra o câncer na laringe, que havia sido encerrado no mês anterior. 

Quanto ao telegrama de Irene Gala, embaixadora do Brasil em Gana, a resposta do Itamaraty colocada no fim do texto da Época, malandramente longe da ilação contra a diplomata, é cristalina sobre não haver qualquer irregularidade nele: “O Itamaraty tem, entre as suas atribuições, a atuação em favor de empresas brasileiras no exterior. Nesse contexto, a realização de gestões com vistas à realização de um investimento não constitui irregularidade.”

É lamentável que o grau de parcialidade de certas publicações tenha chegado ao ponto de tentar difamar funcionários públicos de carreira por simplesmente fazerem o que é parte de suas atribuições profissionais. Seria como criticar uma embaixada brasileira por dar apoio a um jornalista da Época, uma empresa privada, quando o mesmo estivesse em visita a um país.


Sexta mentira – a criminalização do financiamento à exportação de serviços pelo Brasil

A revista criminaliza e partidariza a questão do financiamento pelo BNDES de empresas brasileiras na exportação de serviços. É importante notar que esse financiamento começou antes de 2003, ou seja, antes do governo do ex-presidente Lula. 

Sobre o tema, se pronunciou o BNDES em comunicado (https://www.facebook.com/bndes.imprensa), e também a Odebrecht  (http://odebrecht.com/pt-br/comunicacao/releases/nota-de-esclarecimento-01052015). A questão foi analisada em textos de Marcelo Zero (http://www.pt.org.br/ignorancia-ou-ma-fe-amparam-desinformacao-do-mp-publicada-pela-epoca/) e Luís Nassif (http://jornalggn.com.br/noticia/na-epoca-o-alto-custo-da-politizacao-do-ministerio-publico-federal), que lembrou que a publicação irmã de Época, Época Negócios, exaltou a internacionalização das empresas brasileiras em outubro de 2014.



Sétima e maior mentira – o “método jornalístico” de Época


Bolsas de estudo pomposas nos Estados Unidos pagas por institutos conservadores (http://www.institutomillenium.org.br/blog/instituto-ling-concede-mais-27-bolsas-de-estudos-exterior/) valem pouco se o jornalismo é praticado de maneira açodada, com má vontade e parcialidade, de uma forma mentirosa. 

Não é a primeira vez que o Instituto Lula, ou outras pessoas e entidades tem contato com o método “Época” de jornalismo (que não é também exclusivo desta revista). Resumindo de forma rudimentar, o método constitui na criação de narrativas associando fatos, supostos fatos ou parte de fatos que não têm relação entre si, e que são colados pelo jornalista, construindo teorias sem checar com as fontes se a realidade difere da sua fantasia.

Poucas horas antes do fechamento, quando pelos prazos de produção jornalística provavelmente a matéria já está com as páginas reservadas na revista, capa escolhida e infográficos feitos, o repórter entra em contato, por e-mail, com as pessoas citadas na matéria. Em geral sem contar sobre o que realmente o texto se trata (Época não perguntou ou mencionou a iniciativa do Ministério Público). Não há interesse real em verificar se as acusações, em geral muito pesadas, se sustentam e justificam o espaço dado ao assunto ou o enfoque do texto.

Mesmo que a tese do jornalista não se comprove, a matéria não será revista e será publicada.  Na “melhor” das hipóteses, as respostas das pessoas e entidades envolvidas serão contempladas ao final da matéria, e este trecho não será disponibilizado online (e muitas vezes não é visto com cuidado por jornalistas de outros veículos que dão a “repercussão” do fato). É feito assim, primeiro porque a revista não teria nenhuma matéria para colocar no lugar, e segundo porque isso poderia afetar o impacto político, bem como a repercussão em outros órgãos de imprensa e nas mídias sociais. 

Foi exatamente isso que a Época fez. Contatou o Instituto Lula, a partir de Brasília, três horas antes do fechamento. Haviam duas opções: falar por telefone ou por e-mail. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para registrar inclusive as perguntas e respostas à revista, optou por responder por e-mail, lamentando que não houve a possibilidade de esclarecer as dúvidas da revista pessoalmente (http://www.institutolula.org/resposta-do-instituto-lula-a-revista-epoca).

