Tássia Regino escreve sobre o documentário sobre o geógrafo Milton Santos :
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30/08/2010
A LUCIDEZ DE MILTON SANTOS
Tássia Regino escreve sobre o documentário sobre o geógrafo Milton Santos :
29/08/2010
23/08/2010
15/08/2010
O avatar Dilma
Prontamente a militância e simpatizantes, da foto estampada fizeram avatares para postarem junto aos seus perfis. "Lutar contra ditaduras é mérito, e não o contrário como quer a mídia."
08/08/2010
Por que apoiamos Dilma? por Mino Carta / Carta Capital
Por Mino Carta, em Carta CapitalResposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor. Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.
O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.
De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.
E aqui, em ocasiões diversas, esclareceu-se o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.
E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valer-se das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.
Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.
Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista.
Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de preparado, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...
Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.
E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti.
Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.
Leia Carta Capital
27/07/2010
Dois dos vultos mais emblemáticos da resistência tanto à ditadura dos generais quanto à getulista....
Por Celso Lungaretti 27/07/2010 às 23:40
Dois dos vultos mais emblemáticos da resistência tanto à ditadura dos generais quanto à getulista....
Carlos Marighella e Gregório Bezerra, foram reverenciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os colocou no mesmo patamar de Tiradentes, Joana Angélica, Gregório de Matos, Maria Quitéria e Zumbi dos Palmares, como heróis brasileiros que ajudaram o País a conquistar sua independência.
Discursando na passada 5ª feira (22) em Salvador, onde recebeu a Grã-Cruz da Ordem dos Libertadores da Bahia, Lula disse que muitos heróis nacionais foram esquecidos ou apresentados como bandidos: "Isso é um equívoco histórico que foi incutido na nossa cabeça pela doutrina da elite dominante?.
Daí a necessidade, frisou Lula, de resgatar suas histórias e lutas, reconhecendo o que fizeram pelo País e o povo. E acrescentou:
?Nós ficamos às vezes martelando muito mais no castigo a quem matou do que em enaltecer a imagem das pessoas que morreram acreditando numa coisa.
"Vamos pegar por exemplo o Gregório Bezerra que foi arrastado pelas ruas de Recife. Ao invés de nós ficarmos querendo saber quem arrastou Gregório Bezerra, nós precisamos valorizar o significado do sacrifício a que ele foi submetido.
"Poderíamos pegar Marighella que é aqui desta terra. Ao invés da gente ficar querendo condenar eternamente o [seu assassino, delegado Sérgio] Fleury, vamos valorizar as razões pelas quais Marighella fez o que fez.
"E assim a gente iria construindo mais heróis neste País. Iríamos construindo mais gente que pudesse servir de exemplo".
MARIGHELLA: "COMPROMISSO INABALÁVEL COM AS LUTAS DO NOSSO POVO"
Filho de imigrante italiano e de uma negra baiana, Carlos Marighella (1911-1969) ingressou jovem no PCB e já em 1932 era detido por protestar contra o interventor da ditadura getulista na Bahia, Juracy Magalhães.
Foi atuar como organizador do partido no RJ e novamente preso em 1936, quando a polícia política de Filinto Muller o torturou bestialmente.
Incluído na anistia de 1945, elegeu-se deputado em 1946, foi cassado em 1948 e se tornou, na clandestinidade, um dos principais dirigentes do PCB. Preso novamente em 1964, conseguiu reconquistar a liberdade por decisão judicial, em 1965.
Convertido às teses guerrilheiras, organizou a ALN e participou de ações armadas como o sequestro do embaixador dos EUA, Charles Elbrick, que resultou na libertação de 15 presos políticos.
Para evocar Carlos Marighella, nada melhor do que os parágrafos iniciais do manifesto divulgado quando do 40º aniversário de sua morte, sete meses atrás:
"Carlos Marighella tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada chefiada pelo mais notório torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social.
"Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as lutas do nosso povo".
GREGÓRIO BEZERRA, EXIBIDO COMO TROFÉU E TORTURADO EM PRAÇA PÚBLICA
Gregório Bezerra (1900-1983) foi uma lenda viva no seu tempo.
Nascido no Agreste pernambucano, começou a trabalhar na lavoura de cana com a idade de quatro anos, perdeu os pais antes dos dez, migrou para o Recife, trabalhou como carregador de bagagens e ajudante de obras, paupérrimo a ponto de dormir nas catacumbas de um cemitério.
Já em 1917, como jornaleiro, participou de manifestações de apoio à Revolução Bolchevique e de greves por direitos trabalhistas, sendo condenado a cinco anos de prisão.
Depois ingressou no Exército, alfabetizou-se e, já como militante comunista, liderou em Recife a chamada Intentona de 1935, que lhe acarretou uma sentença de 28 anos de prisão.
