26/10/2011

21/10/2011

Oito tuítes para construirmos uma lição.

    Postei neste blog há tempos, um texto sobre a   dinâmica da mídia, que sempre recorre aos mesmos "especialistas" para abalizar um tema. Por exemplo: A pauta é sobre juros e o Banco Central. É chamado Maílson da Nóbrega (o ministro da inflação de 2.700%) . Se a pauta é racismo, a mídia ouvirá o Magnoli (aquele que jura que não existe racismo no Brasil). Assim trabalha o PiG ( i minusculo do tamanho de nossa imprensa), que nós blogueiros (existem de vários tamanhos, eu, um nano) contestamos com todas as letras. 

                                                                     No entanto, parece que cometemos os mesmos erros; ao chamamos nossos especialistas, para falarem sobre os mesmos assuntos. Não quero desmerecer nenhum deles, ao contrário, todos com grande experiência e conhecimento que os qualificam para os encontros, seminários e às mais amplas discussões filosóficas e técnicas.
                                                                                Hoje no tuíter,  os 8 "pios" que o Arnóbio Rocha ( @arnobio1969) postou me motivaram a escrever um pouco sobre isso. Será que estamos incorrendo nos mesmos erros da mídia que tanto criticamos?  Penso que sim.
                                                                              No último encontro de blogueiros progressistas ocorrido no dia 8 p.p. na UNISANTA em Santos, tivemos o privilégio de reunir blogueiros do mais alto nível, que falaram sobre liberdade de exmpressão,  marco regulatório, banda larga, lei do meios de comunicação e outros temas, que foram debatidos em duas mesas, uma na parte da manhã e outra às 14:00hs. Na terceira e última mesa, às 16:30h, foram convidados pelos organizadores do encontro, ativistas e ongs que atuam junto à comunidades carentes , notadamente na região continental do município de São Vicente. Após a apresentação, eu pessoalmente, me assustei com um ativista (Radio Juventude, se não me falha o chip), que com voz firme, disse: "muito legal, muito bonito o que vcs falaram aqui, mas não resolve absolutamente nada!  Não se chega lá dessa maneira" . Minha sensação foi de um soco na testa. Pensei, vou pedir a palavra e contestá-lo;  minha mulher sabedora da minha reação, me dando uma "suave" cotovelada, me lembrou, que ali se pretendia um espaço democrático e que deveríamos ouvir o palestrante até o final. Foi pior, pois cheguei a conclusão que ele estava certíssimo!  Por mais que tenhamos a vontade de mudar as coisas, com essas ferramentas não conseguiremos, não chegaremos aonde se precisa chegar. 
                                                                 Em certo momento, o palestrante indagou por que o povo das comunidades não estava lá. (pensei: será que esse cara não sabe que falamos para convertidos). 
                                                                 Não tenho a fórmula, porém os tuítes do @arnobio1969, me fizeram refletir.



 Abaixo, os tuítes  do Arnóbio . Visite o site http://arnobiorocha.com.br/


arnobio1969 Arnobio Rocha 
infelizmente RT @filipequintans: @arnobio1969 só trocam as panelas, os ingredientes são os mesmos.
arnobio1969 Arnobio Rocha 
10)Como disse Nelson Rodrigues:intelectualida do Brasil servia de cuspideira do Sartre. Desculpa Ñ me presto pra claque de mediocre nenhum
arnobio1969 Arnobio Rocha 
9)sentimento de impotência e tristeza de perceber q mtas vezes somos piores do q aqueles q criticamos,pois repetimos a sua lógica cretina
arnobio1969 Arnobio Rocha 
8)Fazemos encontros,seminários,debates, vc olha o programa sempre os mesmos?Qual dificuldade de abrir espaço pra outros?projeção?$?Status?
arnobio1969 Arnobio Rocha 
7)Depois ficamos reclamando do "Pig" de levar sempre os mesmo "especialista"..Será q não fazemos o mesmo?P q?Panelinha?Patota?Mais do mesmo?
arnobio1969 Arnobio Rocha 
6)Ngm que ousar,sempre na "zona do conforto",falar sobre política, fulano de tal, sobre economia sicrano,midias socia aqueloutro
arnobio1969 Arnobio Rocha 
5)Esta visão mesquinha,de criarmos uma espécie de elite entre nós,desmoraliza qq luta séria,isto me enoja,esta falta de reflexo político
arnobio1969 Arnobio Rocha 
4) P q valorizamos um texto meia-boa mas "bem assinado" e desprezamos um com mais profundidade,apenas por Ñ ter "estrelas"..é FODA!!
arnobio1969 Arnobio Rocha 
3)Qdo nós vamos nos olhar com algum sentimento de igualdade?respeito?camaradagem?Até qdo vamos precisar de "estrelas"a nos guiar?
arnobio1969 Arnobio Rocha 
2)Repercutiu aqui e ali, mas aí um avatar "estrelado" faz um crítica meia-boca ao jornalismo indie,se torna a 8ª maravilha,demolidor,etc
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arnobio1969 Arnobio Rocha 
1) A reprodução da lógica capitalista no nosso meio é destruidora..@klaxonsbc fez crítica demolidora ao jornalismo indie, tem uma semana
arnobio1969 Arnobio Rocha 

10/10/2011

A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração - NovaE - Nova Consciência e Cibercultura

A proposta do nosso blog, e dar espaços às diversas correntes de pensamento e opinião, notadamente ao contraditório. Rodrigo Savazoni é um ativista da comunicação livre e distribuída. Este artigo foi publicado na Revista Nova E , original aqui NovaE
A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração 2011-10-07 15:43:37

Rodrigo Savazoni em 300

Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde ontem, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.
Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.
Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.
A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.
O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?
Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.
“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas.”
Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.
A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração - NovaE - Nova Consciência e Cibercultura

09/10/2011

"Morreu o último americano que sabia o que estava fazendo"

Tássia Regino, colaboradora deste pseudo-blogueiro, enviou essa matéria sobre o gênio Steve Jobs, aqui postada.