É importante registrar que Época ou não ouviu, ou não registrou o outro lado de todos os citados na matéria. Cita e publica fotos de dois chefes de Estado estrangeiros, John Dramani Mahama, de Gana, e Danilo Medina, da República Dominicana, ambos eleitos democraticamente e representantes de seus respectivos países. E não os ouve, nem suas embaixadas no Brasil. 

Mais absurdo ainda porque, em tese, a revista Época deveria seguir os “Princípios Editoriais do Grupo Globo”, do qual faz parte, e que foram anunciados  para milhões de brasileiros, no Jornal Nacional (http://g1.globo.com/principios-editoriais-do-grupo-globo.html).  

Como a revista não parece respeitar o jornalismo, diplomatas, chefes de estado dominicanos ou ganenses, ou ex-ministros e ex-chefes de estado brasileiros, melhor lembrar a recomendação de um norte-americano, Joseph Pulitzer, sobre os danos sociais da má prática jornalística. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária e demagógica formará um público tão vil quanto ela mesma.” 

Assessoria de Imprensa
Instituto Lula

23/04/2015

Para consultar nas Eleições de 2018







Para facilitar a escolha de seu candidato 

a deputado federal nas eleições de 2018, 

posto a lista daqueles que votaram sim e 

não na aprovação da PL 4.330/04 a favor 

da terceirização.





Projeto de lei 4330/04 foi aprovado por 230 votos contra 203 e permite que empresas subcontratem para todos os setores 


A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira 22, por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização, o PL 4.330/04. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim, o que permite que empresas possam subcontratar para todos seus setores de atividade.

A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, entre outros, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol ficaram contrários à proposta. 

Veja como votou cada deputado, conforme lista disponível no site da Câmara dos Deputados:











Pinçado do portal Conversa Afiada em 23/04/2015

21/04/2015

Pesquisa da USP, diz quem foi à Paulista

Pesquisa com os participantes da manifestação do dia 12 de abril de 2015 sobre confiança no sistema político e fontes de informação

Foram realizadas 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos. As entrevistas foram conduzidas entre as 13:30 e as 17:30 do dia 12 de abril e distribuídas por toda a extensão da Avenida Paulista.
Errata: Margens de erro de até 4.1 %







 



Tabelas de dados

Sexo

Sexo
Não respondeu0.40
Feminino46.90
Masculino52.70

Idade

Idade
16-2515.40
26-3520.20
36-4519.10
46-5521.10
56-6515.40
66-756.80
76-851.90

Renda Familiar

Renda
Não respondeu3.30
até R$ 1.5764.70
de R$ 1.576 a R$ 2.3644.70
de R$ 2.364 a R$ 3.94014.40
de R$ 3.940 a R$ 7.88024.80
de R$ 7.880 a R$ 15.76028.50
acima de R$ 15.76019.50

Escolaridade

Escolaridade
Não respondeu0.00
fundamental incompleto0.90
fundamental completo1.90
médio incompleto3.70
médio completo13.50
superior incompleto11.60
superior completo68.50

Cor

Cor
Não respondeu0.00
branca77.40
parda13.30
preta4.90
amarela3.00
indígena0.40
outra1.10

Confiança na imprensa

ImprensaFolha de São PauloEstado de São PauloVejaCarta CapitalJornal NacionalJornal da RecordGlobo NewsEl PaísBBC
Não respondeu0.200.000.000.000.400.400.400.200.200.40
confia muito21.0026.0040.2051.8016.8016.3014.9034.509.5031.70
confia pouco57.8042.3041.9031.9019.5045.7042.0038.9017.2023.60
não confia20.8029.8014.7014.7032.6037.1031.3022.6014.709.10
não conhece0.201.903.201.6030.700.5011.403.9058.5035.20

Confiança em partidos

PartidosPTPSDBPMDBRedePSOL
Não respondeu0.500.200.200.200.700.20
confia muito1.100.2011.001.402.601.90
confia pouco25.203.7041.2016.3014.0016.10
não confia73.2096.0047.6081.8061.1077.10
não conhece0.000.000.000.4021.504.70