Anistiado ao final da ditadura getulista, elegeu-se como o deputado constituinte de maior votação em Pernambuco. Teve seu mandato cassado em 1948 e passou nove anos na clandestinidade, organizando núcleos sindicais.
Preso imediatamente após o golpe de 1964, foi não só torturado em Recife, como arrastado em praça pública com uma corda no pescoço; além disto, colocaram seus pés em solução de bateria de carro, deixando-os em carne viva. Tal espetáculo, exibido pelas televisões locais, provocou protestos em escala mundial.
Permaneceu prisioneiro até 1969, quando foi resgatado no sequestro do embaixador estadunidense. Voltou ao Brasil em 1979, com a anistia.
É frequentemente comparado a Nelson Mandella, pelo longo tempo de prisão por motivos políticos: 22 anos, cinco a menos do que o grande líder africano.
Centro de Mídia Independente - CMI
23/07/2010
Lênin não morreu, viva a contra-revolução humana!
Escrito por ARNOBIO ROCHA
Logo cedo vi a incrível e caricata entrevista do Vice do Serra, ali ao seu lado e fiquei imaginando como se sente Serra naquele instante? Apenas 46 anos atrás ele era Presidente da UNE fez um famoso discurso no centro do Rio de Janeiro,em 13 de março de 1964, que a Direita raivosa usou como desculpa para o golpe.
Ali no mesmo RJ ao seu lado um representante da juventude neo fascista, Lacerdista, mas sem a inteligência e a verve daquele, será que não passou um filme na cabeça do Serra? De presidente da UNE que defendia o Governo Jango, pelas reformas de bases à ladear a TFP revivida, que trajetória.
Talvez o jovem Da Costa tenha tido a coragem, e o mérito, de dizer tudo aquilo que o Velho Serra não teve a hombridade de fazê-lo, aquele discurso rancoroso, típico da Direita mais abjeta, de ver comunista em cada rosto, agora com novo nome (Petistas), da frase “inocente” trololó Petistas , de lembrar o terror, o medo, que sempre caracteriza às classes dominantes nestes momentos. Será que não sobrou uma réstia de decência para interromper as palavras tão loucas e fora de época? Parece que não, sem constrangimento, sem contragosto, apenas o desconforto de ver-se refém da velha UDN, daqueles mesmos que lhe impuseram o exílio, que atrasaram o Brasil por tantos séculos e teimam em voltar.
Quero agradecer ao Serra por ter nos dado um Vice saído direto do túnel do tempo, naquele tempo em que”comunista (não padre) comia criancinha” Esta campanha seria muito modorrenta se não fosse o Vice “guerra-fria” do Serra. Voltamos ao tempo do Medo, da insegurança da ameaça COMUNISTA. Senti-me pré-muro de Berlim, aquele clima, os vermelhos chegando, ouro de Moscou,que adrenalina,obrigado Serra e seu vice fiquei tão empolgado que só ando agora com Manifesto Comunista no netbook. Inclusive voltei a usar codinome, reuniões secretas. a paisagem do “Adeus,Lênin” foi recriada pelo Vice do Serra,agora sim voltamos a viver perigosamente..brasa..mora..valeu bicho.
Duas figuras que se fundem tragicamente Serra e seu Vice. Resta-nos apenas lamentar e tirar algum humor disto tudo.
Leia + Arnobio no Tweeter = @arnobiorocha
no Blog:http://arnobiorocha.wordpress.com
30/06/2010
Nós gostamos, se o pessoal do PSDB não quer, fazer o quê?
Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Que tudo que eu me meto é só pra impressionar
Mulher de corpo inteiro
Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente
Mulher de qualquer jeito
Mulher faz bem pra vista
Tanto faz se ela é machista ou se é feminista
Cê pode achar que é um pouco de exagero
Mas eu sei lá, nem quero saber,
eu gosto de mulher, eu gosto de mulher
eu gosto de mulher
Ooo ooo ooo oo
Eu gosto é de mulher!
25/06/2010
03/06/2010
Obra do PAC - já que a grande imprensa não repercute. . .
Investimento será de R$ 68 milhões
O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT) assinou no sábado (13/3), na Associação Esportiva Jardim do Lago, a Ordem de Início de Serviço das Obras (OIS) do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Alvarenga. O projeto, que urbanizará quatro assentamentos em área de mananciais é o primeiro com aprovação ambiental baseado na nova legislação estadual da Lei Específica da Billings. O evento contou com a presença de várias autoridades, entre elas a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, vice-prefeito Frank Aguiar, e a secretária de Habitação do município, Tássia Regino.
O chefe do Executivo lembrou que o licenciamento do projeto na nova Lei Específica da Billings foi feito em tempo recorde. Além disso, destacou que a habitação é prioridade no governo.