Embora eu seja em parte dinossáurica na Internet, porque ainda não tenho blog, nem facebook, nem twitter, sou uma grande dependente da tecnologia e uma ardorosa fã do Steve Jobs, que ao nos deixar nesta semana, deixou o mundo menos inteligente e bem menos interessante. Ou como diz jornal satírico "The Onion": "Morreu o último americano que sabia o que estava fazendo".

Então escolhi homenageá-lo aqui, e fui pesquisar algumas coisas sobre ele.

Descobri que tenho algo em comum com ele (modéstia a parte), além de usar óculos: acredito profundamente no que ele diz sobre o trabalho: “Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz.”

Acredito tanto nisto, que advogo também a segunda parte do que ele diz: “Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare.”
Pois coincidiu que neste final de semana em que decidi homenageá-lo, aconteceu uma coisa no meu trabalho que me deixou muuuito satisfeita. E eu, que como falou o meu chefe neste tal acontecimento, sou uma pessoa de sorte também porque amo o que faço, resolvi misturar Steve Jobs e Urbanização de Favela neste email

Do Steve Jobs mando 3 blocos de coisas: frases muito legais dele, que mostram um pouco como pensava este gênio da tecnologia criador de todos “I” que nos auxiliam: iPod, iPhone, iPad, etc; um pouco de uma matéria muito interessante da veja sobre ele (vejam que o Steve Jobs tinha mesmo uma capacidade fantástica: conseguiu que a Veja fizesse uma matéria elogiável); e, por fim, dois links de coisas muito interessantes: o vídeo com o fantástico discurso dele durante formatura em Stanford, que aconteceu em 2005, dois anos depois dele descobri o câncer raro no pâncreas, que o levou; e o link de uma matéria que está na Veja Digital “O computador pessoal de Steve Jobs” que traz um pouco da sua história em relação ao que é a sua invenção que mais me serve.

Da 1ª Etapa de obras da urbanização do Sítio Bom Jesus, mando links de matérias, fotos e o endereço de um Blog com um trabalho de Arte Urbana muito legal, que está sendo feito lá. É um pequeno conjunto de coisas destas que deixa muito satisfeita alguém que acredita que o que faz é um grande trabalho, e que eu quero compartilhar com vocês.
Espero que vocês aproveitem e tenham uma ótima semana, plugados nesta nova tecnologia na qual conforme Martin Lindstrom " Vivemos abraçados (...) e que faz tudo, menos beijar na boca."

Um Abraço,  Tássia Regino



FRASES DO STEVE JOBS SOBRE A VIDA:

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores. Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

"Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das idéias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005


SOBRE TECNOLOGIA E FUTURO

“Eu acho que [a tecnologia] fez o mundo ficar mais próximo e continuará fazendo isso. Existem desvantagens para tudo e consequências inevitáveis para tudo. A peça mais corrosiva da tecnologia que eu já vi se chama televisão, mas novamente, a televisão, no seu melhor, é magnífica.” – Revista Rolling Stone, dezembro de 2003

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim”— Revista Playboy, 1987

“A principal razão para a maioria das pessoas comprarem um computador para suas casas será para se conectar a uma rede nacional de comunicações. Estamos apenas nos primeiros estágios do que será uma grande revolução para a maioria das pessoas – tão revolucionária quanto o telefone.” – Revista Playboy (edição americana), fevereiro de 1985

“Se eu tivesse largado esta única disciplina na faculdade [caligrafia], o Mac não teria diversas fontes e espaços proporcionais entre elas. E já que o Windows copiou o Mac, seria provável que nenhum outro computador tivesse a mesma coisa”. – discurso durante formatura em Stanford, 2005

SOBRE A APPLE

"A Apple tem a ver com pessoas que pensam fora do quadrado"(Citado na Veja, mas sem a fonte)
“Eu não percebi isso na época, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que aconteceu comigo. (...) Foi um remédio com gosto horrível, mas acho que o paciente precisava dele”. – discurso durante entrega de diploma de Stanford, 2005

“Ninguém tentou nos engolir desde que eu estou aqui. Acho que eles têm medo de qual seria o nosso sabor” – reunião com acionistas, 1998

“Cara, a gente patenteou ele” (apresentando o iPhone) – Macworld, 2007

  
 LINKS PARA STEVE JOBS
VÍDEO DE DISCURSO NUMA FORMATURA EM STANFORD, 2005
http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/em-video-ensinamentos-de-steve-jobs-a-formandos-de-stanford

MATÉRIA DA VEJA DIGITAL “O COMPUTADOR PESSOAL DE STEVE JOBS”


SOBRE O PAC ALVARENGA

http://www.mural191.com/
http://www.flickr.com/photos/mural191/6218998682/