Confiança em ONGs e Movimentos Sociais

ONGsMovimentos sociaisVem pra ruaBrasil LivreMPLMSTRevoltados OnlineMTST
Não respondeu0.700.200.200.200.200.200.200.20
confia muito20.0030.5070.8052.7025.203.9019.304.20
confia pouco46.2048.0020.8021.9028.209.1026.3011.40
não confia29.8020.306.009.3037.8084.4030.6079.20
não conhece3.301.102.3015.908.602.5023.605.10

Confiança em políticos

PolíticosAécio NevesDilma RousseffEduardo CunhaFernando HaddadGeraldo AlckminJair BolsonaroJean WyllysJosé SerraLuciana GenroLulaMarina SilvaPastor Feliciano
Não respondeu0.900.400.400.400.500.500.500.500.500.500.500.700.70
confia muito0.4022.600.403.202.1029.1019.403.9023.804.001.4014.703.90
confia pouco28.9048.302.5017.008.4041.5018.609.8042.7012.302.5044.7013.10
não confia69.9028.4096.7073.4087.6028.0051.3070.2032.7074.3095.3039.8075.10
não conhece0.000.400.206.101.400.9010.2015.600.208.900.400.207.20

Fontes de informação sobre política

TwitterWhatsappFacebookSites de jornais, tvs, etcBlogs
Não respondeu13.0013.8013.8012.4012.80
muito6.7026.6047.3056.207.50
pouco12.4026.1024.0023.6014.20
nada68.0033.5014.907.7065.40

Confiança em comentaristas políticos

Demétrio MagnoliGuilherme BoulosGregório DuvivierJânio de FreitasJosé Luiz DatenaLuis NassifOlavo de CarvalhoPaulo H. AmorimRaquel SherazadeReinaldo AzevedoWilliam BonnerVladimir Safatle
Não respondeu1.100.901.100.900.900.900.700.900.901.100.900.90
confia muito9.502.504.007.2018.2012.1017.2028.0049.4039.6025.204.20
confia pouco11.7010.9014.9017.5033.1023.1017.9038.5021.7019.8045.0017.30
não confia6.7018.9017.5011.7043.8025.4010.7025.0011.409.8027.7016.50
não conhece71.1066.8062.5062.704.0038.5053.607.5016.6029.801.2061.10

Concordância com as frases

O PT quer implantar um regime comunista no BrasilFabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, é sócio da FriboiOs desvios da Petrobrás são o maior caso de corrupção da história do BrasilO Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no BrasilCotas nas universidades geram mais racismoO PCC é um braço armado do PTO bolsa-família só financia preguiçosoO PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições
Não respondeu1.400.700.701.101.201.201.101.20
concorda64.1071.3085.3055.9070.9053.2060.4042.60
não sei4.6017.302.3021.906.3017.905.3029.20
não concorda29.9010.7011.7021.2021.5027.7033.3027.00
Coordenação da pesquisa: Pablo Ortellado (USP)Esther Solano (Unifesp)
Entrevistadores: Alencar Mattje, Beatriz Candiotto, Bruno Lourenço, Caique Duarte, Carol Tomás, Carolina Martins, Felipe Cesar, Giovana Beltrame, Guilherme Gomes, Guilherme Tacini, Hércules Laino, Julia Castilho, Julia Jubileu, Késia Pereira, Klaus Hermann, Leonardo Simioni, Lucas Marques, Maria Cláudia Barbesco, Marina Moreira, Marina Rongo, Mateus Ferreira, Matheus Fava, Paula Cappelletti, Paulo Lugoboni, Pedro Grote, Pedro Henrique Costa, Petrus Valeriani, Raquel Tiemi, Rayane Lima, Vitos Torsani
Digitadores: Andressa Almeida, Beatriz Candiotto, Caique Duarte, Felipe Cesar, Heidy Motta, Helena Curan, Késia Pereira, Larissa Gattei, Maria Cláudia Barbesco
Tratamento estatístico: André Chalom
Apoio: Fundação Ford e Lucia Nader
Agradecimento: Matilha Cultural
Agradecemos ao laboratório LAGE/USP pela hospedagem desta página. A LAGE/USP não participou

31/03/2015

O PT brochou, mas . . .