Leia + no RD Online
01/06/2010
A má vontade com o presidente - por Washington Araújo
A má vontade com o presidente
Embora soe irônico quando colocado sob perspectiva histórica, não faz muitos anos que a imprensa entrava em êxtase ao noticiar que um presidente brasileiro seria agraciado com o título de doutor honoris causa concedido pela na Universidade de Coimbra.
Washington Araújo
Não raras vezes sou instado a responder a esta questão: "Por que nossa grande mídia tem tanta má vontade com o presidente Lula?" É tema recorrente nas mensagens que recebo, nas perguntas de estudantes de faculdades de Jornalismo e em almoço com colegas de profissão.Sou levado a crer que a questão martela a têmpora de nove em cada grupo de 10 pessoas dedicadas a estudar o "fazer jornalístico" no Brasil. Mas até a pergunta comporta diversas variações de intensidade e inflexão. Algumas destas: "Por que a grande imprensa está sempre contra Lula?" E mais: "O que Lula fez para que nossa principal emissora de TV aberta, nossos principais jornais e nossas revistas semanais de maior tiragem lhe fizessem marcação cerrada, expressassem tamanha oposição ao seu governo?" E chega a ser risível esta outra formulação: "Por que será mais fácil nevar em Teresina que a grande mídia mostrar alguma consideração para com Lula?"
Reforçar o preconceito
O certo é que a questão é uma só e desperta a paixão de quem se habilita a respondê-la. A resposta não comporta muro nem esperança de que o muro se mova. Temos aqueles que são rápidos no gatilho verbal e resumem tudo a mero preconceito de classe, preconceito cultural, preconceito social, preconceito lingüístico, preconceito – enfim. Os que concordam com esta tese entendem que não há outra justificativa razoável. Acreditam que os barões da grande imprensa prezam seus ritos, tanto os escritos quanto os verbais; ritos que lhes asseguram ser sua atividade profissional o próprio Quarto Poder e se vêm com poder de influenciar para o bem ou para o mal as políticas de governo. Proclamam seu poder em conquistar corações e mentes tanto para beatificar quanto demonizar autoridades do primeiro escalão. Entendem que faz parte da esfera pública em que atuam a decisão para tratar a cobertura do governo em três modos: "banho maria", fogo brando ou crestado em altas labaredas. E, por fim, são useiros e vezeiros na arte de criar dificuldades imediatas para vender facilidades midiáticas. Há ainda aqueles que respondem à pergunta sobre a má vontade da grande imprensa para com o presidente com outra pergunta: “Não foi este governo que diminuiu o protagonismo da grande mídia?”
Destacam, então, que não faz muito tempo, coisa de menos de um decênio, era comum no Brasil que o presidente da República, em pessoa, levasse aos barões da mídia suas idéias e até mesmo detalhes do planejamento de políticas públicas de vulto que pretendia levar à realidade. Tudo feito com anterioridade regulamentar, antes de ser do conhecimento de seu primeiro escalão e muito antes de o assunto ser objeto de debate no Congresso Nacional. Mas, como manter as tradições, os ritos e o arraigado teor simbólico das relações mídia-governo se o governo passou a ser visto pelos tradicionais interlocutores midiáticos como não se estando à altura dos desafios postos à sua frente?
Aqueles que nutrem este tipo de preconceito em relação ao presidente desconhecem ou não concordam com a percepção que a experiência substitui o diploma formal. São pessoas que chegam mesmo a expressar concordância e respeito para com o conhecimento dos povos originários do Brasil. Um xamã, uma rezadeira, um manipulador de ervas medicinais pode ter um conhecimento mágico que transcende as leis da medicina.
Infelizmente, o presidente da República não pode se beneficiar destas clareiras do pensamento. E não importa se é líder nato, carismático, se destrincha o código de comunicação com as raízes do Brasil. Nada disso importa já que não reforça o preconceito. Simples assim.
O sorriso da aquiescência
Temos também aqueles que justificam essa má vontade do baronato devido às ações do governo para diluir a força da meia dúzia de atores políticos – os que se entendem porta-vozes da "grande imprensa" – e criar espaço para nova gama de atores, os "grandes" das mídias regionais e locais. Aqui, é indispensável citar dados da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom): em 2003, o governo Lula publicou anúncios em 182 municípios, atingindo 499 veículos (incluindo rádio, jornal e TV). Em 2004, esse número subiu para 757 municípios e 2.165 veículos. Em 2006, com 1.358 municípios e 4.451 veículos. Devido a um orçamento menor em 2007, os anúncios veiculados pela Secom caíram para 913 municípios em 3.434 veículos. Em 2008, o governo divulgou peças publicitárias em 5.297 veículos, sendo 2.597 rádios e 297 TVs, número muito superior aos 499 meios de comunicação que recebiam recursos para fins de promoção em 2003. Nesse período, o número de municípios atingidos pelos anúncios do Executivo federal cresceu de 182 para 1.149.
São números estarrecedores para uns poucos e esclarecedores para a vasta maioria da população. Em qualquer atividade empresarial, o bem maior a ser protegido não fica no lado esquerdo do peito, e sim, no bolso. Para se ter uma visão de grandeza dos valores envolvidos, tenhamos em mente que para promover a imagem e as ações do governo nos quatro primeiros meses de 2010, já foram desembolsados R$ 240,7 milhões – 63% a mais do que no mesmo período de 2009. E mais: o orçamento total para a propaganda chega a R$ 700,4 milhões, 29,2% a mais do que no ano passado. Estão de fora dessa conta os valores gastos pelas estatais.
Números que falam por si, dando conta que o bolo (da publicidade oficial) começou, de fato, a ser fatiado de forma menos concentradora e mais transparente e os comensais, que em 2003 eram contados a poucas centenas, hoje já chegam aos milhares.
A gritaria é grande, a cara feia, amuada, toma lugar no rosto que antes mantinha monolítico sorriso de aquiescente aprovação e então novas bandeiras passam a ser agitadas aos ventos (e eventos) da ocasião. Porque uma coisa é democratizar o acesso aos veículos de comunicação e outra coisa é convidar mais gente para pegar sua fatia do bolo. Ainda assim, há que se franzir o cenho e partir para cima, não obstante os melhores pedaços do bolo se destinarem às mesmas bocas.
O que a mídia não viu
Explico. Em 2009, a quase totalidade dos milhões de reais investidos em publicidad
A má vontade com o presidente
Embora soe irônico quando colocado sob perspectiva histórica, não faz muitos anos que a imprensa entrava em êxtase ao noticiar que um presidente brasileiro seria agraciado com o título de doutor honoris causa concedido pela na Universidade de Coimbra.
Washington Araújo
Não raras vezes sou instado a responder a esta questão: "Por que nossa grande mídia tem tanta má vontade com o presidente Lula?" É tema recorrente nas mensagens que recebo, nas perguntas de estudantes de faculdades de Jornalismo e em almoço com colegas de profissão.
Sou levado a crer que a questão martela a têmpora de nove em cada grupo de 10 pessoas dedicadas a estudar o "fazer jornalístico" no Brasil. Mas até a pergunta comporta diversas variações de intensidade e inflexão. Algumas destas: "Por que a grande imprensa está sempre contra Lula?" E mais: "O que Lula fez para que nossa principal emissora de TV aberta, nossos principais jornais e nossas revistas semanais de maior tiragem lhe fizessem marcação cerrada, expressassem tamanha oposição ao seu governo?" E chega a ser risível esta outra formulação: "Por que será mais fácil nevar em Teresina que a grande mídia mostrar alguma consideração para com Lula?"
Reforçar o preconceito
O certo é que a questão é uma só e desperta a paixão de quem se habilita a respondê-la. A resposta não comporta muro nem esperança de que o muro se mova. Temos aqueles que são rápidos no gatilho verbal e resumem tudo a mero preconceito de classe, preconceito cultural, preconceito social, preconceito lingüístico, preconceito – enfim. Os que concordam com esta tese entendem que não há outra justificativa razoável. Acreditam que os barões da grande imprensa prezam seus ritos, tanto os escritos quanto os verbais; ritos que lhes asseguram ser sua atividade profissional o próprio Quarto Poder e se vêm com poder de influenciar para o bem ou para o mal as políticas de governo. Proclamam seu poder em conquistar corações e mentes tanto para beatificar quanto demonizar autoridades do primeiro escalão. Entendem que faz parte da esfera pública em que atuam a decisão para tratar a cobertura do governo em três modos: "banho maria", fogo brando ou crestado em altas labaredas. E, por fim, são useiros e vezeiros na arte de criar dificuldades imediatas para vender facilidades midiáticas. Há ainda aqueles que respondem à pergunta sobre a má vontade da grande imprensa para com o presidente com outra pergunta: “Não foi este governo que diminuiu o protagonismo da grande mídia?”
Destacam, então, que não faz muito tempo, coisa de menos de um decênio, era comum no Brasil que o presidente da República, em pessoa, levasse aos barões da mídia suas idéias e até mesmo detalhes do planejamento de políticas públicas de vulto que pretendia levar à realidade. Tudo feito com anterioridade regulamentar, antes de ser do conhecimento de seu primeiro escalão e muito antes de o assunto ser objeto de debate no Congresso Nacional. Mas, como manter as tradições, os ritos e o arraigado teor simbólico das relações mídia-governo se o governo passou a ser visto pelos tradicionais interlocutores midiáticos como não se estando à altura dos desafios postos à sua frente?