de Paulo Henrique Amorim
Navalha
O PT brochou. 
O PT não acabou, não está em fase terminal, não se aproxima da irrelevância.
O PT é maior partido de massas do Brasil, e de esquerda.
E assim será.
Quem acabou foi o PFL, foi a Arena, foi o PSDB, esse arco de alianças de oligarcas.
O PT é um partido trabalhista de massa.
Como o Democrata americano, o Trabalhista inglês, a social-democracia alemã.
E, como todos esses, é uma geleia geral.
Cabe tudo lá dentro.
O PT não é um partido como os outros brasileiros.
O Lula não saiu do Governo dono de uma fazenda no interior de Minas.
O PT não comprou a reeleição.
O Serjão não era do PT, nem ninguém do PT levava dinheiro vivo, em sacola de supermercado com R$ 200 mil dentro para deputado do Acre.
O PT não se deixou atropelar no trensalão.
Não vendeu a Vale a preço de banana.
Nem rifou a telefonia, “isso vai dar m…”, nem entregou a Embratel aos americanos, com os satélites de comunicação das Forças Armadas brasileiras dentro.
O PT não assinou o Tratado de Nao-Proliferação das Armas Nucleares sem pedir aos americanos um cheese-burger em troca.
O PT também não vai voltar às catacumbas onde os primitivos cristão se escondiam de Nero.
Esquece.
O PT não vai voltar aos virginais salões do Colégio Sion, em Higienópolis, para reencontrar o Sergio Buarque de Hollanda e o Antonio Candido, heróis da USP, que jamais defenderam Jango e acabaram na mesma sopa Cebrapiana do Fernando Henrique:
- “regime autoritário” em lugar de “ditadura militar”;
- “dependência” em lugar de “imperialismo”;
- “avanço” vs “atraso” em lugar de “luta de classes”, burguesia vs proletariado.
(Leia “em tempo”.)
O PT acabou contaminado pela ideologia udenista, pauliscêntrica, neolibelês.
E se debate com ela ate hoje.
Corrupção ?
Ora, faça-me um favor !
Quer dizer que o Barusco só começou a roubar no Governo Lula ?
Nem o Moro acredita nisso !
Corrupção de bom tamanho é na Democracia americana, onde os irmãos Koch têm tantos votos quanto a lavadeira do Bronx !
Ora, faça-me um favor !
Por que o PT não faz um seminário sobre o Governo Collor ?
Ele foi eleito com a bandeira do combate à corrupção – contra os marajás do Sarney – e caiu com o Fiat Elba …
Quer dizer que os Ermírio de Moares, os Andrade, a banqueirada da rua Boavista que encheu a burra do PC Farias, de repente, ficou indignada com a roubalheira do Fiat Elba?
Ou o combate à corrupção, como agora, foi a gazua da Casa Grande ?
O Collor era um irremediável entreguista ?
É mesmo ?
Então chama o embaixador Jorio Dauster para conversar.
Ele foi o responsável pela negociação da dívida externa no tempo do Collor.
(E o ansioso blogueiro acompanhou, em Nova York, seu patriótico trabalho.)
E vamos ver quem foi mais altivo e corajoso – se o Jorio Dauster ou o Malan e o NauFraga …
Já no caminho da descida é que o Collor chamou o embaixador Marcilio Marque Moreira, dos Moreira Salles, para entregar a rapadura ao FMI.
Mas, já era tarde demais.
E os CIEP, os Brizolões, que o Collor prometeu que instalar no Brasil inteiro ?
Pergunta a ele, Rui Falcão …
Pergunta ao Collor por que ele caiu …
O PT precisa se abraçar ao ajuste da Dilma com mais fervor, mais entusiasmo.
O ajuste tinha que ser feito.
Como o Lula fez em 2003, e o FHC na reeleição – não esquecer que o FHC se reelegeu com o câmbio fixo, amparado no Bill Clinton e o FMI, e na semana depois da posse deu uma cacetada no câmbio, cortou a cabeça de dois ilustres presidentes do Banco Central, o Gustavo Franco (hoje, economista de banco do PiG) e o Chico Lopes.
Só depois é que vieram o NauFraga e seus imaculados 40% anuais de juros.