Aqueles que nutrem este tipo de preconceito em relação ao presidente desconhecem ou não concordam com a percepção que a experiência substitui o diploma formal. São pessoas que chegam mesmo a expressar concordância e respeito para com o conhecimento dos povos originários do Brasil. Um xamã, uma rezadeira, um manipulador de ervas medicinais pode ter um conhecimento mágico que transcende as leis da medicina.
Infelizmente, o presidente da República não pode se beneficiar destas clareiras do pensamento. E não importa se é líder nato, carismático, se destrincha o código de comunicação com as raízes do Brasil. Nada disso importa já que não reforça o preconceito. Simples assim.
O sorriso da aquiescência
Temos também aqueles que justificam essa má vontade do baronato devido às ações do governo para diluir a força da meia dúzia de atores políticos – os que se entendem porta-vozes da "grande imprensa" – e criar espaço para nova gama de atores, os "grandes" das mídias regionais e locais. Aqui, é indispensável citar dados da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom): em 2003, o governo Lula publicou anúncios em 182 municípios, atingindo 499 veículos (incluindo rádio, jornal e TV). Em 2004, esse número subiu para 757 municípios e 2.165 veículos. Em 2006, com 1.358 municípios e 4.451 veículos. Devido a um orçamento menor em 2007, os anúncios veiculados pela Secom caíram para 913 municípios em 3.434 veículos. Em 2008, o governo divulgou peças publicitárias em 5.297 veículos, sendo 2.597 rádios e 297 TVs, número muito superior aos 499 meios de comunicação que recebiam recursos para fins de promoção em 2003. Nesse período, o número de municípios atingidos pelos anúncios do Executivo federal cresceu de 182 para 1.149.
São números estarrecedores para uns poucos e esclarecedores para a vasta maioria da população. Em qualquer atividade empresarial, o bem maior a ser protegido não fica no lado esquerdo do peito, e sim, no bolso. Para se ter uma visão de grandeza dos valores envolvidos, tenhamos em mente que para promover a imagem e as ações do governo nos quatro primeiros meses de 2010, já foram desembolsados R$ 240,7 milhões – 63% a mais do que no mesmo período de 2009. E mais: o orçamento total para a propaganda chega a R$ 700,4 milhões, 29,2% a mais do que no ano passado. Estão de fora dessa conta os valores gastos pelas estatais.
Números que falam por si, dando conta que o bolo (da publicidade oficial) começou, de fato, a ser fatiado de forma menos concentradora e mais transparente e os comensais, que em 2003 eram contados a poucas centenas, hoje já chegam aos milhares.
A gritaria é grande, a cara feia, amuada, toma lugar no rosto que antes mantinha monolítico sorriso de aquiescente aprovação e então novas bandeiras passam a ser agitadas aos ventos (e eventos) da ocasião. Porque uma coisa é democratizar o acesso aos veículos de comunicação e outra coisa é convidar mais gente para pegar sua fatia do bolo. Ainda assim, há que se franzir o cenho e partir para cima, não obstante os melhores pedaços do bolo se destinarem às mesmas bocas.
O que a mídia não viu
Explico. Em 2009, a quase totalidade dos milhões de reais investidos em publicidade ...... Leia na íntegra : CartaMaior
17/05/2010
Ficha limpa é projeto demagógico, autoritário e flerta com o fascismo (a lição italiana)
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por Marco Aurélio WeissheimerO inferno está pavimentado de boas intenções. A frase cai como uma luva para contextualizar o debate sobre os políticos “ficha-suja” e o projeto “ficha-limpa” que ganhou grande apoio no país, à direita e à esquerda. Pouca gente vem se arriscando a navegar na direção contrária e a advertir sobre os riscos e ameaças contidos neste projeto que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo. A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. César Schirmer reproduziu no Animot texto deTúlio Vianna (professor de Direito Penal na UFMG) sobre o tema. Ele escreve:
“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.
Na mesma linha, Marcos Rolim .... Leia na íntegra: Ficha Limpa
16/05/2010
A resposta de Márcio Meirelles a Caetano Por imprensawagner
Caro Caetano,Motivado pelo seu artigo do domingo passado, resolvi escrever esta carta, para esclarecer algumas coisas.
Você fala de mim como artista, criador do Bando de Teatro Olodum (que gerou Lázaro Ramos e Virgínia Rodrigues) e da peça “Ó paí, ó!” (depois filme e série televisiva).
E também como gestor, Secretário de Cultura do Estado da Bahia, “responsável pelo destino do Pelourinho”.
Não sou responsável pelo destino do Pelourinho porque ninguém é responsável pelo destino de nada. O destino é um conjunto de acontecimentos que parecem prévia e inexoravelmente traçados.
Mas, de fato, são construídos e podem ser alterados por circunstâncias históricas, sociais, emocionais, econômicas, políticas… Vejome apenas como parte deste elenco que constrói e modifica os acontecimentos.
Também, ao contrário do que você afirma, nas peças da “Trilogia do Pelô” — especialmente “Ó paí, ó!” e “Bai bai Pelô”, que criei e te emocionaram e nos aproximaram — não havia ódio. Havia indignação por ver um poder truculento promover uma limpeza étnica e social, expulsando os antigos moradores do Pelourinho e entregando as casas, que eles mantiveram de pé, a novos ocupantes.
Diferente do exemplo da Lapa, no Rio, onde o poder público fez sua parte, e a iniciativa privada e a sociedade, as delas, aqui, o governo fez tudo, como um pai/padrasto, “com dinheiro numa mão e o chicote na outra”. Tentando ser o condutor do destino.
Mas o “destino” às vezes não obedece a seus condutores, e o tempo dá respostas. A reforma não deu certo. A pintura das casas, que lembrava Santo Amaro em festa e te encantou, não era feita pelos moradores, nem pela prefeitura.
O Pelourinho foi reformado, ou seja, ganhou nova forma.
Não foi revitalizado, não retomou sua capacidade vital, não se pensou em sustentabilidade.
Não é possível revitalizar um território urbano sem a força de seus moradores, sem . . .
Leia o texto integral no isaacjorge
29/04/2010
Moore: O sonho americano mudou de endereço - | via MobilizaçãoBR
By Michael Moore Thursday, Apr. 29, 2010
da revista TimeQuando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.
E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos
parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1% no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.
Lista completa
Revista 'Time' escolhe Lula como um dos líderes mais influentes do mundo Presidente brasileiro aparece em lista com americano Barack Obama.
Presidente brasileiro aparece em lista com americano Barack Obama.
Do G1, em São Paulo
http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/04/revista-time-escolhe-lula-como-o-lider-mais-influente-do-mundo.html
27/04/2010
Dia 19 - O dia em que um boato, resultou no pedido dos EUA para que seus cidadãos evitem o Guarujá
Entrei na principal avenida da Praia da Enseada,a D. Pedro I, e vi os o trânsito normal com ônibus circulando, o supermercado Carrefour aberto, assim como o Supermercado Compre Bem, Pizzaria Da Vinci, o Restaurante Alcides, as farmácias e os postos de gasolina. Passei pelo Posto da Polícia Militar e vi os policiais em trabalho normal. Pelo celular contatei o jornalista perguntador e relatei os fatos: Tudo normal, estou indo em direção a Praia das Pitangueiras.
19/04/2010
Terror brando - Extraído do Site Carta Capital
Mauricio Dias
Em convenção, PSDB e DEM oficializam o discurso contra Dilma. Objetivo: amedrontar os eleitores
A partir de agora, quem quiser poderá colher com muita fartura alguns argumentos no arsenal de acusações e insinuações políticas de líderes do PSDB e do DEM para votar contra a candidata petista, Dilma Rousseff. Mas o eleitor, movido por isso, será vítima fácil de um procedimento usado para amedrontar desavisados e, também, para consolidar o preconceito na alma dos preconceituosos.
O eixo desse discurso é resultado da índole política de alguns e da leviandade pessoal de outros. Entre esses últimos, alguns esquerdistas convertidos que trocaram a posição de contestadores, na ditadura, pelo papel de viga de sustentação do establishment.
Serra, no discurso da convenção tucana que consagrou o nome dele como candidato, semeou em campo preparado pela imprensa. E espera, em outubro, colher os frutos.
cont...... Carta Capital
17/04/2010
O manual de redação do neojornalismo
Do livro “Gerenciando Como a Máfia” – CURTIS L. JOHNSON:
- Se não der para ganhar uma luta honesta, use golpes baixos ou mande outra pessoa lutar por você.
- É muito melhor que seus inimigos pensem que você é maluco do que o achem razoável e racional.
- Nada pesa menos que uma promessa.
- Se tiver de machucar alguém, faça-o tão brutalmente que não haja risco de uma vingança.
- Se permitir que seus inimigos – ou amigos – pensem que são iguais a você, eles imediatamente se sentirão superiores.
- Sempre tire a cobra do buraco com a mão de outra pessoa.