E como diz o amigo navegante, o PT no meio da batalha não pode se perguntar se esta na guerra certa.
Tem que vestir a camisa do ajuste.
O problema não é o ajuste.
O problema é a assimetria.
O rico morre de rir do ajuste.
Porque a Dilma deixou o Levy sozinho sob os holofotes.
Escondeu o Nelson Barbosa, e deixou o Levy e suas trapalhadas – ele deveria ser proibido falar de improviso – frente a frente com o PiG.
Já imaginou se a Dilma põe, também debaixo dos holofotes, no centro do palco, o Levy e o Nelsinho Sirotsky, que subornava o pessoal da Receita Federal, como demonstra a Operação Zelotes.
O Nelsinho algemado !
Diante das câmeras, com o logo da Globo no peito !
Ou mandava chamar a Jandira e apresentava ao distinto público a proposta de taxar as fortunas, à moda do Piketty.
Dilma, chama o Piketty para dar uma palestra ao Ministério !
(Como tradução simultânea do André Haras Rezende … Quá, quá, quá !)
E a Ley de Medios ?
O PT é a favor.
O Bernardo plim-plim também.
O Berzoini também.
A Ley de Medios não vai sair nunca !
O PT não tem peito de enfrentar a Globo.
A Marta deu o nome de “jornalista” Roberto Marinho à avenida Aguas Espraiadas e em São Paulo não tem uma pracinha de bairro com o nome de Presidente Vargas …
Desista, amigo navegante, do PT não vem Ley de Medios.
Mas, tem uma solução.
O Ministro Edinho deveria relacionar todos os blogs sujos.
Aqueles que participaram da entrevista com o Lula e com a Dilma, na condição de irremediáveis sujos.
E anunciar que eles não receberão um tusta da SECOM.
Seria a alegria do Messias, aquele que, de fato, manda na SECOM !
Aí, em contra-partida, a SECOM não botaria mais um tusta no PiG.
Na Globo: não ia mais um tusta da Caixa, do BB, da Petrobras.
Pra que a Petrobras precisa anunciar na Globo ?
Para competir com quem ?
Pra que a Caixa e o Banco do Brasil precisam da Globo ?
Para pedir proteção ?
Sem a Globo, não perderiam um milímetro de market-share !
Tira o dinheiro dos blogueiros sujos e do PiG.
(O Fernando Oculto Rodrigues não ia produzir mais aquelas “investigações” sobre publicidade governamental que deixavam a Helena Chagas morrendo de medo.)
E dá o dinheiro ao Juca Ferreira.
Todo.
Para o Juca fazer uma Política Cultural.
Porque, como se sabe, depois de doze anos de poder, o PT não montou uma Política de Cultura.
Não fez um Glauber Rocha, um Cinema Novo – sem Cacá e Jabor, irremediavelmente capturados pela GloboFilmes – não fez um teatro de Arena, não lembrou do Vianninha nem do Boal …
Já imaginaram se, no dia 24 de Agosto, dia do suicídio de Vargas, o Juca pegava o Neojibá, da Bahia, e botava no horário nobre para interpretar o “Choros” número 10 do Villa-Lobos ?
Em seguida, em off, o Pereio lia a Carta Testamento de Vargas, sobre imagens do Walter Firmo, do Evandro Teixeira, Barretão, José Medeiros, Gautherot, Jean Manzon ?
Já pensou ?
Chama o João Falcão, do magnífico “Gonzagão, a Lenda !” – e encomenda um musical sobre Jango e as Reformas de Base !
Sobre o Darcy Ribeiro !
O PSDB passou oito anos no Poder e não produziu uma única metáfora.
O PT vai pelo mesmo caminho !
Assim como não vai ter Ley de Medios, também não vai ter “reforma política”.
Doce ilusão.
Como disse o Wanderley Guilherme, no Valor: vai fazer reforma política, plebiscito, constituinte com os eleitores da Dinamarca, da Islândia – ou com o PP, o Bolsonaro e o Kassab ?
Esquece !
Em lugar de pregar a impossível “reforma política”, um senador do PT deveria encaminhar à mesa do Senado o impeachment do Gilmar Mendes !
Que sentou em cima da única reforma possível, hoje: proibir a grana das empreiteiras de abastecer o PSDB.