- É preferível que seu inimigo ......... Leia + em Manual de Redação
13/04/2010
ALTERCOM é, enfim, fundada! via Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian
Leia + no Blog do Tsavkko
13/03/2010
27/02/2010
Um “diálogo” ilustrativo com a Rede Globo (do ICARABE)
“Novela das oito” da Rede Globo (“Viver a vida”): a cena se passa na Jordânia. É uma conversa entre duas moças que, no enredo, são modelos profissionais. Uma das personagens diz que vai sair para passear. A outra alerta, com evidente preocupação, sobre os perigos de uma caminhada solitária no local em que se encontram. Mas é imediatamente tranquilizada pela primeira personagem, que pondera: a Jordânia "é o país mais ocidentalizado da região." Logo, sair por aí, à noite, não oferece tanto risco assim. Provavelmente a coisa seria bem diferente se a Jordânia fosse, digamos, um pouco menos “ocidental”, ou, o que dá no mesmo, um pouco mais “árabe”. Já imaginaram o perigo?
O diálogo provocou uma troca de e-mails entre a diretoria do Instituto de Cultura Árabe (ICArabe) e os responsáveis pelo setor de teledramaturgia da Rede Globo. Reproduzimos, abaixo, alguns trechos dessa troca, por ilustrar, de modo bastante didático e autoexplicativo, a maneira pela qual os “donos da mídia” encaram o exercício da liberdade de expressão e sua responsabilidade específica como divulgadores de informação, arte e cultura.
A primeira mensagem foi enviada pela diretoria do ICArabe em 13 de novembro de 2009:
“(...) Estranhamos muito o fato ....... leia a matéria completa no ICARABE
24/02/2010
Nova denúncia da Folha é desmentida pelo Estadão (dá para acreditar nesses jornais?)
Nova denúncia da Folha é desmentida pelo Estadão
Na terça-feira, matéria de Márcio Aith, na Folha de São Paulo, denunciou que a decisão do governo de recuperar a rede de fibras óticas da Eletronet - massa falida administrada pela Justiça do Rio - permitiria a Nelson Santos, ex-acionista, receber R$ 200 milhões. E relacionava essa operação com a consultoria que lhe foi prestada por José Dirceu. Os fatos foram amplamente desmentidos no decorrer do dia. Matéria do Estadão acabou expondo o factóide. O blog do Nasif conta essa história.
Parece que a mídia não toma jeito.
Não estou conseguindo entender a matéria da Folha sobre a Eletronet. Os dados não batem com o que está acontecendo. O repórter Márcio Aith – que se tornou especialista em missões especiais – definiu uma tese e escondeu informações essenciais que a desmentiam. Mais uma jogada em que se misturam informações técnicas incompletas com conclusões que não se sustentam nos fatos.
A história é a seguinte.
Lá atrás, criou-se a Lightpar, para permitir investimentos em redes de fibras óticas. Montou-se a rede, a empresa não deu certo e faliu.
A partir dali, criou-se um imbróglio.
A AES repassou para o tal Nelson sua parte na Lightpar – equivalente a 51% das ações de uma empresa com capital negativo (tinha mais dívidas que ativos). A Eletrobras tem outros 49%.
Acontece que a Eletronet é uma concessão pública. Decretada sua falência, a Eletrobras retomou a rede de fibras óticas, sem pagar nada por ela. Simplesmente cassando a concessão. É uma confusão porque entram Aneel (que regula o setor elétrico) e Anatel (que regula as telecomunicações). Mas a intenção clara da ação do governo foi tomar a empresa sem pagar nada aos demais acionistas.
O problema ocorreu com os credores, fornecedores das fibras óticas – Furukawa e Lucent – que têm R$ 800 milhões a receber. E querem saber como o governo, depois de retomar a empresa, vai fazer para quitar as dívidas. Essa ação corre na Justiça. A rigor, nesse imbróglio jurídico, não há o menor espaço para nenhuma espécie de pagamento ao tal Nelson, que não é credor de nada, apenas sócio de uma massa falida.
Aith é um repórter complicado. Desde que passou pela Veja, algo se quebrou no seu rigor de repórter.
Por exemplo, no texto ele fala em pagamento de R$ 200 milhões ao Nelson. Se a Eletrobras já retomou a empresa sem pagar um tostão, de onde ele tirou a história do pagamento de R$ 200 milhões?
No texto da matéria, tudo o que se tem é isso:
Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões.
Não diz quem vai pagar, de que forma, a troco de quê. Não informa que a Eletrobras já retomou as fibras óticas da empresa e vai tocar o projeto sem nenhum sócio privado. Esconde dados.
Pode ser que Aith tenha alguma informação adicional. Mas quem tem, publica. Se não publica, é porque inventou ou não apurou devidamente.
Outro ponto colocado é a questão da caução judicial. Para retomar a empresa, os credores (não o Nelson, que é devedor) exigiram uma caução, que garantisse o pagamento das dívidas. O governo tentou colocar títulos. O juiz não aceitou. Está se discutindo agora a caução em dinheiro. Só que a caução é para garantir os direitos dos credores de uma massa falida, não dos acionistas.