Constranger, imprensar, denunciar, vaiar o Gilmar – com vais democraticamente sonoras ! – é muito mais eficaz do que mil “constituintes” com plebiscito!
Mas, como se sabe, o PT não tem Senador.
O PT tem que se reencontrar com o Pai, Vargas.
O partido tem um sério problema de Édipo.
O PT cultiva a D Lindu, mãe do Lula.
Mas, não o pai do Lula.
Não o pai de verdade, porque desse nem o Lula gosta.
Mas, o verdadeiro, o político, Vargas.
Lula veio a admitir a paternidade já no Governo, quando o Haroldo Lima e o Estrela chegaram pra ele e avisaram que tinha descoberto o pré-sal e perguntaram: vai entregar ao genro do Fernando Henrique ou ao povo brasileiro.
E Lula não hesitou !
Depois, o Lula se impressionou com a biografia udenista do Getúlio, do Lira Netto (ficou udenista a partir do segundo volume …).
O PT tem que vestir o pijama ensanguentado do Vargas e sair pelo Brasil afora.
Com a bandeira do Nacionalismo na mão, uma bandeira que ninguém empunha.
A defesa do Interesse Nacional.
Da Amazônia Azul.
Esse documento do PT não traz uma mísera palavra sobre a Petrobras !!!
O PT vai defender os acordos de leniência, para salvar as empresas e os empregos ?
Isso é mais importante do que mil delações do Juiz Moro – que a gente já sabe o que são …!
Tem que parar de discutir Economia que, como disse o Néstor Kirchner, quem gosta de discutir Economia é o Menem, são os neolibelês – ele, Kirchner, preferia a Política.
O PT entende muito de Economia, como o Mercadante…
O PT parou de discutir Política desde que o Dirceu, o Genoino e o João Paulo foram capturados pelo Moro de então.
O PT tem que tratar de Geografia.
Fecha a sede do Partido no centro de São Paulo e instala em Anápolis, no cruzamento da Ferrovia Norte-Sul.
Em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sinop, Rondonópolis – ou em Imperatriz, Luis Eduardo, Palmas …
Onde o Brasil pulsa.
Cria uma sede do PT em Sulanca, no interior de Pernambuco.
E deixa os suplicys em São Paulo !
O documento do PT não tem uma mísera palavra sobre a política externa do Lula e doCelso Amorim.
A Dilma desidratou a política externa do Lula e o PT não diz nada !
Esse foi um dos maiores legados do Lula, e o PT nem se lembra disso.
Permitiu que o Governo Dilma levasse o Itamaraty no compartimento de bagagem.
E tem mais.
Qualquer projeto de reforma, renovação, atualização, inserção ou lá o que seja que não trate da Globo é trololó.
A Globo está sentada no meio da Questão Nacional !
O PT vai mobilizar como ?
Vai discursar onde ?
Na TV-T, na TV Afiada ?
No site do Vermelho ?
O PT está há doze anos no Poder e não conseguiu comprar um mimeógrafo !
Com medo da Globo.
O PT não vai acabar.
Nem está perto do fim.
Mais do que a semelhança com os democratas americanos, os trabalhistas ingleses ou a social-democracia alemã – onde pululam escândalos – o PT é o nosso peronismo.
Há vários peronismos.
Como há vários Peron.
O Peron da Evita, da mãe dos descamisados, que denunciava os “oligarcas de mierda”.
E o Peron da Isabelita, do Lopez-Rega, o gangster de extrema-direita.
Teve o peronismo do Menem, entreguista como o FHC, mas tem o peronismo da Cristina K.
A Direita argentina tem vários partidos.
Oscila de lá pra cá.
Vive do PiG, como aqui.
E o peronismo continua a ser maior força partidária do país, sempre do lado esquerdo.
Ainda mais agora com o movimento “La Campora”, do filho da Cristina.
Quando vai, de fato, para as ruas, defender a Cristina das garras da Casa Grande.
O PT é parente do peronismo.
Está vivo.
É um peronismo sem testículos.

Pinçado no portal Conversa Afiada de 31/03/2015