O que diz o Aith? Leia aqui
10/02/2010
Direita midiática conspira em São Paulo
No dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista, as estrelas da direita midiática estarão reunidas num seminário cinicamente batizado de “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”. Não faltarão críticas a Conferência Nacional de Comunicação, sabotada pelos donos da mídia, e às idéias democratizantes do Plano Nacional de Direitos Humanos. O presidente Lula ficará com a sua orelha ardendo. Será rotulado de autoritário, populista e de outros adjetivos. O evento tentará unificar o discurso da mídia hegemônica para a disputa presidencial de 2010.
Os inscritos que desembolsarem R$ 500 poderão ouvir as opiniões de famosos reacionários sobre as “ameaças à democracia no Brasil” e as “restrições à liberdade de expressão”. Marcel Granier, dono da golpista e corrupta RCTV, que teve sua outorga cassada pelo governo venezuelano, fará a palestra de encerramento. A lista de palestristas convidados causa náuseas: o fascistóide Denis Rosenfield, o racista Demétrio Magnoli, o pitbul Reinaldo Azevedo, o bravateiro Arnaldo Jabor, o líder da seita xiita Opus Dei, Alberto Di Franco, além de vários comentaristas da TV Globo.
O sinistro Instituto Millenium
O evento, que tem o apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), é uma . . .
Leia a íntegra no Blog do Miro
07/02/2010
Artigo do Prof. Wanderley G dos Santos na Carta Capital, via Paulo Henrique Amorim
O professor Wanderley Guilherme dos Santos publica na Carta Capital desta semana artigo magistral.
A tese central é “decida Serra o que decidir, o PSDB e seus aliados sairão perdedores”.
E a oposição vai para o Golpe.
“Aos poucos, as pesquisas eleitorais conduzirão o candidato a candidato (Serra) a seu devido lugar”.
E aí reside o perigo, segundo Wanderley.
“A súbita consciência de que a excitação em torno do governador de São Paulo não corresponde à opinião pública nacional pode empurrar os admiradores de Serra, sobretudo os ex-esquerdistas, ao extremismo institucional. Gosto para isso não lhes falta, há muito.”
“O sucesso do governo Lula, não seu antecipado fracasso, é o que faz com que a intensidade oposicionista aumente exponencialmente.”
“Justificar o fracasso como consequência de atos ilegítimos do governo é tradição antiga entre nós.”
“ … o mais provável é que a oposição acuse o governo de sufocá-la e de fraudar o processo competitivo. As solicitações ao Judiciário e as insinuações de ‘chavismo’ se multiplicarão. As manchetes se tornarão assustadoras em busca dos milhões de ‘Reginas Duartes’ que compensem a ausência de votos na urnas. Outra oportunidade para que se manifeste o poder desestabilizador dos meios de comunicação.”
Leia + Conversa Afiada
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29/01/2010
Leia a matéria sobre o Campus Party Portal
19/01/2010
O Berlusconi chileno
A esquerda não soube construir, nas duas décadas de democratização, uma alternativa antineoliberal no Chile. O povo chileno pagará caro esse erro da esquerda, que agora tem, pelo menos, a possibilidade de colocar em questão o modelo herdado do pinochetismo. 18/01/2010
18/01/2010
Cartórios de São Luiz do Paraitinga recebem ajuda de todo o estado e restauram acervos - 18/01/2010
A difícil situação das colegas titulares dos três cartórios que foram arrasados pela enchente contou com a solidariedade dos colegas de todo o estado. Em uma semana a ANOREG/SP conseguiu arrecadar R$ 49.607,65 e repassar R$ 15 mil para cada cartório. Em nome de Maria Rita (RI/RTDPJ), Ana Paula (Notas/Protestos) e Lara (RCPN), a presidente Patricia Ferraz agradece a todos, incluindo os colegas de outros estados que fizeram questão de colaborar, e informa que a arrecadação continua. Não deixe de fazer o seu depósito de qualquer quantia (dados abaixo).
Com as chuvas torrenciais de 1º de janeiro de 2010, o transbordamento do rio Paraitinga provocou muita perda e destruição em São Luiz do Paraitinga, mas também foi sinônimo de solidariedade, coleguismo, amizade e cooperação.
As primeiras notícias eram terríveis, todo o centro histórico estava debaixo de água e também o fórum, a prefeitura e os cartórios. O noticiário dizia que a cidadezinha de 11 mil habitantes não perdera apenas seu patrimônio histórico-cultural e principal fonte de renda como estância turística, mas praticamente todos os seus processos e registros públicos. Leia mais. Cartório de Paraitinga








